Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Teatro negro: cinco espetáculos imperdíveis no FAN

Espetáculos falam sobre o negro e o protagonismo de sua cultura nas artes cênicas

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Dando sequência ao especial dedicado ao Dia da Consciência Negra confira cinco espetáculos que falam sobre o negro e o protagonismo de sua cultura nas artes cênicas que estão em cartaz no Festival de Arte Negra, em BH. 

O evento é realizado até o domingo, dia 24 de novembro, em Belo Horizonte.

Navalha na Carne Negra

Foto: Sérgio Fernandes / Divulgação

[O QUE] Espetáculo Navalha na Carne Negra 

[QUANDO] 21 e 22 de novembro, 19h30 

[ONDE] Teatro Marília – Av. Prof Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia – BH

[QUANTO] Gratuito 

A montagem da Cias Os Crespos (SP), Coletivo Negro (SP), Cia dos Comuns (RJ) e Sociedade Abolicionista de Teatro (SP) relê o texto clássico de Plínio Marcos pela perspectiva do teatro negro. O enredo se passa em um hotel no qual vive uma prostituta, um cafetão e um camareiro gay. No meio da história acontece um roubo e a narrativa gira em torno dele. É um espetáculo de resistência contra exploração histórica que reflete sobre a mercadoria-corpo nos personagens.  O interessante é que Navalha na Carne Negra retrata bem o momento adverso do país. No elenco estão Lucélia Sérgio, Raphael Garcia e Rodrigo dos Santos. A direção é de José Fernando Peixoto de Azevedo. 

Orange Lady Universo Marku

Foto: Reinaldo Amaral e Marcio Cipriano / Divulgação

[O QUE] performance Orange Lady Universo Marku 

[QUANDO] 22 de novembro, 21h 

[ONDE] Teatro Francisco Nunes – Av. Afonso Pena, 104, Centro – BH

[QUANTO] Gratuito 

A performance Orange Lady Universo Marku foi criada por Lira Ribas, filha do cantor, a convite do Festival de Arte Negra. Reúne vários artistas para interpretar de diversas formas a obra de Marku Ribas. A proposta é atravessar a obra de Ribas em várias linguagens, como poesia, performance, dança, música, discotecagem, cinema e teatro. Com dramaturgia de Cidinha da Silva, a performance vai contar com o artista plástico Davi de Jesus do Nascimento (também de Pirapora), o bailarino Rui Moreira, o baterista Esdra “Neném” Ferreira e o cantor e compositor Melvin Santhana. Promessa de experiência única. Clique aqui e confira o que Lira contou ao Estado de Minas sobre a montagem. 

Ícaro And The Black Star

Foto: Igor Mota / Divulgação

[O QUE] Ícaro And The Black Star 

[QUANDO] 23 de novembro, às 20h 

[ONDE] Teatro Francisco Nunes – Av. Afonso Pena, 104 – Centro 

[QUANTO] Gratuito 

A black music é o tema central do espetáculo Ícaro and the black stars. Com texto e direção de Pedro Brício, a montagem tem no elenco Ícaro Silva, Hananza e Luci Salutes. Eles passeiam pelo repertório de Michael Jackson, Bob Marley, Tim Maia, Wilson Simonal, Beyoncé, James Brown e outras estrelas. O roteiro mistura histórias de vida dos atores com passagens da biografia dos ídolos que eles representam no espetáculo.

Medeia Negra

Adeloyá Magnoni / Divulgação

[O QUE] Espetáculo Medeia Negra

[QUANDO] 23 e 24 de novembro, 18h

[ONDE] Funarte – Galpão 4 – Rua Januária, 68, Centro – BH

[QUANTO] Gratuito 

O solo de Márcia Limma, do Grupo Vilavox (BA), Medeia Negra foi eleito pela revista Bravo como um dos 30 espetáculos teatrais mais importantes de 2018. Daí já dispensa comentários. A montagem aborda a invisibilização da voz feminina ao trazer possíveis novas leituras do mito Medeia. É uma montagem que não desenvolve propriamente uma história ou um drama, mas uma abordagem sobre imposições do patriarcado como uma metáfora das mortes que as mulheres negras são obrigadas a carregar. Atemporal, a personagem desconstrói o mito para convocar as mulheres à retomada do poder.

Macete Para Crescer Peito

Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

[O QUE] Macete Para Crescer Peito 

[QUANDO] 24 de novembro, às 18h

[ONDE] Teatro Espanca! – Rua Aarão Reis, 542 – Centro

[QUANTO] Gratuito 

A performance de Castiel Vitorino, do Espiríto Santo, artista e graduanda em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo, compreende a macumbaria como um jeito de corpo necessário para que a fuga aconteça. Dribla, incorpora e mergulha na diáspora Bantu e assume a vida como um lugar perecível de liberdade.

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