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Segunda parte de Lupin é mais intensa e resolve principais problemas na narrativa

As duas temporadas estão disponíveis na Netflix e a terceira já está confirmada, de acordo com o próprio Omar Sy, que vive o protagonista
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Crédito: Netflix

Por Jaiane Souza | Culturadoria

Ele é o maior dos ladrões. Sim, mas ele é um cavalheiro. Ele vai tomar seus queridos bens, sem sequer usar uma arma… O ladrão de casaca é um bom homem“, entoa Jacques Dutronc na música Gentleman Cambrioleur em uma das cenas finais da segunda parte de Lupin, série original e disponível na Netflix.

Podemos tomar os versos como um resumo geral do que se trata a narrativa. Inspirado no personagem Arsène Lupin, do francês Maurice Leblanc, Assane Diop (Omar Sy) segue na missão de vingar a prisão e morte injusta do pai. Ele foi preso quando Assane ainda era garoto, acusado de roubar do Louvre um colar de a Maria Antonieta, mas que pertence à família Pellegrini, para a qual o pai de Assane trabalhava. 

Continuação da narrativa

A primeira e a segunda temporada da série foram gravadas de uma única vez. Talvez isso seja o motivo para a homogeneidade da narrativa, que aliás é alucinante. Dessa forma, o roteiro une três linhas do tempo diferentes de forma complementar. O presente, na qual os fatos se desenrolam; o passado, que revive a infância de Assane Diop no período escolar e quando começou a arquitetar os primeiros pequenos delitos de caráter “justiceiro”; e um passado intermediário. 

Este terceiro merece um destaque especial, pois é nele que o espectador entende como Diop consegue tanto sucesso nos seus planos. Por exemplo, para conseguir um testemunho, em um café, sobre um dos crimes do principal vilão da série, Hubert Pellegrini Hervé Pierre), ele esquematiza todo um trabalho de seduzir a filha do cara, rouba um quadro de um museu e até o bracelete da ex-namorada.

Relações pessoais 

Mas, como nem tudo são flores, Assane também sofre com contratempos, mesmo com as estratégias perfeitas. Se vingar da família Pellegrini pode afetar a relação com a pessoa mais importante da sua vida, o filho Raoul (Etan Simon), e colocar ambos em apuros. Visto isso, a jornada do protagonista se torna mais intensa ainda, com sensação de perigo e respiração de quem assiste presa a todo momento. 

Além disso, a série explora mais a fundo a relação de Diop com personagens como o melhor amigo Benjamin (Antoine Gouy), com a ex-namorada Claire (Ludivine Sagnier) e com a filha do vilão, Juliette Pellegrini (Clotilde Hesme). Com cada um o personagem constrói relações de confiança, frustrações e parceria, como é o caso do amigo Ben, parceiro para todas as horas e todas as tretas.

É possível ficar ainda melhor?

O mais legal de assistir Lupin é acompanhar o carisma e o pensamento minucioso de Diop. Os principais problemas colocados desde o início da série são resolvidos, mas o que vem depois? Essa história pode ficar ainda melhor e eletrizante? Não sabemos, mas o próprio Omar Sy confirmou a terceira temporada em um post no Twitter. Então, podemos esperar que o roteiro explore mais a fundo as questões subjetivas de Assane, mais sobre como funciona o seu pensamento e até, quem sabe, esperar por novos crimes.

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Crédito: Netflix

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