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Top Gun: Maverick decola como um clássico instantâneo

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Continuação do filme dos anos 80, Top Gun: Maverick traz sequências de ação empolgantes e homenagens ao original

Por Ana Pisani | Culturadora

Top Gun – Ases Indomáveis marcou uma geração. Em 1986, o filme estrelado por Tom Cruise conquistou a maior bilheteria do ano e adentrou na cultura popular. Agora, 36 anos depois, uma sequência chega aos cinemas carregada de expectativa. Nostalgia à parte, Top Gun: Maverick é um filme tão épico que supera o original.

Com direito aos clichês de sempre, o espectador recebe diversas cenas de ação eletrizantes, um convencional romance e toques de humor equilibrados. Não é o que se classifica como inovador, mas a forma exemplar como é executado prova que fugir da tradição não é necessário para resultar em um bom filme. O que torna essa continuação um triunfo é fazer uma reverência aos elementos clássicos do primeiro longa, enquanto traz a história para o século XXI. 

Com direção de Joseph Kosinski, o filme acompanha Pete Mitchell, codinome Maverick, ainda na ativa na marinha. Após mais de 30 anos de serviço, Maverick retorna ao programa de pilotos de elite em que se formou, porém dessa vez como professor. Além de encarar questões do passado que o lugar traz, ele está encarregado da difícil tarefa de treinar um grupo de pilotos para uma missão quase impossível.

De missões impossíveis, Tom Cruise entende. Pela liderança do astro como protagonista, Top Gun entrega sequências de voo e combates aéreos ideais para um grande filme de ação. Combinados com uma carga emocional, os velozes aviões de alta performance tem um charme. Seja para os fãs dos anos 80 ou para quem só procura se divertir no cinema, eles formam 2 horas que entretém e dão gosto de assistir.

Homenagens à altura

Um ponto positivo de Top Gun: Maverick é a capacidade de despertar o primeiro longa, mas sem alienar o novo público. Ou seja, é fácil se situar mesmo sem ter visto o filme precursor. Para isso, a nostalgia é usada na medida certa.

Uma das formas mais tocantes que o filme conecta passado e presente foi ao trazer de volta Val Kilmer, que interpreta o antagonista Iceman no primeiro filme. Atualmente, o ator enfrenta um câncer de garganta, o que tornou a participação especial. Fotografias dos personagens originais, roupas e até fragmentos de cenas de Top Gun – Ases Indomáveis também fazem aparições.

Além disso, não tem como falar de Top Gun sem falar da trilha sonora. Quem não reconhece a famosa cena do par romântico na moto ao som de Take My Breath Away? Hans Zimmer, Harold Faltermeyer e Lady Gaga assinam a trilha da vez. O tema e a melodia original seguem presentes, sendo imediatamente reconhecíveis. Já para a canção, Gaga canta Hold My Hand, trazendo uma mensagem de apoio e superação que se encaixa como uma luva na proposta.

Proezas aéreas

Tom Cruise é um ator conhecido por dispensar dublês. Nesse caso, fazer as próprias cenas de ação demandou voar de verdade. O astro possui licença para pilotar, tendo feito isso em uma cena com Jennifer Connelly, que interpreta Penny. Mas, para a maior parte, ele era acompanhado por um piloto treinado que comandava de fato o avião. O resto do elenco também, mas sempre como passageiros, somente simulando que estavam pilotando como seus personagens.

Pode parecer loucura fazer os atores experienciar alta velocidade e passar por força G, mas a busca por trazer o real para a tela valeu a pena. O modo que as caças aéreas se apresentam são capazes de transmitir a adrenalina do momento e o sentimento de risco envolvido. Assim, a ação certeira possui o intuito de deixar a emoção à flor da pele. 

Já para as tomadas áreas, aviadores profissionais participaram das gravações nas alturas. Claro que CGI ainda foi utilizado aqui e ali, além de para cenas de combates, mísseis e explosões. Contudo, o diretor garante que a praticidade foi priorizada, como é promovido em diversos vídeos dos bastidores.

Também devido à bela fotografia, das tomadas do céu e das paisagens naturais, a experiência visual se torna completa. Vale lembrar que, por causa da pandemia, o filme sofreu diversos adiamentos desde 2020. Ainda bem que insistiram em lançar nos cinemas, ao invés de ir direto para o streaming. Com razão, Top Gun: Maverick foi feito para ser visto na telona.

Top Gun: Maverick decola como um clássico instantâneo. Foto: Reprodução/Paramount Pictures
Top Gun: Maverick decola como um clássico instantâneo. Foto: Reprodução/Paramount Pictures

Por Ana Pisani

Jornalista em formação, fascinada pelo mundo do entretenimento e frequentadora assídua de cinema.

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