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Por que “Todo mundo odeia Chris” é uma série tão querida?

A série está com as quatro temporadas completas disponíveis na Amazon Prime Video. Você também é uma das pessoas que ama?

Por Jaiane Souza *

02/02/2021 às 14:33 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Crédito: CW/Divulgação

A série Todo mundo odeia o Chris agora faz parte do catálogo da Amazon Prime Video e continua despertando nostalgia em todo mundo que a acompanhou na infância. A sitcom foi exibida originalmente entre 2005 e 2009 em quatro temporadas, somando 88 episódios. A trama se baseada na vida do comediante Chris Rock, mais especificamente na sua juventude durante os anos 1980.

Entretanto, além da nostalgia, guardamos também muitas lições e até mesmo identificação com as desventuras Chris (Tyler James Williams) e a sua família: o pai Julius (Terry Crews), que tem dois empregos, a mãe Rochelle (Tichina Arnold), os irmãos Tonya (Imani Hakim) e Drew (Tequan Richmond) e o melhor amigo Greg (Vincent Martella). A série conversava diretamente com muitas realidades brasileiras e ainda divertia. Então, confira alguns motivos para Todo mundo odeia o Chris ser tão querida no Brasil.

Proximidade com a realidade

Todo mundo odeia o Chris e retrata o dia a dia de uma família muito comum e bastante parecida com várias famílias brasileiras. A identificação é clara logo quando os personagens aparecem. Julius trabalha duro para que a família não passe nenhum perrengue e faz questão de expor isso. A mãe mantém os filhos sob os olhos para que não se metam em problemas, se envolvam com drogas ou até mesmo crimes. Mesmo com todas as dificuldades e problemas continuam unidos e se apoiando sempre que necessário. 

Questões de racismo e preconceito

Por mais que seja uma série de comédia, Todo mundo odeia o Chris é, muitas vezes, construída em relações de racismo. A começar pela época em que de ambientação (1982 na primeira temporada), momento que foi um dos auges do racismo em todo os Estados Unidos. Na escola em que Chris estuda isso também é visto no primeiro dia de aula, já que ele briga com o maior valentão (e racista) da área. Além disso, violências veladas também ocorrem. Só para exemplificar, a professora se mostra solícita e desconstruída. No entanto, acaba reafirmando preconceitos. 

O poder da amizade

As constantes situações de humilhação sofridas por Chris acabam por aproximar ele de Greg (Vincent Martella). Com o passar do tempo, se tornam amigos inseparáveis e estão juntos na maioria das situações. Isso faz com que o dia a dia na escola seja menos doloroso para ambos, principalmente para Chris, que é o único garoto negro da escola e sofre bullying frequente. Em resumo, duas pessoas de origens completamente distintas ensinando que as diferenças existem para serem quebradas ou somadas. 

O valor do dinheiro

Que Julius é pão duro todo mundo sabe. Mas tem motivos mais que razoáveis para isso, mesmo que exagerando muitas vezes. Com dois empregos, ele se desdobra para dar o melhor para a família, a começar por uma casa melhor. Além disso, ele tem um dívida antiga que ainda não conseguiu quitar. Então, é mais uma preocupação. Na segunda temporada, Chris também tem relação direta com o dinheiro quando consegue um emprego para poder ajudar em casa.  

Alívio cômico

Como vimos, assuntos complexos e fundamentais estão no centro de Todo mundo odeia o Chris. Mesmo assim, eles ganham leveza pelo fato da construção da narrativa ser feita com base na comédia. O alívio cômico traz reflexões sobre temáticas importantes, plantando a semente da empatia. Ou seja, mostrando a importância de se colocar no lugar do outro e construir relações de troca. 

Falando em alívio cômico, ainda não está convencido que a série é querida por aqui? Basta dar uma passadinha no Instagram do ator Tyler James Williams e ver os comentários dos brasileiros nas fotos. 12 anos após o fim da série, uma chuva de comentários em referência a Todo mundo odeia o Chris aparece nas fotos dele. 

todo mundo odeia o chris

Crédito: CW/Divulgação

 

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