Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Shows em homenagem ao centenário de Zé Kéti ocupam CCBB-BH

Projeto Zé Kéti – Cem anos da voz do morro realiza shows e bates-papos em torno da obra do sambista carioca
Zé Kéti. Foto: Marcio Aurelio Olimpio

Zé Kéti é um dos maiores nomes do samba brasileiro. Sendo assim, nada mais justo e oportuno do que o projeto que desembarca em Belo Horizonte entre os dias 19 e 22 de agosto. É uma série de quatros shows que vai celebrar o centenário do compositor. 

São apresentações inéditas, sempre às 20h, com plateia presencial no Centro Cultural Banco do Brasil, de Belo Horizonte. Várias gerações se reúnem neste projeto. O objetivo é enaltecer e perpetuar o legado do cantor carioca. João Cavalcanti e Fabiana Cozza abrem a série no dia 19 com o show Eu sou o samba. Depois da música, sempre tem um bate-papo. No caso, eles vão conversar sobre “Em tempo, machismo não é questão de opinião”.

Na sequência, dia 20, Zé Renato e Cristóvão Bastos cantam e falam sobre a relação entre Zé Kéti e o Cinema. No repertório da noite, por exemplo, tem  “A Voz do Morro”, “Flor do lodo” e “Malvadeza Durão”, todas canções que fazem parte da trilha sonora do cinema nacional. Além disso, Zé Kéti também foi assistente de câmera de Nelson Pereira dos Santos.

No fim de semana, dias 21 e 22 de agosto, teremos, respectivamente, Sururu na Roda com participação especial de Moacyr Luz e Casuarina com presença de Nilze Carvalho.

Quem foi Zé Kéti?

Carioca, nascido no dia 16 de setembro de 1921, José Flores de Jesus conviveu desde muito cedo com a música. O pai tocava cavaquinho e o avô era flautista e pianista. Para se ter uma ideia da relação do compositor com o universo artístico, Pixinguinha costumava frequentar as rodas de choro na casa dele. 

Como o apelido dele era Zé Quieto, logo virou Zé Kéti. Foi participante ativo dos ensaios das escolas de samba. Em 1950, compôs o samba que o tornaria conhecido entre as avenidas e rodas, “A Voz do Morro”. A música foi gravada originalmente pelo cantor Jorge Goulart, com arranjo de Radamés Gnatalli, transformando-se em tema de filme e programa de TV.

Programação

19/08 – 20 horas – “Eu Sou o Samba”: João Cavalcanti e Fabiana Cozza (participação especial)

Bate-papo com João Cavalcanti e Fabiana Cozza: “Em tempo, machismo não é questão de opinião”.

20/08 – 20 horas – “Zé Kéti e o Cinema”: Zé Renato e Cristóvão Bastos

Palestra com Zé Renato: “Zé Kéti, Samba, Carnaval e Cinema”.

21/08 – 20 horas – “Diz que fui por aí”: Sururu na Roda e Moacyr Luz (participação especial)

22/08 – 20 horas –  “Um sambista de opinião”: Casuarina e Nilze Carvalho (participação especial)

[O QUE] Zé Kéti – Cem anos da voz do morro
[QUANDO] 19 a 22 de agosto, quinta a domingo, às 20h
[ONDE] Presencial – Teatro I – CCBB BH – Praça da Liberdade, 450 – Funcionários – Belo Horizonte (MG)

[QUANTO] R$30,00 (inteira) – R$15,00 (clientes Banco do Brasil que pagarem com Ourocard e meia-entrada para estudantes e professores, crianças com até 12 anos, maiores de 60 anos, pessoas com deficiência e suas acompanhantes e casos previstos em Lei).

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Zé Renato e Cristóvão Bastos. Foto Marcelo C Branco
Zé Renato e Cristóvão Bastos. Foto Marcelo C Branco

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