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Cinemateca Brasileira leva 21 filmes ao Cine Humberto Mauro

Mostra gratuita reúne sete décadas do cinema nacional, com obras de Eduardo Coutinho, Anna Muylaert, José Mojica Marins, Helena Solberg e Alê Abreu.

'Saneamento Básico, o Filme', de Jorge Furtado | Dir. Foto: Jacob Solitrenick

Entre comédias, dramas, terror, suspense, ficção científica, animação e realismo fantástico, o cinema brasileiro ganha uma programação dedicada à diversidade de suas linguagens em Belo Horizonte. De 30 de setembro a 9 de outubro, o Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, recebe a mostra A Cinemateca é Brasileira: da Comédia ao Drama. Todas as sessões têm entrada gratuita.

Ao todo, a seleção reúne 21 filmes produzidos ao longo de sete décadas. Assim, a programação aproxima obras de diferentes gerações e propostas. Estão no recorte títulos como “Candinho” (1954), “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (1965), “O estranho mundo do Zé do Caixão” (1968), “Saneamento Básico” (2007), “Que horas ela volta?” (2015) e “O menino e o mundo” (2014).

A mostra integra um projeto que percorre 15 cidades brasileiras entre agosto e dezembro de 2026. A iniciativa leva ao público parte da história preservada pela Cinemateca Brasileira. Localizada em São Paulo, a instituição mantém cerca de 200 mil rolos de filmes, além de centenas de materiais em vídeo analógico e digital. O conjunto soma aproximadamente 60 mil títulos.

A coleção inclui ficções, documentários, animações, filmes domésticos, telejornais e telenovelas. Além disso, reúne livros, revistas, catálogos, roteiros, materiais de imprensa, documentos e equipamentos audiovisuais.

De Eduardo Coutinho a Zé do Caixão

A programação começa em 30 de setembro com “A Entrevista” (1966), de Helena Solberg, seguido por “Últimas conversas” (2015), obra final de Eduardo Coutinho. Na mesma noite, o público poderá assistir a “São Bernardo” (1972), drama de Leon Hirszman.

No dia 1º de outubro, a comédia ganha espaço. A seleção traz “Candinho” (1954), de Abilio Pereira de Almeida, e a sessão que reúne o curta “Escasso” (2022), de Gabriela Gaia Meirelles e Clara Anástácia, e “Saneamento Básico” (2007), de Jorge Furtado.

Outro destaque chega em 2 de outubro. A programação apresenta “Última parada 174” (2008), de Bruno Barreto; “Amei um bicheiro” (1952), de Jorge Ileli e Paulo Wanderley; e “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (1965), de Roberto Santos, baseado na obra de Guimarães Rosa.

Já em 3 de outubro, a ficção científica reúne “Branco sai, preto fica” (2014), de Adirley Queirós, o curta “O pedestre” (1966), de Otoniel Santos Pereira, e “Abrigo nuclear” (1981), de Roberto Farias.

A programação retorna no dia 6 com “Que horas ela volta?” (2015), de Anna Muylaert, e “O lobo atrás da porta” (2013), de Fernando Coimbra.

Terror, realismo fantástico e animação

No dia 7, o realismo fantástico aparece com “Los silencios” (2019), de Beatriz Seigner, e “O homem do pau-brasil” (1981), de Joaquim Pedro de Andrade. Em seguida, a sessão das 19h15 apresenta “O estranho mundo do Zé do Caixão” (1968), de José Mojica Marins.

O terror continua no dia 8. A sessão das 17h reúne “Morto não fala” (2018), de Dennison Ramalho, e o curta “O duplo” (2012), de Juliana Rojas.

Por fim, em 9 de outubro, a mostra abre espaço para a animação e o público infantil. Serão exibidos o curta “Lé com cré” (2018), de Cassandra Reis, e “O menino e o mundo” (2014), de Alê Abreu. O longa acompanha a trajetória de um menino em busca do pai e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme de Animação.

A seleção da mostra procura, portanto, colocar em primeiro plano as diferentes maneiras de fazer cinema no país. Em vez de tratar a produção brasileira como um conjunto uniforme, o recorte aproxima gêneros, períodos, autores e formas distintas de representação.

Programação de bolso

30/09 – quarta-feira
17h – “A Entrevista” (Helena Solberg, 1966) e “Últimas conversas” (Eduardo Coutinho, 2015)
19h15 – “São Bernardo” (Leon Hirszman, 1972)

01/10 – quinta-feira
15h – “Candinho” (Abilio Pereira de Almeida, 1954)
17h – “Escasso” (Gabriela Gaia Meirelles e Clara Anástácia, 2022) e “Saneamento Básico” (Jorge Furtado, 2007)

02/10 – sexta-feira
15h – “Última parada 174” (Bruno Barreto, 2008)
17h15 – “Amei um bicheiro” (Jorge Ileli e Paulo Wanderley, 1952)
19h15 – “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (Roberto Santos, 1965)

03/10 – sábado
17h – “Branco sai, preto fica” (Adirley Queirós, 2014) e “O pedestre” (Otoniel Santos Pereira, 1966)
19h15 – “Abrigo nuclear” (Roberto Farias, 1981)

06/10 – terça-feira
17h – “Que horas ela volta?” (Anna Muylaert, 2015)
19h15 – “O lobo atrás da porta” (Fernando Coimbra, 2013)

07/10 – quarta-feira
15h – “Los silencios” (Beatriz Seigner, 2019)
17h – “O homem do pau-brasil” (Joaquim Pedro de Andrade, 1981)
19h15 – “O estranho mundo do Zé do Caixão” (José Mojica Marins, 1968)

08/10 – quinta-feira
17h – “Morto não fala” (Dennison Ramalho, 2018) e “O duplo” (Juliana Rojas, 2012)

09/10 – sexta-feira
15h – “Lé com cré” (Cassandra Reis, 2018) e “O menino e o mundo” (Alê Abreu, 2014)

Serviço

Mostra: “A Cinemateca é Brasileira: da Comédia ao Drama”
Data: 30 de setembro a 9 de outubro.
Horário: variáveis, conforme programação.
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes.
Classificação indicativa: variável.
Ingressos gratuitos, com 50% dos ingressos disponíveis on-line, a partir do meio-dia da data de cada sessão, pela plataforma Sympla. O restante terá distribuição presencialmente na bilheteria principal do Palácio das Artes e nos totens, a partir de uma hora antes de cada exibição.

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Publicado por juniodecarvalho

Publicado em 28/09/26

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