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Um ano sem Fernanda Young: conheça cinco trabalhos emblemáticos da autora

Young foi roteirista, atriz, escritora e antes da sua morte se preparava para estrear peça ao lado de Fernanda Nobre

Por Jaiane Souza *

25/08/2020 às 10:12 | *Colaborador

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Foto: Bob Wolfenson / Divulgação

Há um ano o mundo perdeu Fernanda Young. Escritora, roteirista, apresentadora e atriz, ela deixou importante legado na televisão, na literatura e no teatro brasileiro. A semana está cheia de homenagens. A amiga Maria Ribeiro, por exemplo, marcou uma live para este dia 25 de agosto, no perfil dela no Instagram. Estará acompanhada de Monica Iozzi e da diretora Mika Links para falar da peça Pós F, baseada no livro de não-ficção de Fernanda Young. Intitulado Pós-F, Para Além do Masculino e Do Feminino, venceu o Prêmio Jabuti de 2019. A peça tem a estreia on-line marcada para 12 de setembro.

Nascida em 1 de maio de 1970, Fernanda Young começou a carreira em 1982 atuando na minissérie Iaiá Garcia, escrita por Rubens Ewald Filho. A produção, exibida pela TV Cultura, foi baseada no romance de mesmo nome de Machado de Assis. Depois, em 1991, fez papel na novela O dono do mundo, da Rede Globo.

No entanto, o reconhecimento veio a partir de produções posteriores. Fernanda Young roteirizou, em parceria com o marido Alexandre Machado, Comédia da Vida Privada e Vida ao Vivo Show, ambas na Globo. O sucesso das duas produções a levou a escrever Os Normais, em 2001, um dos programas de humor mais populares da televisão brasileira. Nesse meio tempo já atuava na literatura, tendo escrito quatro livros até então. Antes da sua morte, depois de uma crise de asma, se preparava para estrear peça ao lado de Fernanda Nobre.

Pensando nessa rica produção, destacamos, então, cinco obras emblemáticas de Fernanda Young, entre produções audiovisuais e escritas. Ao todo ela publicou 14 livros e roteirizou quatro filmes e 16 séries e minisséries. 

 

Os Normais. Foto: Rede Globo

Os Normais

Exibida entre 2001 e 2003, a série mostra o dia a dia de Vani (Fernanda Torres) e Rui (Luiz Fernando Guimarães). Enquanto Rui trabalha no departamento de marketing de uma empresa e é aficionado pelo Botafogo, Vani é vendedora de uma loja de roupas e atrapalhada. Com situações inusitadas e muito humor, a série retratou como todo mundo pode ter suas manias e esquisitices. Mais tarde, Selton Mello e Graziella Moretto se juntaram ao elenco. 

A produção ganhou vários prêmios, como o Troféu Imprensa de Melhor Programa Humorístico de 2002 e o prêmio Gran Premio de TV Latina na mesma categoria em 2001 e 2002. Todos os episódios estão disponíveis na Globoplay.

Além disso, a série inspirou Os Normais – O filme (2003) e Os Normais – A noite mais maluca de todas. Ambos com participação de Fernanda Young como roteirista. 

Vergonha dos pés 

Publicado em 1996, o livro narra a história de Ana, uma jovem inventiva que cursa Letras e sonha em ser escritora. O problema é que as histórias só acontecem dentro da cabeça da personagem e não chegam ao papel. Assim como a personagem, Young também foi aluna do curso de letras e desistiu de continuar. O mesmo aconteceu com o jornalismo. 

Vergonha dos pés foi o primeiro romance de Fernanda Young, adaptado posteriormente para o teatro, sendo encenado por Priscila Fantin e Danton Mello, com direção de Alexandre Reinecke. 

Muito gelo e dois dedos d’água, de Daniel Filho (2006)

Fernanda Young escreveu o roteiro ao lado do marido, Alexandre Machado, com quem trabalhou em muitos projetos. O longa conta a história de duas irmãs, Roberta (Mariana Ximenes) e Suzana (Paloma Duarte), que sempre desejaram se vingar da avó (Laura Cardoso). Isso porque, durante a infância, recebiam lições rígidas de educação etiqueta e, 30 anos depois, decidem sequestrar a idosa. Disponível no YouTube.

Além deste e dos dois longas de Os Normais, Young co-roteirizou, ao lado de Alexandre Machado e Sérgio Sant’Anna, a comédia romântica Bossa Nova. Ele foi dirigido por Bruno Barreto, lançado em 2000 e baseado no romance Miss Simpson, de Sant’Anna. Mostra a vida de uma ex-aeromoça estadunidense que se muda para o Rio de Janeiro após a morte do marido.

fernanda young

Os Normais. Foto: Rede Globo

Vade retro

A estética do terror e o humor andam lado a lado nesta série que conta a história de Abel Zebu (Tony Ramos), um empresário que oferece palestras para outros empresários alcançarem o sucesso nos negócios. Por sua vez, Celeste (Monica Iozzi) é uma advogada ingênua que acaba caindo nas graças de Abel sem saber que ele guarda um segredo. A série foi exibida em 2017 e escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado. Sendo assim, todos os 11 episódios estão disponíveis na Globoplay

Pós-F: Para além do masculino e feminino

Último livro publicado por Fernanda Young, em 2018, e primeira obra de não-ficção da autora. A discussão do livro é sobre o que significa ser homem e mulher. Para isso a autora reúne uma série de contos e explora episódios autobiográficos, deixando evidente a sensação de inadequação. Além de escrever ela também ilustrou o livro. A ideia era a não-polarização. Ou seja, desenvolver algo maior, que caiba em todos os gêneros. 

A publicação foi vencedora do Prêmio Jabuti de 2019 na categoria Crônica. Além disso, foi indicado a Livro do Ano. Compre aqui.

Faixa bônus: Saia Justa e Shippados

Mais recentemente, em 2018, a autora escreveu Shippados também junto com Machado. A série é moderna e aborda os relacionamentos contemporâneos. Tem Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch no elenco. Ou seja, risada na certa. Todos os episódios estão disponíveis na Globoplay

Em 2002, Young esteve formação original do programa Saia Justa, exibido pelo canal GNT, ao lado de Rita Lee, Marisa Orth e Monica Waldvogel. Aliás, nenhuma outra formação daquele sofá superou essa primeira. Inclusive, Astrid Fontenelle, que posteriormente assumiu a ancoragem da conversa semanal, também prestou tributo à amiga. No canal dela no YouTube, Young é a personagem do quadro Mulheres Admiráveis. Fica a dica para ver todos os vídeos. Ela recebeu uma sugestão da audiência para fazer algo especial sobre a Fernanda. 

 

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