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Projeto Wakanda é Nois usa financiamento coletivo para levar lazer e autocuidado à mulheres negras em situação de vulnerabilidade

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Está aberta no site Vakinha a campanha de arrecadação do Wakanda é Nois, que erguerá uma festa para 200 mulheres negras das periferias de Belo Horizonte.

Por Caio Brandão | Repórter

Visando garantir a realização da edição “De Preta Para Preta”, o projeto Wakanda é Nois abriu um financiamento coletivo no site Vakinha. A iniciativa, então, surgiu para arrecadar fundos e cobrir os custos da realização de uma tarde de lazer e autocuidado para 200 mulheres negras das periferias de Belo Horizonte. 

Está aberta no site Vakinha a campanha de arrecadação do Wakanda é Nois, que erguerá uma festa para 200 mulheres negras das periferias de Belo Horizonte.
Registro da primeira edição do Wakanda é Nois, que levou 400 adolescentes negros e estudantes de escola pública para ver "Pantera Negra: Wakanda Para Sempre" no cinema - Foto: Yuri Laurindo

O financiamento já está aberto para contribuições, e assim ficará até a semana anterior ao evento, que ocorrerá no dia 23 de julho, próximo ao dia 25, data na qual se comemora o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. O objetivo é chegar na marca de R$30 mil, coletando doações feitas pelo link.

Visão

A iniciativa se ergue a partir do desejo de empoderar a negritude feminina. Sendo assim, a partir das doações coletadas, será oferecida uma tarde de samba protagonizada por mulheres negras com atividades voltadas para a valorização dessa vivência. 

Desse modo, serão disponibilizadas bebidas e comidas gratuitas para as convidadas e haverá arrecadação de agasalhos infantis e femininos. Embora a celebração seja focada no público feminino e negro, o evento estará aberto para qualquer pessoa que desejar comparecer.

Proteção e saúde

Outra pauta presente na festividade é o combate à violência contra a mulher. Serão distribuídas cartilhas informativas sobre violência doméstica e saúde física e psicológica com o objetivo de instruir as mulheres sobre canais de comunicação onde elas possam denunciar casos de violência doméstica.

Além disso, as cartilhas também fornecerão informações sobre a saúde da mulher, envolvendo as peculiaridades sobre a saúde de pessoas negras e locais para buscar suporte, como em postos de saúde e hospitais. Ademais, as participantes receberão kits de autocuidado, erguendo a afetividade com o próprio corpo e a autoestima como um todo.

“Temos visto a representatividade no cinema e na música, mas para quem isso realmente está sendo proveitoso? Nossa proposta é oferecer essa experiência ao povo preto e, ao mesmo tempo, fazer uma denúncia social. Estamos promovendo um movimento em prol daqueles que ainda não estão desfrutando das representações atuais”, lembrou Luisa Helena, fundadora do Coletivo AfroAfetivo Flor dos Palmares, co-fundadora da Casa das Pretas e idealizadora do projeto.

Sobre o financiamento coletivo

A campanha de captação de recursos está aberta, e assim continuará até cerca de 16 de julho, uma semana antes do evento. O valor arrecadado ergue a infraestrutura do evento, visando proporcionar uma experiência verdadeiramente enriquecedora para o público presente. Então, transporte, alimentação e apresentação musical, entram nessa lógica.

Para realizar contribuições, bem como conferir mais informações, basta acessar o link.

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