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Gabinetona abre inscrições para Núcleo de Teatro do Oprimido

Por Thiago Fonseca *

12/03/2018 às 10:44 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Foto: Edinho Vieira / Divulgação

Belo Horizonte terá seu primeiro núcleo Teatro do Oprimido a partir de abril. Os participantes receberão uma ajuda de custo de R$ 120 para o transporte e alimentação. As inscrições já estão abertas e vão até o dia 21 de março.

Serão 12 encontros, realizados entre os dias 3 de abril e 26 de junho. Os 20 selecionados vão participar de uma formação aberta a atores, não-atores, grupos de teatro, mobilizadores sociais e demais pessoas interessadas. O projeto é fruto da proposta de campanha da vereadora Cida Falabella, da Gabinetona.

“A ideia é formar um grupo de multiplicadores das técnicas do dramaturgo, escritor e diretor de teatro brasileiro Augusto Boal que aliam a experiência teatral à ação social. Minha proposta sempre foi construir um mandato coletivo e criativo. Em que a arte afeta a política, possibilitando, através do teatro, a participação cidadã nas ações do mandato”, explica Cida Falabella.

 

A equipe responsável pelo curso. Foto: Pedro Saldanha / Divulgação

AS AULAS

O curso será ministrado na sede do Teatro Espanca!, toda terça-feira, de 19 às 22 horas, de 3 de abril a 26 de junho. Gabriela Chiari e Evandro Nunes são os responsáveis pelas aulas. Ela é doutoranda em Artes Cênicas pela UFMG, atriz e multiplicadora do Método do Teatro do Oprimido. Ele ator e diretor em Teatro, pedagogo, arte educador e especialista em promoção da igualdade racial. Cristal Lopez e Ed Marte também estão no time.

Para se inscrever o candidato deve acessar o site e preencher a ficha. Como a procura pelo curso está grande, uma seletiva será aplicada logo após a fase de inscrição.

“Nas aulas vamos trazer o debate político para o teatro, para que as pessoas possam por meio da arte procurar soluções para os problemas da sociedade. Queremos formas as pessoas e espalhar conhecimento para toda a cidade”, pontua Cida.

 

 

TEATRO DO OPRIMIDO

Elaborado por Augusto Boal o método reúne exercícios, jogos e técnicas teatrais com o objetivo de trazer reflexões sobre situações cotidianas em que acontece algum tipo de opressão. No início da década de 1990, Boal foi eleito vereador do Rio de Janeiro e aplicou a técnica em seu Mandato Político-Teatral.

Ele utilizou o teatro como instância mediadora entre o parlamentar e o cidadão. No Teatro do Oprimido o espectador se transforma em ator, no Teatro Legislativo o cidadão se transforma em legislador. Além da arte cênica, o método tem a finalidade política da conscientização. O teatro torna-se o veículo para a organização, debate dos problemas e possibilita a formação de sujeitos sociais.

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