Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Cine Sesc Palladium repassa a trajetória de Quentin Tarantino

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“O Cinema Pop de Quentin Tarantino” é o nome da mostra que será exibida no cinema do Sesc Palladium

Em celebração ao legado do cineasta norte-americano Quentin Tarantino, que completou 60 anos de vida em março deste ano (precisamente, no dia 27), o cinema do Sesc Palladium exibirá, a partir desta sexta-feira, nada menos que dez filmes dirigidos por ele. Assim, a mostra Bastardo será uma boa oportunidade de se enfronhar no universo singular deste roteirista e diretor que, vale dizer, revolucionou o cinema independente nos anos 1990.

Nascido em Knoxville, no Tennessee, Quentin Tarantino, curiosamente, fez sua primeira opção, dentro do espectro artístico, pela atuação. Assim, foi estudar na James Best Theatre Company. No entanto, logo sentiu o chamado da escrita e passou a se dedicar aos roteiros.

Uma Thurman em "Kill Bill", um dos sucessos da carreira de Quentin Tarantino (Miramax)
Uma Thurman em "Kill Bill", um dos sucessos da carreira de Quentin Tarantino (Miramax)

Sucessos

Seu primeiro grande sucesso foi “Cães de Aluguel”, que trouxe, no elenco, nomes como Harvey Keitel, Steve Buscemi e Tim Roth. Nele, um grande roubo de diamantes não sai assim, como planejado. E a desconfiança se entranha no grupo escalado para executar a tarefa.

“Pulp Fiction”: Uma Thurman, John Travolta e Samuel L. Jackson protagonizaram o filme de 1995 (Miramax/Frame)

Outro grande êxito de bilheteria de Tarantino foi “Pulp Fiction – Tempo de Violência”, que também contou com Tim Roth, Steve Buscemi e Harvey Keitel no elenco – no caso, capitaneado por John Travolta, Uma Thurman e Samuel L. Jackson. Aliás, o estrelado cast contou, ainda, com Bruce Willis, Christopher Walkin, Maria de Medeiros e Rosana Arquette, para citar alguns.

Elenco estelar

Daí em diante, o “fenômeno”, digamos assim, se repetiu a cada filme: um elenco estelar. Tarantino também se tornou conhecido por trabalhar com atores que, por um motivo ou outro, haviam caído no ostracismo. Tal qual, com atores de várias nacionalidades. A trilha sonora é outro chamariz – tanto as originais quanto nas ocasiões em que o diretor resgata músicas do passado. Em “Bastardos Inglórios”, por exemplo, temos “The Green Leaves of Summer”, em versão instrumental.

Alerta de spoiler!

Outra característica de Tarantino é volta e meia partir de episódios reais para, a seu modo, mudar o desfecho. Às vezes, até radicalmente. Foi o que aconteceu no já citado “Bastardos Inglórios”, mas não só. Em “Era Uma Vez em.. Hollywood”, a morte da atriz Sharon Tate – em 1969, a também modelo, então com 26 anos e grávida de oito meses e meio, foi assassinada a facadas, na casa em morava com o marido, o diretor Roman Polansky; em Los Angeles, por seguidores do “guru” Charles Mason – um caso que chocou os Estados Unidos – tem outro desfecho.

Na tela, aliás, Sharon Tate foi interpretada por Margot Robbie, sendo que o filme também trazia, no elenco, Brad Pitt e Leonardo DiCaprio. Ah, sim. Neste caso, em particular, Tarantino também reuniu um elenco jovem, que contou, por exemplo, com Lena Dunham, então na crista da onda por “Girls”.

Margaret Qualley, filha de Andie MacDowell, em cena de “Era Uma Vez… Em Hollywood” (frame)

“Era Uma Vez em… Hollywood” também trouxe atrizes que, hoje, estão super em alta, caso de Margaret Qualley (“Maid”) e Maya Hawke (“Stranger Things”, “Asteroid City”). Detalhe: Maya, você sabe, é filha de Uma Thurman, que, além de “Pulp Fiction”, arrasou em “Kill Bill”. Com seu indefectível visual, a personagem Noiva lançou moda – os tênis amarelos viraram hit.

Margot Robbie interpretou Sharon Tate no filme “Era Uma Vez… em Hollywood”, de Tarantino (Frame)

Em tempo: na última Festa do Cinema Italiano, Tarantino foi um destaques do documentário “O Italiano que Inventou a América”, sobre Sergio Leone (1929-1989), de Francesco Zippel. Nele, o estadunidense falou sobre o quanto Leone o influenciou. Aliás, Tarantino chegou a contar com Ennio Morricone (1928-2020), como autor de trilha, um luxo! No caso de “Os 8 Odiados”, a parceria rendeu a Morricone o Oscar.

Serviço

Filmes e horários de exibição

  • “Cães de Aluguel” (1993) – 18/8 às 19h | 20/8 às 15h
  • “Pulp Fiction – Tempo de Violência” (1995) – 19/8 às 19h | 20/8 às 18h
  • “Jackie Brown” (1997) – 25/8 às 19h | 27/8 às 15h
  • “Kill Bill – Volume 1” (2004) – 26/8 às 19h | 27/8 às 18h
  • “Kill Bill – Vol. 2” (2004) – 1/9 às 19h | 3/9 às 15h
  • “À Prova de Morte” (2007) – 2/9 às 19h | 3/9 às 18h
  • “Bastardos Inglórios” (2009) – 8/9 às 19h | 10/9 às 15h
  • “Django Livre” (2012) – 9/9 às 19h | 10/9 às 18h
  • “Os 8 Odiados” (2015) – 15/9 às 19h | 17/9 às 15h
  • “Era Uma Vez em… Hollywood” (2019) – 16/9 às 19h | 17/9 às 18h

Ingressos: A partir de R$ 5, no Sympla  e bilheteria do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro)

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