Foto: Marco Aurélio Prates / Divulgação
30 maio 2018

Simpósio Internacional de Dança promove fomento do setor em Belo Horizonte

O intercâmbio, a troca e o encontro são pilares fundamentais para o desenvolvimento de um bailarino, segundo Elaine Reis. Ela é idealizadora e diretora do primeiro Simpósio Internacional de Dança que chega em BH no dia 31 de maio e fica até dia 03 de junho. Sendo assim, profissionais da dança, bailarinos em formação e grandes mestres estarão reunidos para refletir, aprender, trocar experiências.

O Simpósio terá com 29 workshops, cursos para professores e profissionais, além de uma mostra não competitiva, com apresentações. As atividades formativas serão realizados no Estúdio It. Já as apresentações e palestras no Teatro Sesiminas. A programação completa e os ingressos para a mostra você confere aqui.

Como fomento é um norte importante, os grupos de dança amadores de escolas de BH farão apresentação sem a intenção de competir. Dessa forma, após a banca de observadores irão fazer ponderações. Foram mais de 500 bailarinos inscritos.

“O evento foi pensado uma vez que, os encontros de dança no Brasil e no mundo, são voltados para competição ou para workshop. Então, resolvemos fazer um seminário onde reuniremos várias propostas e pessoas que estão envolvidas com a dança. Sob o mesmo ponto de vista,  a proposta é discutir a arte por meio da dança. Ainda proporcionar para os bailarinos uma troca e aprendizado”, explica Elaine.

 

O bailarino e coreógrafo argentino Luis Arrieta participa do SID ministrando o curso para professores e profissionais e da banca de Observadores – Foto: A C Cardoso / Divulgação

Encontros e trocas

Entre os convidados desta edição está a bailarina e coreógrafa, Ady Addor, que irá ministrar uma Master Class. A programação conta, ainda, com figuras internacionais. Um deles é o bailarino e coreógrafo argentino Luis Arrieta, a coreógrafa e italiana Roberta Fontana, e o dançarino italiano Tony Boundancer. O evento traz várias modalidades, como o ballet clássico, dança contemporânea, danças urbanas, sapateado e jazz.

“Para a formação de um profissional é importante que ele tenha aula com vários professores. Queremos ainda valorizar os profissionais que construíram a dança no Brasil. Assim denominamos o evento de ‘Experiência e Maturidade – a história viva registrada nos corpos de grandes mestres, passada de geração em geração”, pontua Elaine.

O evento irá reunir pessoas que estão envolvidas com a dança num contexto geral, são professores, críticos, diretores de escolas, empresários e, indiretamente, os prestadores de serviço, como iluminadores, produtores e fornecedores. “A ideia é fazer um movimento que gere produção e conhecimento para todo mundo e que todos se encontrem numa relação mais horizontal, de igual para igual”, ressalta a organizadora.

Belo Horizonte e a dança

O projeto ainda tem por objetivo difundir e ampliar a comunidade da dança em Belo Horizonte. Quer trazer mais visibilidade e prestígio internacional para a capital mineira. “A cidade precisa de um evento desse tipo, pois a dança movimenta todos os setores. Vejo que o cenário da dança em BH, assim como no Brasil, está enfraquecido pela falta de verba e patrocínio. É preciso valorizar a cultura. Ela é que garante o desenvolvimento do ser em outras áreas”, afirma Elaine.

 

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