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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

‘The Handmaid’s Tale’: um incômodo do início ao fim

Por Carol Braga

02/06/2017 às 15:10

Publicidade - Portal UAI

The Handmaid’s Tale. Crédito George Kraychyk/Hulu

Por Victória Farias* 

The Handmaid’s Tale, baseado no livro de Margaret Atwood de mesmo nome, promete ser umas das melhores séries de 2017.

É o tipo de programa que primeiro assusta com o seu roteiro forte, mas depois encanta com o desdobramento, atuações e fotografia. O incômodo sofrido do início ao fim de cada episódio é válido para lembrar que as lutas das mulheres ainda não acabaram. Como na arte, coisas mirabolantes podem acontecer com uma simples queda de parlamento. Ou uma AI.

A trama conta a história de June (Elisabeth Moss) uma mulher casada e com uma filha. A vida de June teve uma reviravolta espantosa quando uma rara epidemia atingiu os Estados Unidos. De uma hora para outra, apenas 1% das mulheres eram férteis.

The Handmaid’s Tale. Crédito George Kraychyk/Hulu

Enredo

Quando o regime totalitário decidiu que todas as mulheres férteis passariam a ser propriedades do estado, June tentou fugir com a marido e filha. Foi apreendida pelos “Olhos”, homens armados que passaram a ser a polícia americana. Depois disso, nada mais valia, nem os nomes não podiam mais ser os mesmos. As leis, passam a ser bíblicas, e os cumprimentos passaram a ser: “Sobre o seu olho”, “Abençoado seja o fruto” e “Que o Senhor possa abri-lo”.

June, se torna Offred, uma AIA. As AIAS são mulheres férteis enviadas para as casas do comandante para ter filhos sobre os joelhos de suas mulheres. O que isso significa?  Elas deitam na cama sobre as pernas das esposas, que presencia o militar fazendo sexo com a “escrava”.

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Isso acontecia, pois era seguido o versículo bíblico que diz: “Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, se não morro.  E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; coabita com ela, para que dê à luz sobre meus joelhos, e eu assim receba filhos por ela.” Gênesis 30:1:3

Antes de irem para a casa dos comandantes, as AIA’s eram treinadas no Centro Vermelho, sobre responsabilidade das “Tias”. Por elas, eram ensinadas ao ato de estar com o comandante sobre os joelhos das mulheres, aprendiam os cumprimentos, a como abaixar a cabeça quando os homens passam por elas, e a respeitar as mulheres dos comandantes sobre qualquer circunstância.

June passa a seguir as ordens de Serena Joy Waterford (Yvonne Strahovski) esposa, e incumbida de servir o Comandante Waterford (Joseph Fiennes). A única coisa que a mantem viva, é a esperança de reencontrar sua filha.

The Handmaid’s Tale. Crédito George Kraychyk/Hulu

Elenco

Elisabeth Moss apresenta uma atuação drástica. Sempre com um olhar profundo e as vezes até mesmo olhando diretamente para a câmera. É como se ela pudesse atravessar a quarta parede e provar que aquilo tudo está realmente acontecendo, e é uma história contada diretamente do personagem para o expectador, sem meios termos. Não ficando por menos, todas as presenças femininas são marcantes. Elas carregam dentro de si uma raiva contida que pode ser apreciada a cada cena.

The Handmaid’s Tale, (em português, O conto da AIA) é transmitida pela emissora americana Hulu, com novos episódios todas as quartas-feiras. A curiosidade é que antes mesmo de chegar ao seu quarto episódio, a série já havia sido confirmada para a sua segunda temporada.

* Com supervisão de Carolina Braga.

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