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Spiderhead: a fórmula do sucesso no formato mais decepcionante

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Novo suspense da Netflix, Spiderhead tinha tudo pra dar certo. Talvez por isso, acaba não fazendo nem o mínimo para entreter o espectador

Maria Lacerda | Culturadora

Spiderhead, novo longa da Netflix, é uma clara tentativa de surfar na onda de nomes de sucesso. Com uma história intrigante, um elenco de peso, e nomes fortes na direção e produção, o longa é o sonho de qualquer equipe de marketing e traz tudo para se tornar um queridinho do público. 

Se tratando de timing, não haveria momento melhor para o lançamento do filme de suspense. Com Chris Hemsworth, protagonista de Thor: Amor e Trovão, que chega aos cinemas em 7 de julho, e Miles Teller, que roubou a cena em Top Gun: Maverick, não tinha o que dar errado, né?

Além disso, Spiderhead tem nomes como Rhett Reese e Paul Wernick, de Zumbilândia e Deadpool, no roteiro. De quebra, o diretor é Joe Kosinski, responsável pela sequência de Top Gun. Tudo pra dar certo, certo?

Apesar, ou melhor, justamente pela expectativa criada pela grandeza que cerca o novo suspense da Netflix, ele é pra lá de decepcionante. Dizer que as 1h47 do filme parecem longas é quase suficiente para explicar a experiência que não rendeu nem o mínimo. Em resumo: um bom filme ruim.

Spiderhead: a fórmula do sucesso em seu formato mais decepcionante. Foto: Netflix/Dilvulgação
Spiderhead: a fórmula do sucesso em seu formato mais decepcionante. Foto: Netflix/Dilvulgação

Afinal, qual a história de Spiderhead?

A premissa baseada no conto “Escape from Spiderhead” de George Saunders para a The New Yorker é até interessante.

Em uma realidade distópica não tão distante, condenados têm a chance de diminuir a sentença através da participação em um experimento científico: Spiderhead. Sendo assim, na prisão sem grades liderada por Steve Abnesti, personagem de Hemsworth, voluntários recebem doses de entorpecentes capazes de interferir nas emoções dos prisioneiros.

Lá conhecemos Jeff, interpretado por Miles Teller. Cobaia do visionário Abnesti há algum tempo, ele conhece e se apaixona por Lizzy, vivida por Jurnee Smollett (Aves de Rapina, da DC). Tudo muda quando o personagem é submetido para o teste de uma nova droga e passa a questionar se suas emoções são ou não reais.

Qual o problema de Spiderhead?

O filme decepciona mesmo é no conjunto da obra. A história, o elenco, a fotografia e todos os outros elementos que poderiam transformar Spiderhead em um bom filme são total e completamente ineficazes.

Para quem não conhece a história, como eu não conhecia antes de assistir, é criada a sensação de que começamos a assistir o filme pela metade. Nada faz muito sentido e o longa sequer é capaz de destrinchar a crítica social feita por Saunders no conto original. 

Mesmo tendo tudo para ser pelo menos – como já mencionei – um bom filme ruim, Spiderhead é tão sem graça e esquecível que me lembra um dos memes retirados dos vídeos da Isabela Boscov: “Meu Deus, isso deve ser dívida de jogo. Porque só com alguém ameaçando quebrar as suas pernas se você não pagar, é que você vai e topa um trabalho desse.”

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