Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Thelmo Lins repassa sua trajetória ao completar 60 anos de vida

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Cantor, produtor, poeta, ator, jornalista, além de gestor cultural, Thelmo Lins completou seis décadas de vida em maio

Patrícia Cassese | Editora Assistente

Cantor, ator, jornalista, produtor, gestor cultural… Estas são apenas algumas das múltiplas facetas de Thelmo Lins, artista mineiro que, em maio deste ano, completou seis décadas de vida. Precisamente, no dia 15. A data, claro, não poderia passar batida. Mas, em vez de pensar em preparar um show ou mesmo um novo disco, Thelmo Lins fez diferente. Assim, optou por postar, em seu canal no Youtube, um vídeo.

Thelmo Lins: versátil, o artista completou 60 anos em maio deste ano (Foto: Wagner Cosse/Divulgação)
Thelmo Lins: versátil, o artista completou 60 anos em maio deste ano (Foto: Wagner Cosse/Divulgação)

Na verdade, uma entrevista, na qual, a partir de perguntas de três convidados – o artista Wagner Cosse, a jornalista e apresentadora Daniela Zupo e a jornalista Patrícia Cassese (do Culturadoria) -, relembrou balizas de sua trajetória.

Uma caminhada que teve como ponto de partida a cidade de Itabirito, onde nasceu. Foi lá que, ainda menino, passou a sorver conhecimento em meio às oportunidades que se faziam presentes. Aqui, condensamos alguns momentos da entrevista. Confira!

Infância

Filho de seu Otacílio e de Dona Dilma, Thelmo Antonio Gonçalves de Miranda Lins não pensava em ser artista quando pequeno. No entanto, confessa que, garoto, sentia, sim, um certo fascínio pelo universo do circo. “Mas a coisa da arte, da cultura, veio de fato muito mais tarde, já depois da adolescência. Lá, em Itabirito, digo que foi a formação de vida”.

Os pais de Thelmo eram comerciantes. “Pessoas muito simples, mas de grande sabedoria”, assinala. Do mesmo modo, ele cita a presença de duas tias, educadoras, como fundamentais para sua formação humana. Naquele núcleo, o conhecimento era valorizado. Para citar um exemplo, livros eram objetos de apreço.

Quando o pai de Thelmo comprou a enciclopédia Delta Larousse, Thelmo ficou tão fascinado que, em pouco tempo, ganhou, dos amigos, o apelido “Thelmo Larousse”. “É que eu decorava tudo”, conta ele, divertido.

No meio do caminho, uma banca de revistas

Os pais de Thelmo tinham um pequeno comércio em Itabirito. Lá, se vendia de tudo, de aviamentos até as passagens dos ônibus que partiam da rodoviária rumo a BH. Foi justamente por isso que o pai do artista teve a ideia de montar uma banca de revistas e livros, destinado àqueles que teriam momentos do embarque.

Ao mesmo tempo, também havia, no local, uma mesinha e uma máquina de escrever Remington. Thelmo e um dos irmãos tomavam conta da banca, e, mais uma vez involuntariamente, o menino só fez ampliar seu repertório. “Eu lia de ‘Sétimo Céu’ (revista já extinta, mas que falava do universo da televisão e celebridades) às coleções de arte e de música. E, ao mesmo tempo, ficava escrevendo – novelas, textos, poemas. Era o dia inteiro tec, tec, tec”, diz, imitando o som das teclas.

Adolescência

Aos 14 anos, Thelmo começou a vir diariamente para BH, para cursar o segundo grau. Foi quando descobriu o cinema de arte – claro, em Itabirito, havia salas de exibição, mas mais destinadas aos filmes ditos comerciais. “Então, assim, conheci grandes cineastas, como Glauber Rocha, Ingmar Bergman…. Aliás, ‘Sonata de Outono’, assisti a três sessões seguidas”, conta.

