Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

10 anos sem Amy Winehouse, legado da artista transcende breve carreira

Artista marcou a história da música mundial com uma ascensão meteórica e deixou um legado devido à voz marcante e ecletismo nos ritmos.
Amy Winehouse
Foto: Vince Bucci / Getty Images for MTV / Getty Images

Há 10 anos, no dia 23 de julho de 2011, morria Amy Winehouse. Ela se foi cedo, mas deixou um legado imenso para a música nos seus breves 27 anos. Foi uma carreira meteórica, com uma voz extremamente marcante e a união entre diferentes gêneros dentro da música pop, como soul, jazz, R&B e ritmos caribenhos como o ska. Tornou-se referência em moda por causa do estilo único, conquistou milhões de pessoas em todo o mundo e vendeu mais de 40 milhões de discos. 

Sendo assim, destacamos os principais pontos da carreira da artista para entender como ela se tornou fundamental para a história da música mundial.

Origens e início na música

Amy Winehouse nasceu em 14 de setembro de 1983 em Londres. A música fez parte da sua infância em todos os momentos, pois muitos tios eram músicos profissionais de jazz, bem como a avó paterna, que se relacionava com um saxofonista de um clube de jazz. Outra referência veio diretamente do pai, Mitchell Winehouse, que era cantor amador e entoava nomes como Ella Fitzgerald e Frank Sinatra para a filha, o que aumentou ainda mais a sua paixão pela música. 

Mais tarde, aos nove anos, foi incentivada pela avó a se matricular em uma escola de artes e passou a desenvolver o lado cantora. Depois, aprendeu guitarra com o irmão mais velho e também montou uma banda de rap. Na mesma época, Amy criou na escola a sua própria audição. Ao apresentar a música On the sunny side of the street, impressionou os avaliadores e ganhou uma bolsa de estudos. A partir dos 15 anos começou a compor as primeiras músicas e a se apresentar em clubes de jazz na capital da Inglaterra. Em seguida, começou a se apresentar com o grupo Bolsha Band e entrou para a National Youth Jazz Orchestra depois de um teste organizado pela diretora da escola de artes que tinha sido expulsa. 

Entrada na indústria musical

Após alguns contratos de representações artísticas e contínuas apresentações, Amy Winehouse fez a sua primeira audição em uma grande gravadora, a Universal Music. Foi convidada por Darcus Beeze, em 2002, a cantar para uma espécie de plateia de executivos e foi contratada pela Island Records, uma subsidiária da Universal no Reino Unido. Dessa forma, iniciou o processo de composição do primeiro disco, Frank, lançado em 2003, quando tinha apenas 20 anos de idade. O álbum, que une hip hop, jazz, reggae e neo soul, estreou com sucesso modesto à época, mas continha canções como Amy Amy Amy, Stronger than me e October Song

Entretanto, com estratégias de divulgação, como, por exemplo, turnê pelo Reino Unido, Amy Winehouse conseguiu expandir o alcance do disco e conquistar reconhecimento. Assim, recebeu as primeiras indicações ao BRIT Awards para Melhor Artista Feminina Britânica e Melhor Ato de Música Urbana. Além disso, ganhou o primeiro troféu no Ivor Novello Awards como Melhor Canção Contemporânea por Stronger than me, foi incluída no livro 1001 álbuns para ouvir antes de morrer e mais indicações em premiações. 

Back to Black

Depois do lançamento de Frank, Amy passou por diversos períodos conturbados envolvendo álcool e drogas, além de transtornos alimentares. Ela, então, rompeu com a gravadora anterior e no meio da turbilhão que sua vida se transformou começou a trabalhar no segundo disco. Back to Black foi feito em cinco meses e mostra o lado mais reflexivo de Winehouse. Mais popular, o disco tem fortes influências do R&B e do Soul dos anos 1960, além do ska, reggae e ritmos caribenhos presentes também no primeiro CD. O single Rehab foi responsável por lançar a artista internacionalmente. Back to Black disco foi o mais vendido no mundo em 2007, um ano após o lançamento. 

A conquista do mundo

O sucesso estrondoso de Back to Black levou Amy Winehouse para vários lugares do mundo. Muito se deu pelo ecletismo que ela trazia nas composições, o que demonstrava domínio de diferentes gêneros, indo do contemporâneo ao mais antigo. Além disso, as letras transitavam pela ironia e o sarcasmo e o extremamente íntimo, particular e pessoal. Outro destaque fundamental, talvez o mais aclamado, é a voz da Amy. Por vezes rouca, mas sempre profunda e carregada, Amy Winehouse emitia o que queria ao cantar: poder, força, sentimentalismo, dor ou alegria. 

Em resumo, Amy marcou a história da música mundial. Está na lista das 60 Maiores Cantoras-Compositoras de Todos os Tempos, elaborada pelo The Daily Telegraph, ocupando o décimo lugar. Além disso, no catálogo dos artistas mais importantes do mundo, feito pela revista Mojo, Personalidades Mais Influentes da Inglaterra e 100 Grandes Mulheres na Música. 

Amy Winehouse
Foto: Rob Verhorst / Redferns / Getty Images

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