29 dez 2016

La Movida inaugura moda do microteatro bar em BH

Guilherme Théo e Clarice Castanheira são os fundadores do La Movida em BH. Foto: Arthur Misson

Guilherme Théo e Clarice Castanheira são os fundadores do La Movida em BH. Foto: Arthur Misson

A regra é clara: 15 metros quadrados, 15 pessoas, três atores e no máximo 15 minutos. É essa a fórmula do microteatro, invenção espanhola que chega a Belo Horizonte neste verão de 2017. O La Movida Microteatro Bar é a novidade mais “vibrante” – podemos dizer assim – da Campanha de Popularização de Teatro marcada para começar no dia 05 de janeiro.

O projeto é uma iniciativa da publicitária e produtora cultural Clarice Castanheira e do ator Guilherme Théo. Eles escolheram a casa que abrigou antiga Alfaiataria Hermano para fazer a versão mineira da moda madrileña. Em 2015 o imóvel recebeu A Alfaiataria, descolado bar que ocupou o espaço na rua Santa Rita Durão também provisoriamente.

“Em princípio será uma ocupação de três meses e a ideia é que depois o La Movida circule pela cidade até chegar a um espaço permanente”, conta Clarice. A parceria com a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança tem como objetivo ampliar o público.

Como determina a regra do microteatro, por lá serão quatro apresentações de até 15 minutos por noite.  Como se trata de um teatro-bar, os espectadores estarão livres para levar bebidas e comidas (tapas espanholas para não fugir da tradição) para a sala.  Ou melhor, as salas. São três e o nome de cada uma presta homenagem a Cecília Bizzotto, Soraya Borba e Ítalo Mudado.

Os responsáveis pelo La Movida fizeram ajustes na arquitetura da antiga Alfaiataria. Foram colocadas curtidas e realizdas adaptações para a iluminação. Com um detalhe: a ideia não é transformar a casa em um teatro. É o contrário: as artes cênicas vão ocupar os espaços da casa.

O bar A Alfaiataria ocupou a casa durante três meses em 2015. Foto: Reprodução Facebook

O bar A Alfaiataria ocupou a casa durante três meses em 2015. Foto: Reprodução Facebook

DE ONDE VEM A MODA DO LA MOVIDA

O microteatro surgiu em 2009 em Madri quando um grupo de artistas espanhóis decidiu ocupar um puteiro para as apresentações cênicas. Segundo Clarice Castanheira, as apresentações simultâneas nos quartos tinham como tema comum “Por dinheiro”. “Era uma coisa bem efervescente. Quando visitei fiquei muito encantada e achei que poderia ter a ver com BH”, diz.

Embora situadas em espaço com significado totalmente diferente do Espanhol as apresentações por aqui também serão em quartos e simultâneas. As mulheres dominam a programação da primeira semana. Entre 5 e 8 de janeiro teremos Andreia Quaresma em “Eu”; Cynthia Paulino em “Coisas boas acontecem de repente”; Janaína Morse em “Souvenir” e Marina Tadeu em “Ventre sem Umbigo”.

Depois delas o La Movida também abrigará trabalhos de Odilon Esteves, Eduardo Félix (Pigmalião Escultura que Mexe), Igor Godinho, Luís Arthur, Fafá Fernandes, Enedson Gomes e Ana Campos, Renata Rocha, Marina Tadeu, Fabiano Persi, Raquel Pedras, Bia França, Mariana Jacques. Alguns trabalhos são inéditos.

Se pensarmos apenas no formato, o La movida é uma oportunidade e tanto para as experimentações cênicas. Tomara que os artistas escolhidos se arrisquem e tenham o público como cúmplices de novos caminhos para o teatro.

[O QUE] La Movida Microteatro – BAR

[QUANDO] 5 jan a 19 mar. De quinta a sábado: 18h às 1h30; Micropeças: de 21h as 22h45. Domingo: 17h às 23h30. Micropeças: 20h às 21h45

[ONDE] Rua Santa Rita Durão, 153 – Funcionários. Informações: (31) 98448 2598

[QUANTO] R$ 8 por micropeça. Os ingressos são vendidos no local.

Facebook: facebook.com/lamovidamicroteatro

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