Do mesmo modo, passou a frequentar exposições. Aliás, os amigos que fez aqui foram muito importantes neste processo. “Na minha casa, meu pai ouvia Orlando Silva, Nelson Gonçalves, o que foi ótimo (para a formação); mas, na casa dos amigos que fiz aqui, em BH, muitos deles mais velhos, comecei a ouvir os compositores clássicos e eruditos. Assim, me apaixonei, por exemplo, pela ópera”.

Paulo André, amigo conterrâneo

Um dos amigos de Thelmo dos tempos de Itabirito era Paulo André, hoje integrante do Grupo Galpão. “Aliás, nós começamos juntos no teatro”. Uma curiosidade: o irmão mais velho de Paulo costumava comprar livros com os roteiros dos filmes de Bergman. “Assim, a gente assistia aos filmes dele (do diretor sueco) e, depois, ficava lendo (o roteiro), interpretando as cenas”, recorda.

Detalhe: à época, os filmes eram exibidos, em sua grande maioria, dublados. “A Bette Davis, por exemplo. Pra mim, ela sempre teve a voz da Ida Gomes”, ri Thelmo. Ah, sim. Ainda hoje ele conserva o álbum no qual colava figuras (recortadas de revistas), dos artistas que ganhavam o Oscar.

O filme “Cabaret” (1972), de Bob Fosse, é visto por Thelmo Lins como o que mais o marcou. “Aliás, já o vi várias vezes”. Logo, o apreço pela interpretação veio do amor pelo teatro e pelo cinema. “E nunca saí disso, mesmo no (na faceta) cantor”, explana.

O teatro

Thelmo Lins observa que em Itabirito, na época em que estava na adolescência, não havia grupos profissionais de teatro. Já morando em BH, foi ver, a convite de amigos, a encenação do texto de Tennessee Wiliams, “À Margem da Vida”, com Wilma Henriques. Foi um impacto sem paralelos. De tal forma que, ao passar no vestibular, quando foi obrigado a se mudar para BH, veio a ideia de fazer um curso. “Falei com o Paulo André: ‘Vamos fazer o do Pedro Paulo Cava. E ele topou”.

Na turma, estavam pessoas como o saudoso crítico Marcelo Castilho Avelar. E, ainda, a atriz Andrea Garavello. Entre os professores, nomes como Luciano Luppi e Fernando Limoeiro. No entanto, a primeira encenação na turma foi, acredite, censurada. “A peça se passava num lixão. Era uma metáfora do Brasil naquela época, já final do regime militar”.

Thelmo e Paulo eram os apresentadores da montagem. Diante da censura, os dois trataram de pensar, por conta própria, uma solução para o imbróglio. “Assim, transformamos os nossos personagens em dois urubus. Mostramos ao Limoeiro – e ele aprovou”.

Experimentando o Palco

Ao fim do curso, alguns dos alunos, entre eles, Paulo e Thelmo, foram convidados por Limoeiro para compor um grupo teatral. “E, aí, eu fui para o céu”, rememora ele. Nascia, assim, o Experimentando o Palco, que, em sua primeira montagem, teve o luxo de ter Álvaro Apocalypse assinando cenário, figurinos e cartaz. “Depois, fizemos ‘A Cantora Careca’, de Ionesco”, diz.

Ao se formar em jornalismo, passou a exercer a profissão. “Veja, há pouco, citei Wilma Henriques. Ela era a grande atriz de Minas, mas, mesmo assim, não podia viver só do teatro. Então, tinha ouotro emprego. Os artistas tinham outras fontes de renda, e, assim, eu via essa dura realidade daqui, de Minas. Uma vez, comentei que tenho várias gavetinhas que, dependendo da situação, vou abrindo. Na hora da escassez do teatro, recorria à música, e assim em diante. A gente aprende, digamos assim, a viver nessa cangorra… E isso mesmo eu sendo taurino, ou seja, uma pessoa que aprecia a estabilidade, a segurança, ter uma coisa certa”.

