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Livro de Heloisa Starling conta a história do Campus UFMG

Livro faz parte da coleção 'BH. A cidade de cada um' e conta de forma lúdica como o campus da UFMG tem mais história do que se imagina

Por Marjorie Riff *

07/05/2019 às 19:15 | * Escreveu com a supervisão de Carolina Braga

Publicidade - Portal UAI
Foto: Foca Lisboa / Divulgação.

Depois do Edifício Maletta, a Savassi  entre outros locais importantes de BH, chegou a vez do Campus da UFMG ter suas histórias registradas na coleção Cidade de cada um. Quem escreve é Heloisa Starling, professora de História do Brasil na Universidade, que também já foi vice-reitora da instituição.

Dessa forma, a leitura de ‘Campus UFMG’ é surpreendente. O livro certamente será uma boa companhia para os amantes de história. E também para os curiosos de plantão. Sendo assim, listamos quatro pontos que mais chamaram nossa atenção.

O lançamento está marcado para o dia 11 de maio, na Livraria do Ouvidor, na Savassi.

Sim, o terreno já foi um lugar “desimportante e inóspito”

Você imagina a UFMG como um vasto lugar vazio? Sem as construções, sem os alunos, sem os professores e visitantes? Pois, sim, isso já ocorreu. E os primórdios da construção da maior universidade de Minas Gerais naquele terreno foi em 3 de Maio de 1946. Porém, houve um grande intervalo entre a decisão de se criar a universidade ali, assinaturas e outras decisões morais até o início dos trabalhos. O primeiro reitor foi Francisco Mendes Pimentel, que fazia questão de enfatizar que o local seria um “lar universitário”.

A origem da palavra “campus”

Há um trecho interessante bem no início do livro que também discute as origens do termo “campus”. Por certo, a palavra é usada por inúmeras pessoas todos os dias. Contudo, para Heloisa, a palavra é “esquisita, entrocada com assuntos de natureza muito diversa – militares, políticos, religiosos”. Dessa maneira, ficamos sabendo da raiz romana do termo, e é assim até o final do livro. Descobertas históricas entre as linhas, origens explicadas com muito tato. Certamente, Heloisa consegue fazer o que poucos autores conseguem: saber muito de um tema e saber passá-lo adiante de um modo acessível e de fato envolvente.

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A crise da construção nos anos 80 e a retomada nos anos 90

A UFMG não foi completamente colocada de pé num trecho singular de anos. Houveram pausas, houveram crises e influências socioeconômicas. Durante os anos 80 e a imensa inflação, os trabalhos na universidade estavam praticamente parados. Porém, com a virada para a década de 90, a retomada começou. Assim, a transferência de muitas faculdades para o campus Pampulha foi ocorrendo com os anos e com a demanda, e destaca-se a Fafich.

A Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, naquela época, segundo Heloisa, levava uma vivência “política e comportamental” muito importante aos alunos. Como resultado, “por ali passavam boatos, bisbilhotices, flertes, política, contracultura, rock, anarquismo, um bocado de poesia e muita literatura”, conta.

O projeto “Campus 2000”

Inegavelmente, o projeto “Campus 2000”, iniciado pelos reitores Francisco Sá Barreto e Ana Lúcia Gazzola foi um marco na história da UFMG. O novo padrão construtivo inaugurado abrigou a Escola de Odontologia, além de futuramente a Escola de Engenharia (um dos maiores empreendimentos da federal). A Escola de Farmácia e a Faculdade de Ciências Econômicas (Face) também são outros exemplos do porquê o projeto “Campus 2000” foi uma tremenda inovação. Prédios modernos, bem arquitetados e capazes de comportar confortavelmente os alunos. Este é o resumo da ideia central do reitor e sua sucessora.

Por fim, é interessante pensar que Heloisa descreve o campus Pampulha como “uma estranha aventura que não terminou”. Afinal, é uma definição adequada para a vida e para todas as universidades do país.

 

Heloisa Murgel Starling é a autora de ‘Campus UFMG’ – Foto: Papelícula / Divulgação.

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