Este conteúdo também está no portal UAI ↗
Exposição

Bienal de São Paulo reúne 80 obras no Palácio das Artes

Com entrada gratuita, exposição reúne 21 participantes e apresenta trabalhos sobre memória, pertencimento e cuidado até 6 de dezembro.

Registro de obras de Gervane de Paula na 36ª Bienal de São Paulo | Foto: Natt Fejfar

03/10/2026 a 06/12/2026
09:30
Presencial
Gratuito
Palácio das Artes - Avenida Afonso Pena - Centro, Belo Horizonte - MG, Brasil

A 36ª Bienal de São Paulo ocupa as galerias do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com cerca de 80 obras de arte contemporânea. A exposição gratuita fica em cartaz até 6 de dezembro e reúne trabalhos de 21 participantes, entre artistas e coletivos do Brasil e do exterior. Esta é a maior itinerância nacional da atual edição da Bienal.

Intitulada Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, a mostra apresenta pinturas, esculturas, fotografias, instalações, obras audiovisuais e performances. A curadoria de Alya Sebti e Leonardo Matsuhei propõe reflexões sobre pertencimento, memória, cuidado e transformação.

A exposição se inspira no poema Da calma e do silêncio, da escritora mineira Conceição Evaristo. A proposta parte da escuta e das relações humanas para abordar questões ligadas ao território, à ancestralidade e às experiências de diferentes comunidades.

Entre os participantes estão Gervane de Paula, Ming Smith, Ruth Ige, Nádia Taquary, Antonio Társis, Leiko Ikemura, Emeka Ogboh, Lidia Lisbôa e Manauara Clandestina. Os trabalhos também abordam temas como as crises climáticas, a resistência cultural e a herança africana na diáspora.

A seleção reúne produções de diferentes regiões brasileiras e de cidades como Londres, Berlim, Paris e Cidade do Benin. Além disso, estabelece conexões entre experiências locais e questões presentes no debate internacional sobre arte contemporânea.

Artistas mineiros estão entre os destaques

Dois nomes ligados a Minas Gerais integram a exposição. Um deles é Maria Auxiliadora, pintora autodidata nascida em Campo Belo. Considerada uma das principais representantes da arte afro-brasileira do século 20, a artista retratou cenas do cotidiano negro urbano e manifestações religiosas, como o candomblé e a umbanda.

Outro destaque é Iggor Cavalera, músico belo-horizontino e fundador do Sepultura. Ele participa de uma criação coletiva com Raven Chacon, Laima Leyton e integrantes da comunidade Etenhiritipa Xavante.

A obra consiste em uma composição multicanal desenvolvida com músicos Xavante e articulação do cacique Cipassé Xavante, da aldeia Wederã, em Mato Grosso. O trabalho aproxima sons urbanos, ritmos da terra e vozes indígenas.

A passagem da Bienal por Belo Horizonte também celebra os 15 anos de parceria entre a Fundação Clóvis Salgado e a Fundação Bienal de São Paulo. Desde 2011, o Palácio das Artes recebe recortes da exposição. Esta é a oitava participação consecutiva do espaço no programa.

Belo Horizonte integra um circuito de 15 cidades, sendo três no exterior, que recebem a itinerância em 2026. A programação passou por Belém e seguirá para Vitória.

Além das obras, a ocupação oferece atividades educativas, visitas mediadas e recursos de acessibilidade. Entre eles estão audioguia com audiodescrição, mapa tátil, guia em linguagem simples e descrição de imagens pelo aplicativo Bloomberg Connects.

Serviço

Itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no Palácio das Artes.
Período expositivo: Até 6 de dezembro.
Horários: De terça-feira a sábado, das 9h30 às 21h, e aos domingos, das 17h às 21h.
Locais: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galerias Arlinda Corrêa Lima, Genesco Murta e Mari’Stella Tristão e PQNA Galeria Pedro Moraleida (ações educativas) – Palácio das Artes, Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte.
Classificação indicativa: Livre
Entrada gratuita

Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Participe do nosso canal no Whatsapp e receba as novidades em primeira mão!

QUERO PARTICIPAR
Inscreva-se no nosso canal no WhatsApp

Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 08/10/26

Compartilhar nos Stories

Apoiadores: Lei Rouanet, Instituto AngloGold Ashanti, UNIBH, AngloGold Ashanti, Ministério da Cultura