Thelmo Lins, vale lembrar, chegou a ser assessor de comunicação da Fundação Clóvis Salgado. Também atuou na Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Itabirito, bem como na Galeria de Arte Copasa.
Em tempo: quando o artista falou de suas várias caixinhas, Wagner Cosse contou que, durante o isolamento, na pandemia, Thelmo resolveu fazer vários cursos, como o de edição de vídeo, bem como um de fotografia (que incluía os processos de colorização e restauração de fotos antigas).

Tempos modernos

Sobre isso, Thelmo lembra que, por não ter nascido (inserido) neste universo digital, quis se informar. “Eu tenho essa curiosidade de aprender com o que estou lidando. Ao mesmo tempo, estou um pouco assustado. Na minha opinião, as coisas estão muito rápidas. Mal dá tempo de assimilar uma ideia e ela já foi embora”.

Assim, Thelmo Lins se vê como uma pessoa que fica entre o querer aprender o novo mas, ao mesmo tempo, alguém que busca a essência. Caso do ensejo que o levou a querer aprender a preservar fotos antigas. “Acho que revela um pouco esse lado de valorizar o patrimônio histórico, a memória. Acho muito importante”.

Ar de novidade

Aliás, ele acaba de escrever um livro sobre a história de Itabirito, que, na verdade, vai ser lançado ainda este ano, por ocasião do marco do centenário da cidade. “Por conta disso, fiz, claro, muitas pesquisas. Mas me vi pensando: ‘Quem vai ler esse livro? Será que consigo convencer meu sobrinho de 14 anos, por exemplo, a lê-lo e, assim, a sair um pouco do celular?’. Porque seria tão legal se ele soubesse que em Itabirito aconteceu isso ou aquilo. Penso muito nisso. Quando entendo que uma ideia talvez seja antiquada ou conservadora, tento dar a ela um frescor, um ar de novidade”.

Conhecimento

Uma coisa que definitivamente decepciona Thelmo Lins é a ignorância quanto a nomes que considera pilares da cultura brasileira. “Muita gente, hoje, não sabe quem é Carlos Drummond! Fico muito chocado! E se falo que fiz um trabalho ( “Cânticos”, de 2015),com a obra de Cecília Meirelles (1901-1964), há quem pergunte: ‘Quem?’ Meu Deus, as pessoas não estão sabendo do básico – às vezes, nem de Adelia Prado (ironiza). E veja que estou me referindo a figuras de grande proeminência na nossa cultura”.

Impecabilidade?

Thelmo Lins é do tipo que se lança de corpo e alma em seus projetos. “Uma vez que assumo um trabalho, me aplico. Uma vez, uma líder espiritual me falou que a palavra que eu deveria perseguir é ‘impecabilidade’. Na verdade, eu acho isso um pouco pesado. Você ser impecável o tempo todo… Como seria isso? Mas, de qualquer forma, penso que a gente tem, ao menos, que perseguir isso. Você não pode jogar um trabalho ao qual se propôs de qualquer maneira para as pessoas. Nesse sentido, tenho certa dificuldade com as novas mídias. A coisa do faça ‘mais ou menos’, mas faça rápido”.

Música

Na vida de Thelmo Lins, a música foi uma decorrência da experiência no teatro, assim como das aulas de canto. “Além disso, Itabirito, minha terra natal, é uma cidade extremamente musical. Lá, frequentei a Escola de Música Padre Xavier, onde não só cantava, no coral, como dirigia espetáculos”.

A primeira vez que entrou em estúdio foi por meio do projeto “A música de João Bosco”, de 1997, tocado junto a outros vários cantores mineiros. “Foi interessante também no sentido de aprender como as coisas funcionavam, caso da questão de direitos autorais, estúdio. Tanto que, no momento dos meus primeiros projetos, eu já tinha, digamos assim, uma certa experiência”.

Babaya

E teve também o tempo passado na Babaya Escola de Canto, visto como muito importante para Thelmo Lins. “Lá, conheci muita gente. Tivemos oportunidade de fazer shows dirigidos por grandes nomes, como Inês Peixoto, Kalluh Araújo, Ênio Reis. Fazíamos shows cênicos e, neles, eu podia usar esse lado musical e teatral. Depois veio a coragem de criar as minhas primeiras produções. Meu primeiro show solo foi com canções de Frank Sinatra”, conta Thelmo.

