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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Se você ainda não começou, por que deveria ver La Casa de Papel?

La Casa de Papel une ação, drama, suspense e até pitadas de humor na sua produção

Por Jaiane Souza *

29/07/2019 às 10:21 | * Escreveu com a supervisão de Carolina Braga

Publicidade - Portal UAI
Foto: Netflix / Divulgação

Nove dos melhores ladrões da Espanha são convocados por um professor para assaltar a Casa da Moeda do país. O objetivo? Fabricar o próprio dinheiro e ter mais de seis dígitos na conta bancária. Eles estão em busca do “assalto perfeito”. A série de televisão La Casa de Papel foi produzida, inicialmente, para o formato televisivo. Criada por Álex Pina, para a Antena 3 espanhola, estreou em 2017. Após isso, foi adicionada ao catálogo da Netflix e dividida em duas temporadas. O sucesso foi tanto que a Netflix renovou para a terceira temporada, lançada no dia 19 de julho de 2019.

O elenco é composto por Úrsula Corberó (Tokio), Itziar Ituño (Raquel Murillo / Lisboa), Álvaro Morte (El Professor), Pedro Alonso (Berlín), Alba Flores (Nairobi), Miguel Herrán (Rio), Jaime Lorente Daniel Ramos (Denver), Paco Tous (Moscou), Esther Acebo (Estocolmo), Enrique Arce (Arturo Román), María Pedraza (Alison Parker), Darko Peric (Helsinki), Hovik Keuchkerian (Bogotá), Rodrigo de la Serna (Palermo) e Najwa Nimri (Alicia Sierra). Os que tem nomes de cidades partem para o grande assalto, com macacão vermelho e máscara de Salvador Dalí. 

La Casa de Papel recebeu críticas positivas e negativas, tanto da crítica quanto dos espectadores. Em 2018,  ganhou o Emmy Internacional de melhor série dramática. Bom, se isso ainda não é motivo para você começar a ver a série – ou dar mais uma chance se já viu um pouco e parou – aqui vão outras razões pelas quais você deveria experimentar.

Tem ação

Como se trata de um assalto à uma das instituições financeiras mais importantes da Espanha, La Casa de Papel tem ação a perder de vista. A série já começa com manobras de roubo ou fuga de alguns personagens e, depois, eles sendo abordados por um homem misterioso. O Professor, como é conhecido, tem um plano antigo, que, na verdade, pertence ao seu pai. Ou seja, o roubo milionário na Casa da Moeda da Espanha. 

Super estrategista, ele escolheu especificamente os nove criminosos por serem os mais habilidosos em determinadas áreas. A personagem Nairóbi, por exemplo, é especialista em falsificações. Então, durante o assalto, ela será a responsável por checar a autenticidade do material produzido pelos ladrões. Outro exemplo é Rio, um especialista em hackear sistemas, ou seja, fundamental em invasões, coleta de dados, descobrimento de senhas e tudo que está relacionado a tecnologia da informação.

 

Tokio. Foto: Netflix / Divulgação

Suspense

O suspense também é uma constante nas três temporadas. A saga da invasão à Casa da Moeda da Espanha tem explosivos, reféns, muita, mas muita arma e munição, equipamentos de escavação de túnel, brigas e ameaças. Se, mesmo assim, você quer ainda mais suspense, pode fazer a pipoquinha e dar o play porque vai ter. A todo momento o Professor está em risco iminente de ser pego ou descoberto. Também a todo momento os ladrões, que estão dentro da instituição pública, passam por alguma situação tensa, perigosa ou arriscada. 

Amor

Pausa para respirar: tem amor também. Uma das principais regras do Professor é que não exista nenhum tipo de relação íntima entre os assaltantes. Só que não rolou! Os personagens Rio e Tokio, por exemplo, são os primeiros a começar um trelelê afetivo. O romance dura por todas as temporadas. Com contratempos, é claro, mas até a temporada mais recente a história resiste.

Embora seja o primeiro casal, não é o único. O Professor se aproxima da inspetora Raquel Murillo (negociadora do assalto) com a intenção de seduzi-la e ganhar vantagem no seu crime. O que ele não espera é que o seu coração realmente ficaria abalado pela mulher, que, assim como ele, tem problema com os relacionamentos amorosos.

 

Tokio e Rio. Foto: Netflix / Divulgação

Mulheres poderosas

Raquel Murillo, Nairobi e Tokio são alguns dos exemplos de mulheres extremamente poderosas da série La Casa de Papel. Elas são inteligentes, determinadas, fortes e guerreiras. A prova disso é que Tokio é a narradora da história. Ou seja, uma abordagem, no mínimo, interessante, já que o mundo do crime é majoritariamente composto por homens, bem como a polícia. A personalidade da personagem é rebelde, livre, mas a sensibilidade dela também aparece em diversos momentos. 

Por outro lado está a inspetora Raquel Murillo. Uma das personagens mais importantes das primeiras duas temporadas, precisa lidar com os entrelaçamentos das vidas profissional e pessoal. Murillo ocupa um cargo complexo na polícia, tem muitos problemas com o machismo estrutural e, assim, precisa equilibrar as coisas a todo momento. 

Já Nairobi é um show à parte. A personagem é irreverente, decidida e dedicada. Mas, por trás disso, está a distância do filho pequeno, que foi separado dela por causa do seu envolvimento com o crime. O sofrimento da personagem é evidente. Uma das partes que marcou as duas primeiras partes de La Casa de Papel foi protagonizada por Nairobi. Num momento de extremo estresse e revolta com o atual líder dentro do roubo, Berlin, ela assume o poder e profere: “Que comece o matriarcado!”. 

 

Nairobi. Foto: Netflix / Divulgação

Música

A trilha sonora dá o tom tenso, bem humorado, alegre e triste a qualquer produção. Em La Casa de Papel não é diferente. As duas primeiras temporadas foram marcadas pela música “Bella Ciao”. Trata-se de uma canção popular italiana, composta no século XIX. Era um canto das trabalhadoras rurais temporárias, que serviu como lema de protesto durante as guerras mundiais. Por outro lado, a terceira temporada tem trilha sonora um pouco mais diversificada. Mantém as canções da primeira e insere novidades, como representantes dos gêneros clássico e pop. Ouça algumas na playlist oficial da Netflix. 

 

Você acaba ficando do lado errado

Depois dos motivos anteriores nem é preciso falar que todo mundo torce para que o roubo seja bem-sucedido . As histórias de vida dos personagens são exploradas para além da experiência no crime. Isso faz com que o espectador crie simpatia pelo grupo de assaltantes e pelo Professor, coordenador de tudo.

A ação da polícia, e demais autoridades, é como manda o protocolo, nada de novo ou surpreendente. Por isso, os espectadores ficam do lado “mau”. Lá na introdução teve até um spoiler oculto sobre quem muda de lado durante a série La Casa de Papel. Se pegou, desculpe. Se não, vá direto ligar a TV para assistir.

 

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