05 jan 2018

Verão Arte Contemporânea resiste graças às parcerias artísticas

Por Thiago Fonseca*

Embora sejam eventos com propósitos diferentes, Verão Arte Contemporânea e da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança coincidem em um ponto. Não foi fácil pra ninguém produzir as edições dos respectivos festivais que ocupam a programação de janeiro em BH.

No caso do Verão, Ione de Medeiros chega a dizer que foi quase uma mágica montar a grade de atrações distribuídas em dez áreas diferentes. Segundo ela, teremos VAC graças às parcerias artísticas e de instituições culturais da cidade.

“Até dezembro não havia patrocínio e as perspectivas para o VAC eram ruins. Mas mesmo assim, a classe artística persistiu, e no fim do ano entrou verba da CODEMIG. Vamos realizar essa edição com excelência”, afirma Ione.

Jonnatha Horta Fortes, coordenador do Verão, ressaltou o momento crítico que as artes enfrentam. Não ter edital de incentivo à cultura em 2017 impactou o projeto de 2018. “Em 2015 recebemos R$150 mil de incentivo público, o que caiu em 2016 e 2017. Neste ano, não conseguimos captar. Ficamos com receio. Mas com muita luta apresentamos um festival rico e plural”, explica Jonnatha.

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PROGRAMAÇÃO

Em 2018 o Verão de Arte Contemporânea irá manter a diversidade das artes que caracteriza o evento. Em 29 dias vão se apresentar artistas locais das áreas de teatro, dança, música, artes visuais, cinema, arquitetura e literatura, além de moda e gastronomia.

A instalação em espaço aberto como um “tableu vivant”, nos jardins do Teatro Francisco Nunes é uma das novidades. A ideia é recriar o quadro impressionista “O Almoço sobre a relva” de Edouard Manet. É uma proposta que compreende a presença de artistas que poderão pintar as recriações ao vivo da obra.

A edição também ganha o Movimento de Arte e Reflexão Política, com uma mesa redonda de artistas e intelectuais promovendo o debate com o público. Ainda inaugura uma parceria com o Centro de Referência da Juventude nas áreas de moda e gastronomia.

O Secretário de Estado da Cultura, Angelo Oswaldo, também esteve presente e ressaltou a importância VAC para o o fomento da cultura mineira. Assim como fez no café da manhã da Campanha, explicou a nova lei de incentivo e fomento à cultura que será sancionada até o dia 12 deste mês. Ele também anunciou a inauguração do teatro Paschoal Carlos Magno, em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira.

Lançamento do VAC 2018. Crédito: Thiago Fonseca

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