Música
Júlia Tizumba lança “Minêra”, disco de estreia em BH
Primeiro álbum solo celebra ancestralidade afro-mineira e será apresentado em show gratuito no Teatro Francisco Nunes.
Júlia Tizumba | Foto: Alê Bastos
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Primeiro álbum solo celebra ancestralidade afro-mineira e será apresentado em show gratuito no Teatro Francisco Nunes.
Júlia Tizumba | Foto: Alê Bastos
Com mais de 20 anos de trajetória como atriz, cantora, compositora, percussionista e escritora, Júlia Tizumba estreia na discografia autoral com o álbum “Minêra”. O trabalho chega como um gesto de pertencimento e de afirmação da cena afro-mineira contemporânea.
O show de estreia será nesta sexta-feira, 26 de setembro, às 20h, no Teatro Francisco Nunes, com entrada gratuita. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria uma hora antes. Antes, no dia 24/9, o público poderá assistir a um ensaio aberto no Centro Cultural Vila Santa Rita.
Produzido por Acauã Ranne e gravado ao lado da Banda Gloriosa, o disco traz 10 faixas que transitam entre composições da artista e de nomes como Sérgio Pererê, Leri Faria e Maurício Tizumba. O repertório reflete a identidade afrocentrada da cantora, marcada por congado, afrobeat, música pop e influências do carnaval de rua.
Segundo Júlia, “Minêra” é a síntese de sua vida e carreira. “Posso dizer que o álbum sou eu — mulher negra, nascida em Minas Gerais, candomblecista, reinadeira, mãe e filha — e, ao mesmo tempo, um gesto coletivo de celebração da cultura afro-mineira”.
Acompanhando Júlia, a Banda Gloriosa reúne músicos com origem no bairro Glória, em Belo Horizonte. O grupo tem conexões com projetos como Tambor Mineiro e Tambolelê. A formação inclui Acauã Ranne, Juventino Dias, Leonardo Brasilino, Débora Costa, Daniel Guedes e Brunno.
Essa parceria reforça o caráter familiar e comunitário da obra. “Essa união é como uma família, celebrando amizades que atravessam gerações”, afirma a artista.
Entre os destaques do disco, estão “Kizalelu”, homenagem à avó paterna da cantora, e “Alodê Iara”, que dialoga com a mitologia afro-indígena. Já a releitura de “Sá Rainha”, clássico de Maurício Tizumba, reafirma a ligação entre a tradição familiar e o Reinado.
Outras faixas, como “Mama Okê” e “Herança”, reforçam o vínculo com matrizes africanas, irmandades e comunidades, enquanto “Estrela Guia”, de Sérgio Pererê, encerra o álbum em tom espiritual.
“Frequento os terreiros de candomblé e congado desde a barriga da minha mãe. Não há como separar minha existência dessas manifestações. São minha base e minha verdade”, diz Júlia.
Show de estreia do álbum “Minêra”.
Data: 26/9 (sexta-feira), às 20h.
Local: Teatro Francisco Nunes (Av. Afonso Pena, 1.321 – Centro, BH).
Entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes do show.
Mais informações no Instagram @juliatizumba.
Publicado por Floriano Comunicação
Publicado em 24/09/25