Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Toquinho desfila seu repertório em show junto a Camilla Faustino

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O cantor e compositor Toquinho se apresenta nesta sexta-feira, dia 22, no palco do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes

Patrícia Cassese | Editora Assistente

Junto à cantora Camilla Faustino, o cantor e compositor Toquinho sobe ao palco do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes para colocar em repasse algumas das várias pérolas do repertório que já entregou ao público nestes 55 anos de carreira. Diante de um manancial deste calibre, uma pergunta se faz necessária: como Toquinho escolhe as músicas que vão entrar no repertório? “Sim, realmente, isso é um problema, porque realmente são muitas canções, sim. Eu procuro fazer um show no qual dou uma pincelada – claro, sintética – da minha trajetória, dos pontos mais importantes. Assim, na dinâmica do show, passando por vários momentos”.

Toquinho junto à cantora Camilla Faustino: os dois se apresentam em BH na sexta-feira (Marcos Hermes/Divulgação)
Toquinho junto à cantora Camilla Faustino: os dois se apresentam em BH na sexta-feira (Marcos Hermes/Divulgação)

“Claro, tem o lado instrumental, tem o lado das canções mais importantes, o infantil e, ainda, a inserção da grande cantora Camila Faustino, que também dá a dinâmica ao show e participa de uma forma contundente”, prossegue Toquinho. “Então, o show é um pouco um apanhado da nossa trajetória, da minha e da dela, e também de pessoas que foram importantes, não só para mim, como para a carreira dela também”.

Relação de anos com BH

Toquinho conta que Belo Horizonte faz parte da vida profissional do artista há muitos anos. “Até antes do Vinícius (da parceria com Vinicius de Moraes). Me lembro que eu ficava aí no Hotel Amazonas, junto com o Gilberto Gil, bem no começo da minha carreira. Claro, depois veio o Vinícius de Moraes, e, aí, já entramos no circuito mais elaborado, de Palácio das Artes e tal. Mas Belo Horizonte sempre esteve na minha agenda. Aliás, não só no meu, como na de todos os artistas brasileiros. BH é quase uma passagem obrigatória nas grandes capitais do Brasil, junto a Salvador, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, o Nordeste todo, enfim”.

Em BH, foram vários casos, ao longo da carreira. “Os mais divertidos ficam por conta de Vinícius de Moraes, da relação que ele tinha com o médico com o qual sempre se encontrava aí, e tal. Muitas histórias muito divertidas, enfim”.

Agenda

Perguntado sobre como está a agenda, Toquinho conta que tem viajado para a Europa, com Camilla Faustino. E observa que, com o controle da pandemia, o mercado de shows deu uma aquecida. “Na verdade, acho que está até melhor do que antes da pandemia. Fico pensando que estava tudo um pouco acomodado, e agora parece que essa coisa represada veio à tona de uma forma mais forte. Bem, pelo menos é o que venho observando no cenário do show business”.

Novas Cores, Eternas Canções

Na entrevista ao Culturadoria, Toquinho também falou do projeto Novas Cores, Eternas Canções, que chegou às plataformas em janeiro. No repertório, ele divide, com Camilla Faustino, as músicas: “Que Maravilha”, “Valsa para uma Menininha”, “Tonga da Mironga do Kabuletê” e “Soneto do Amor Total”. Já “O Bem-Amado”, “Caso Sério”, “Sei lá (A Vida tem Sempre Razão)”, “Samba de Orly”, “Escravo da Alegria”’ e “Turbilhão” foram gravadas somente com Toquinho.

O disco traz, ainda, “O Velho e a Flor”, com Giulia Be; “Testamento”, com participação de Pedro Bial; “O Caderno”, com Sandy; “Tarde em Itapuã”, com Caetano Veloso; “Regra Três”, com Mart’nália; “Mais um Adeus”, com Clara Buarque, e “Ao que vai chegar”, com o Padre Fábio de Melo. “Ah, tem tido uma repercussão boa. É um projeto que inovou várias canções que estavam na memória das pessoas. Músicas que foram sucesso anos atrás, e que receberam uma vestimenta nova através do Estevez (Bruno Estevez Santos), que é um grande produtor, um grande percussionista. E os artistas também cooperaram muito. As faixas foram reconhecidas e acolhidas de uma maneira por igual, todas elas”, festeja Toquinho.

Serviço

Toquinho – 55 Anos de Música, “A Arte de Viver” – Participação Especial da cantora Camilla Faustino

Onde. Grande Teatro Cemig Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro).

Quando. Sexta, dia 22, às 21h.

Quanto. Plateia I:  R$ 260 (inteira) e R$ 130 (meia-entrada)/Plateia II: R$ 230 (inteira) e R$ 115 (meia-entrada). Superior: R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia-entrada)

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