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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Rodeada de mulheres, Julia Branco, de Todos os Caetanos, chega ao primeiro disco solo

Por espculturadoria

22/06/2018 às 13:35

Publicidade - Portal UAI
Foto: Florence Zyad / Divulgação

Mariana Peixoto* Júlia

Carreira solo como cantora ok, mas compositora também? Esta foi a proposta que Julia Branco, cantora do grupo Todos os Caetanos do Mundo, recebeu do produtor Chico Neves. “Ele queria que eu gravasse uma afirmação do meu lugar de compositora, coisa que nos Caetanos era meio tímida”, comenta ela.

Dessa forma, o álbum “Soltar os cavalos” vem comprovar isto. O disco, que reúne 11 faixas, será lançado em julho pela Natura Musical. Mas antes disto Julia já está dando as caras por aí. Na quinta, 28 de junho, ela apresenta na Idea Casa de Cultura um show em formato acústico com seus dois comparsas no projeto: Luiza Brina e Chico Neves.

A apresentação vem antecipar o lançamento oficial, dia 16 de agosto, no teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube. O show de BH será o primeiro de quatro em outras capitais que ela fará no início do segundo semestre. E não para por aí. “Soltar os cavalos” gerou também um vídeo-álbum. Julia convidou seis realizadoras para produzir vídeos de algumas canções.

Dois deles já estão no ar: “Coisas”, dirigido por Sara Lana e “Sou forte e Estrela” (são duas canções em um só vídeo), com a assinatura de Luisa Horta. Até que o disco venha a público serão lançados “30 anos” (parceria de Julia com Letrux, que participa do vídeo dirigido por Raquel Pinheiro), “Eu sou mulher” (direção de Samanta do Amaral) e “Meu corpo” (direção de Julia Zakia).

 

Julia Branco em apresentação de ‘Todos os Caetanos do Mundo’ – Foto: Rafael Sandim

 

Mulheres em cena

Já deu para perceber que “Soltar os cavalos” é um projeto de uma mulher feito por muitas mulheres. “Foi uma escolha minha, pois minha música fala do lugar da mulher, de feminismo. Não só as diretoras são mulheres, mas a equipe de produção, de assessoria. E o Chico no meio dessa mulherada”, comenta.

Além da voz de Julia, outras cantoras participaram do álbum. Letrux, por exemplo, divide com ela os vocais de “30 anos”. Uyara Torrente, da Banda Mais Bonita da Cidade, está em “Eu sou mulher”, música que traz ainda as vozes de Brisa Marques, Patrícia Rezende e Márcia Bonome.

Canção-manifesto deste trabalho, “Coisas” começa com os seguintes versos: “Coisas que eu não consigo fazer/Fumar/Bordar/Esconder a saudade/Terminar o que se começa/Parar de chorar quando te pedem: Para/Entender o mundo politicamente/Atuar politicamente, atuar poeticamente/Ser politicamente correta/Ser poeticamente correta.”

“A letra fala dessa dificuldade de se fazer tudo. Quis mostrar as falhas, trazer essas questões para a dimensão do humano”, continua Julia.

 

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O processo

O processo de feitura do álbum levou um ano, de encontros diários no estúdio 304, de Chico Neves. “Foi um pouco diferente, pois não formamos uma banda para fazer um disco. Alguns dos textos foram transformados em música, outras já existiam de forma mais crua como tal. E houve ainda aquelas canções que foram feitas lá.”

Luiza Brina, do Graveola, ficou responsável pelos arranjos. Chico Neves acompanhava as duas nas gravações. Quando foram ver, ele já estava tocando no disco. Produtor mineiro que viveu por vários anos no Rio de Janeiro (produziu discos de O Rappa, Lenine, Skank, Los Hermanos, entre vários outros), Chico voltou há cinco para BH. Há pelo menos uma década não encarava os palcos – a última vez havia sido com Arnaldo Antunes. Retorna agora justamente para o lançamento do álbum de Julia.

“Soltar os cavalos” começou a ser gestado enquanto o Todos os Caetanos estava na ativa. Em janeiro, o grupo, após nove anos, anunciou uma “interrupção dos trabalhos”.

Julia entrou para o grupo por causa do teatro – é formada em Artes Cênicas pela UFMG. Com o projeto multimídia “Soltar os cavalos” ela une os dois universos. “Tudo o que foi criado foi para dar suporte para a palavra. Eu era meio tímida, assim, o Chico me disse que era para pensar no disco como um roteiro de peça de teatro”, conclui.

 

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