Clube da Esquina

Depois veio a oportunidade de fazer um disco em homenagem ao Clube da Esquina, ao lado de Graziela Cruz, Regina Milagres e Wagner Cosse. “Nada será como antes – Canções do Clube da Esquina” marcou os 25 anos do movimento capitaneado por nomes como Fernando Brant, Milton Nascimento, Lô Borges, Marcio Borges, Beto Guedes e tantos outros.

“Para a nossa alegria, foi um disco elogiadíssimo pela crítica, e não só aqui, em Minas, mas em veículos como O Estado de S. Paulo, Globo. Críticas muito fortes, citavam ‘vozes maravilhosas’, elogiavam os arranjos”, lembra Thelma, que, a partir daí, passou a considerar Fernando Brant como um padrinho musical.

“Uma das pessoas mais generosas. Ele não nos conhecia e, mesmo assim, fez o texto de apresentação do disco, foi ao estúdio acompanhar as gravações, participou de uma entrevista com a gente. Ou seja, colocou o nome dele, a importância cultural dele, para divulgar aqueles quatro artistas”.

Elza Soares

Em 2001, gravou seu primeiro CD solo “Encontro dos rios”, somente com músicas de compositores de sua terra natal. “Este álbum me proporcionou um dos encontros mais fantásticos que tive até hoje, que foi com a Elza Soares. A presença dela, a energia dela no estúdio, o carinho, a simplicidade… Porque ela não sabia quem era Thelmo Lins nem João Pascoal, que era o autor da música. Não sabia nada, mas entrou no projeto e, na minha opinião, fez uma das melhores interpretações dela. Dá um show”.

Ao lado de Elza Soares e de Geraldo Vianna (foto: Arquivo Pessoal)

Cantando Drummond

Em 2003 veio o CD “Thelmo Lins Canta Drummond”, que o artista vê como uma ousadia completa. “Um projeto que me obrigou a ser maior do que eu era”, pondera. O primeiro tour de force foi efetivamente obter os direitos autorais da obra de Drummond. Mas o que mais pesou foi de fato quando a ficha caiu, digamos assim. “Uma hora, caí na real. Pensei: ‘Meu Deus, olha com o que eu fui mexer’. Em dado momento, estava cantando ‘tinha uma pedra no meio do caminho’ e falei: ‘Gente, isso é uma coisa icônica!’. Enfim, foi um projeto que mexeu muito comigo”.

O produtor Tavinho Bretas teve um papel muito importante neste projeto. “Me apresentou vários compositores, consegui uma música inédita do Milton Nascimento para o disco. O Tavinho fez contato com a Joyce, Francis Hime. Então, todos esses autores, somados à turma de Minas Gerais, Flávio Henrique, Tavinho Moura, Ladston do Nascimento, Geraldinho Alvarenga, Sergio Santos. Depois, e aí foi mais por minha conta, fiz um convite para a Sueli Costa, ela adorava poesia musicada. E José Miguel Wisnik, que também foi uma ousadia”.

Acabou que Wisnik foi a pessoa que mais divulgou o disco de Thelmo. “Todo show que ele fazia, falava de mim. Dizia: ‘Thelmo me deu o maior presente, que foi musicar Drummond'”.

Um rapaz latino-americano, chamado de Belchior

O cantor e compositor Belchior estava hospedado em BH quando soube do projeto de Thelmo e ligou para ele. “Quando ouvi, pela secretária eletrônica, um recado dele, pensei que era trote”, assume Thelmo. Mas não era. “Belchior me disse que não poderia ficar de fora do projeto. Sabe aquela coisa nonsense? Muito além disso, queria fazer um projeto comigo, sobre a obra de Noel Rosa. Infelizmente, a coisa não foi para frente”.

