Música
Jardim Sonoro explora a voz na segunda edição do festival no Inhotim
Festival musical retorna ao Inhotim entre 11 e 13 de julho com shows em espaços inéditos e curadoria centrada na voz
Foto: Daniela Paollielo
Música
Festival musical retorna ao Inhotim entre 11 e 13 de julho com shows em espaços inéditos e curadoria centrada na voz
Foto: Daniela Paollielo
Djuena Tikuna, Ilê Aiyê, Cécile McLorin Salvant, Mônica Salmaso, Tetê Espíndola e Brisa Flow são algumas das atrações da segunda edição do Jardim Sonoro, festival musical do Inhotim. O evento será realizado nos dias 11, 12 e 13 de julho de 2025, em Brumadinho (MG).
Criado em 2024, o Jardim Sonoro integra o calendário do Instituto Inhotim com foco na relação entre música, paisagem e curadoria artística. Em 2025, o festival investiga a voz como instrumento de expressão coletiva, política e poética.
Neste ano, a programação inclui nomes do Brasil e do exterior que trabalham a voz de maneira múltipla, propondo diferentes formas de escuta. Os shows estão incluídos no ingresso de visitação do parque e acontecem em espaços inéditos do museu.
A segunda edição do Jardim Sonoro será realizada no Palco Desert Park, instalado junto à obra de Dominique Gonzalez-Foerster, e no Palco Piscina, localizado próximo à obra de Jorge Macchi. Esses locais, nunca antes utilizados para shows, integram a proposta de descentralização da experiência sonora.
Segundo a diretora artística do Inhotim, Júlia Rebouças, os novos percursos propostos pelos palcos também ampliam os sentidos da escuta. A curadora destaca que a ideia é reforçar a ligação direta entre música, acervo e ambiente natural.
A programação musical começa na sexta-feira, 11 de julho, com o show Torü Wiyaegü, da cantora e ativista Djuena Tikuna, do povo Tikuna, do Alto Solimões. Ela apresenta cantos de origem, rituais, infância e resistência.
No sábado, 12 de julho, a mineira Luiza Brina apresenta canções do disco Prece. Em seguida, Mônica Salmaso traz repertório baseado na tradição da música brasileira. Cécile McLorin Salvant encerra o dia com show minimalista de jazz, acompanhado apenas por piano.
O domingo, 13 de julho, começa com Josyara, cantora baiana que interpreta composições próprias e releituras. Tetê Espíndola se apresenta com repertório dedicado à música do cerrado e à ecologia sonora.
Logo depois, o Ilê Aiyê leva ao palco o repertório que reafirma a ancestralidade e a cultura afro-brasileira. Para finalizar o festival, Brisa Flow apresenta discotecagem baseada no álbum Janequeo, que mistura rap, cantos indígenas e música eletrônica.
A entrada no Jardim Sonoro é gratuita para quem estiver no parque. Os ingressos custam R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada). Em julho, o Inhotim funciona também às terças-feiras.
15h, no palco Palco Desert Park, Djuena Tikuna.
11h, no Palco Desert Park, Luiza Brina.
13h, no Palco Piscina, Mônica Salmaso.
15h, no Palco Piscina, Cécile McLorin Salvant.
11h, no Palco Desert Park, Josyara
13h, no Palco Piscina, Tetê Espíndola.
15h, no Palco Piscina, Ilê Aiyê.
16h, no Palco Piscina, Brisa Flow.
Jardim Sonoro – Festival de Música Inhotim (2ª edição)
Data: 11, 12 e 13 de julho de 2025
Local: Instituto Inhotim – Brumadinho, Minas Gerais
Endereço: Rua B, 20 – Fazenda Inhotim, Brumadinho – MG
Entrada: gratuita para quem estiver no parque (mediante pagamento do ingresso de visitação)
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia-entrada)
Publicado por Carol Braga
Publicado em 07/07/25