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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Produtores buscam soluções para sobreviver à seca na cultura

Fim do Ministério da Cultura e indefinições na pasta da Cultura no Governo do Estado alarmam setor

Por Thiago Fonseca *

02/01/2019 às 10:52 | *Colaborador

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Chico Pelúcio é um dos um dos articuladores do META - Foto: Guto Muniz / Divulgação

O ano de 2019 começa com muitas incertezas na área cultural. O Ministério da Cultura foi extinto. Virou secretaria vinculada à pasta da Cidadania, assim como Esportes e Desenvolvimento Social. Dessa forma, investimentos na cultura também podem diminuir, assim como incentivos por meio de lei.

Diante do cenário de provável seca na cultura, produtores culturais de Belo Horizonte estão traçando outras alternativas para manter as atividades em ativa. E dessa forma, não ficar refém do governo. No Galpão Cine Horto, um dos principais espaços de fomento ao teatro da cidade, por exemplo, o ano de 2019 será de novidades e atividades em ebulição. É que para o novo ano o espaço contará com financiamento já garantido anteriormente nas três esferas, federal, estadual e municipal.

“Todo ano é uma angústia. Espero que os patrocínio das empresas não sejam interrompidos e que aumentem suas contribuições. O poder público ainda tem que reconhecer as ações que estão atuando há anos, e dessa forma, diminuir burocracia nos editais”, afirma Chico Pelúcio, diretor do Galpão Cine Horto.

Uma alternativa que o espaço adotou para aumentar a receita e não depender apenas de lei e patrocínio foi alugar os teatros do espaço para apresentações de terceiros. Além disso, o Galpão criou há alguns anos os cursos livres na área da cultura que também geram receitas.

 

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É preciso recomeçar

Outro projeto que faz sucesso aqui em BH e é mantido por meio de lei de incentivo à cultura é o ‘Sempre Um Papo’. Diante do cenário de incertezas e de ameaça à cultura, Afonso Borges, idealizador do projeto, sente um mix de emoções. “Estamos levando uma pontada leve no coração, um misto de medo, insegurança e, ao mesmo tempo, positividade”.

Afonso vê que a Lei Rouanet não poderá ser extinta e sim passar por modificações. Segundo ele, que quem trabalha com a cultura deverá começar tudo de novo.”Dessa forma, demonstrar a importância para o cotidiano das pessoas, nas instituições. É um tremendo retrocesso. E para recomeçar é preciso um passo depois do outro, sem se atrapalhar”. Borges ainda afirma que as atividades do projeto e do Fliaraxá seguirão em andamento em 2019. Neste fim de ano, Afonso Borges escreveu um texto ressaltando a importância da Cultura dentro da cadeia da Economia Criativa. Confira! 

 

Leo Moraes afirma que é preciso persistir diante tantas ameaças na cultura – Foto: Rodrigo Valente / Divulgação

 

Criatividade e persistência

Um dos idealizadores  d’A Autêntica’, espaço voltado para música principalmente autoral em BH, Leo Moraes vê que estamos vivendo um momento em que a cultura é vista com hostilidade. “Independente dos resultados das eleições o período é difícil. Hoje o artista é visto como vagabundo. Temos que mostrar que não é assim, a cultura é um mercado que gera empregos e a gente exige respeito. Sempre que vier alguém ameaçando, a gente deve confrontar e mostrar os dados de geração de emprego e o que a cultura além de gerar dinheiro, gera valor imaterial.

Moraes explica que nunca teve patrocínio e nem lei de incentivo para manter as atividades da Autêntica. Sempre teve que traçar alternativas para manter o negócio de pé e fomentar a música autoral na cidade. Sendo assim, cobra entrada nos shows realizados pela casa, aluga o espaço para show de terceiros e funciona como restaurante na parte da tarde. Para 2019, Leo vem sempre procurando formas de aumentar a receita.

Dessa forma, entrará o ano com novidades. Como por exemplo, a TV Autêntica no Youtube, que terá os shows e entrevistas. Ainda venderá produtos personalizados sobre a casa e o universo da música e trará shows de maior porte. Para enfrentar o momento difícil Leo salienta que é preciso ser criativos e não recuar, e sim, persistir. “Temos que tentar o melhor a cada dia, ser mais eficiente, prezar pelo diálogo e lutar”.

 

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