Cereja do bolo

No entanto, a cereja do bolo do projeto sobre Drummond foi contar com a presença de Maria Bethânia. “Se tem um artista que quero me espelhar, em todos sentidos – dignidade, posições diante da vida – é ela”. Thelmo soube que a cantora viria a BH para um show – mas ele não estaria aqui, na data. “Assim, convoquei o Tavinho Bretas para tentar levar um projeto para ela. Não deu uma semana, recebi a resposta: ‘Eu topo! Quando é?’ Eu não tinha nem o patrocínio”, ri.

Com Maria Bethânia, quando foi ao Rio de Janeiro para que a cantora registrasse sua participação (Wagner Cosse/Divulgação)

Mas, com o aval, lá se foram, Thelmo, Wagner Cosse e Tavinho Bretas para o Rio. “Eu, pensando: ‘Se eu vender meu carro, quanto consigo? Porque você não fala de valores com essas pessoas, não pergunta que cachê vai cobrar. E veio o encontro. Ela, muito gentil comigo, disse que não estava muito bem no dia. Mas quando saiu do estúdio, de cabelos soltos, já estava sorridente. Depois, falou que a música a tinha transformado. E, na sequência, virou pra mim e falou que não era a música, mas eu, que a tinha transformado. Falei: ‘O que é isso, Bethânia?’. Mas, claro, agradeci”.

Logo depois, Thelmo se investiu de coragem e foi conversar com a secretária da cantora para saber como seria o pagamento do estúdio, ainda mais que Bethânia havia convidado Jaime Alem, que a acompanhava à época, como maestro. E ela falou: “Thelmo, não se preocupe, a Bethânia assumiu tudo, estúdio, gravação. Ela quer te dar esse presente”. “Se eu já a amava, imagina depois disso”.

Poesia

O apreço à poesia gerou mais dois outros projetos: o direcionado à obra de Henriqueta Lisboa (Tra-lá-lá-lá-li Tra-lá-lá-lá-lá – Poemas musicados de Henriqueta Lisboa (1901-1985), de (2010),e “Balada dos Casais” (2017), erguido sobre a obra de Marina Colassanti e Affonso Romano de Sant´Anna . “Neste caso, eu mesmo assumi os custos da produção. O casal (Marina e Affonso) colaborou nos cedendo os direitos autorais”. O disco teve participações especiais como a do ator Matheus Nachtergaele, no poema “Estranhamento”.

Ao lado de Marina Colasanti e Affonso Romano de Sant’Anna, em foto de Wagner Cosse

O disco dedicado a Henriqueta gerou o musical infantil “O menino poeta”, que cumpriu temporada em Belo Horizonte e 12 cidades do interior de Minas Gerais. No ano seguinte, em 2011, ganhou o troféu Sesc Sated na categoria de Melhor Trilha Sonora do Teatro Mineiro.

Outros trabalhos

Houve, ainda, o CD “Casa de Vinicius (2014), em parceria com Wagner Cosse. Mas, no caso, os dois interpretaram somente composições do poeta (com vários parceiros). Este projeto Casa rendeu, ainda, “Casa de Portugal”, “Casa de Espanha” e o projeto dedicado a Dalva de Oliveira, com o qual lotaram várias apresentações. “E com o público cantando todas as músicas. Foi impressionante, o impacto”.

A discografia abarca, ainda, o CD “Samba, Sambá, Sambô” (2011), somente com músicas do compositor itabiritense Pirulito da Vila. Neste álbum, contou com a participação do saudoso Vander Lee na faixa “Samba Democrático (Samba do Rico e do Pobre)”.

No ano de 2007 lançou o livro de poesias “Rosas Amassadas”, com prefácio de Fernando Brant.
Como produtor fonográfico realizou, entre outros, os CDs de Serginho Barbosa, Coral Libre Cantare, Coral dos Meninos Cantores do Brasil, Coral do INSS-MG e o disco “Feminino em Canto”.

Em 2012 apresentava o programa musical “Arte no Ar”, na TV Horizonte, da capital mineira, no qual recebia diversos convidados.

No ano de 2018, Thelmo Lins passou a exercer o cargo de administração do Teatro Santo Agostinho.

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