Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

6 lugares para quem gosta de samba ficar de olho em BH

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Confira ambientes acolhedores e que prezam não só pela boa música, mas também pela boa comida, para ouvir samba.

por Caio Brandão | Repórter

O Muringueiro

Criado por Renato Muringa, que também idealizou o Bloco da Esquina e o Bloco da Guitarrinha, o Muringueiro é um dos grandes focos de samba de BH. Posteriormente, o local passou a ser administrado pela irmã de Muringa, Michele Fonseca, tendo o músico como presença recorrente nas atrações do local.

Celebrando a boa música e a comida de qualidade, o Muringueiro ostenta com orgulho as raízes mineiras. A decoração e mobília do espaço evocam a sensação particular da “casa de vó”, um tipo de ambiente que tem uma presença forte no imaginário popular. A inspiração vem de Diamantina, cidade que marcou a trajetória da família de Michele. Esse fator foi somando ainda mais à intenção de construir um espaço que seja familiar ao público.

Baticum. Foto: Luís Rocha

A comida segue em harmonia com a proposta do Muringueiro, com pratos simples e caseiros, porém saborosos. Todos esses fatores, em conjunto, ajudam a manifestar o clima aconchegante do interior de Minas Gerais.

Botequim Madureira

Idealizado por Adriana Correia, o Botequim Madureira é uma iniciativa fundamentalmente feminina. Sendo assim, o principal objetivo do local é proporcionar um ambiente seguro para mulheres, estejam elas na plateia ou no palco. Além disso, toda a equipe do Madureira é formada por mulheres, desde o balcão até a cozinha.

A localização privilegiada do espaço faz com que o botequim tenha um ambiente diferenciado. Habitando a zona noroeste, o Madureira fica em mirante no bairro Aparecida, oferecendo um pôr do sol maravilhoso que complementa as atrações da casa, ao mesmo tempo que cativa aqueles que frequentam o local.

Botequim Madureira. Foto: Michelle Duarte

Bar do Cacá

Um clássico irrefutável do samba belo-horizontino, o Bar do Cacá já soma 35 anos de presença na comunidade do bairro São Paulo. Carlos Alberto dos Santos, o Cacá, fundou o espaço junto ao seu irmão Nelson, e seu cunhado Valdir, e desde então administra o bar junto com sua família. 

Para além de ser consolidado como um polo de samba da capital mineira, o espaço é conhecido por seu caráter acolhedor e seu estímulo à liberdade e à resistência. O local ainda se ergue como uma celebração ao samba em si. Há caricaturas de personalidades do samba pelas paredes, com algumas até autografadas pelos artistas que passaram pelo palco do bar. Também conta com uma decoração baseada no verde e rosa, homenageando a Mangueira, escola de samba do coração da família de Cacá. 

Bar do Cacá. Foto SambaTop.

Baticum

Erguendo-se como um espaço plural de promoção da cultura de BH e do Brasil, o Baticum é um ambiente democrático pelas várias formas de arte que ocupam o espaço, além do samba. Sendo assim, a programação busca fazer uso da música e do ritmo, possibilitando o diálogo e a aproximação dos frequentadores.

O Baticum explora a ancestralidade da arte brasileira, estimulando o contato direto entre presente e passado através da cultura. O bar configura um público pulverizado por toda Belo Horizonte. Além disso, o amplo salão faz com que o público se sinta à vontade para ocupar o espaço e coexistir com a arte que molda a cultura brasileira.

Galpão Flor do Campo

Localizado no coração da área residencial do bairro Santa Tereza, o Galpão Flor do Campo nasceu a partir da produção caseira de Eduardo Murta e Gardênia Seara. Tudo começou quando o casal percebeu que o comércio eficiente dos produtos só seria possível se houvesse uma comercialização própria, e o Galpão foi o movimento ideal para cumprir esse objetivo.

Contudo, o estabelecimento não é só um bar, já que o imóvel tem um grande salão de entrada. As paredes do espaço receberam trabalhos do ilustrador Alex Gomes, e agora recebe produções de 33 cartunistas e ilustradores, promovida pela Cartuminas durante a última Copa do Mundo.

Além disso, o Galpão conta com quintal generoso, cardápio completo e grande variedade de drinks e cervejas.

Galpão Flor do Capo. Foto Eduardo Murta.

Vila Maloca

por fim, encabeçado pelo chef Pedro Carnavali, o Vila Maloca vem conquistando espaço no cenário cultural de BH. O bar tem uma filosofia que remete às raízes do bairro Cachoeirinha, região onde está localizado, bem como à energia característica do samba. O nome, afinal, é uma referência e homenagem ao clássico de Adoniran Barbosa, “Saudosa Maloca”, mais uma vez se voltando aos fundamentos culturais tão marcantes para o Brasil.

O bar, que também é restaurante, conta tanto com pratos elaborados quanto com receitas simples, mas muito bem preparadas. Somado a isso, o local é caracterizado pelo seu tom amistoso e ambiente acolhedor, colocando o Vila Maloca em uma rota ascendente no panorama cultural de Belo Horizonte.

Vila Maloca. Foto Pedro Carnavali.

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