Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Restaurante Quina BH: criatividade e mineiridade na esquina

Localizado entre as Avenidas do Contorno e Prudente de Morais, espaço reúne gastronomia mineira com arte e livraria
Foto: Lara Dias / Divulgação

Toda vez que conheço um novo restaurante em Belo Horizonte penso o quão merecido é o título de Cidade Criativa da Gastronomia. A última vez que eu tive constatação parecida foi ao entrar o Quina BH, projeto comandado pelo chef Uamiri Menezes. A casa fica na esquina, daí também o trocadilho do nome, das avenidas Prudente de Morais e Contorno. Ocupa três andares mas, logo na entrada, já fui arrebatada pela presença do sebo do Seu Odilon. A combinação de restaurante e livraria sempre me encanta. Mas o Quina não fica só aí. 

Ao subir as escadarias, os grandes painéis com cenas da cidade, caixa de som que reproduz áudios reais das ruas. Um sinal do flerte com as artes plásticas. E aí, cabe a reflexão: uma boa combinação gastronômica é mesmo uma arte. E como se constrói um repertório artístico? Buscando referências, se entendendo no meio delas e deixando brotar o original. Pega o cardápio e dá uma olhadinha como Uamiri faz isso. 

Foto: Lara Dias / Divulgação

Para comer

Você já experimentou croquete de feijão tropeiro (R$ 38)? Pois é, lá no Quina ele é quadradinho. Tem couve fininha e ovo de codorna por cima. Detalhe: os ovos são feitos com uma técnica para deixar a gema igualmente aparente em toda a porção com seis. E o que dizer da tulipinha de frango (R$ 36)? Claro que ela não é normal. É glaceado com molho agridoce de rapadura. Pode ajoelhar!

Entre as opções para prato principal há sempre a relação entre clássicos mineiros e suas respectivas desconstruções. Eu fui de Lombinho com Canjiquinha (R$65) conquistada pela possibilidade cremosa dessa delícia da nossa culinária. Experimentei também o filé com purê, molho de jabuticaba e roti de café (R$76). A moda do cardápio via QR Code está por lá, claro. Aliás, foi uma experiência absolutamente segura. 

Por fim, entre as opções de sobremesa, bolo de chocolate molhado 26, mousse de chocolate branco 26 além dos tradicionais pudim e broa de fubá 22.

Para beber

A carta de drinks do QuinaBH, elaborada por Alan Rogério, merece atenção especial. Na primeira aproximação você vai encontrar vários nomes que não terá nem noção do que é. Mas é só ir com fé. Apostei em um com doce de mamão por uma pura relação afetiva e familiar. Minha querida avó fazia doces de mamão maravilhosos. Não errei na combinação batizada de Acaiaca. Também leva vermouth dry, suco de limão siciliano e angostura de laranja (R$ 28). 

Todos os drinks originais da casa levam nomes conhecidos de prédios ou regiões de BH. O Maletta (R$28), por exemplo, leva gin, xarope de rosas, xarope de elderflower, suco de cranberry, suco de limão siciliano e espuma de caipirinha. Tem Guaicurus (R$ 34) com tequila, cachaça, licor luxardo, xarope de cereja, suco de cranberry, suco de limão e bitter de angostura.

Para os tradicionais o restaurante também serve, por exemplo, cerveja a partir de R$ 9 (Stella Artois). A carta de vinhos só tem opções nacionais a partir de R$ 72 e taça a R$ 14.

Drink Calma Nervo – Foto: Lara Dias / Divulgação

Quina – Cozinha de Expressão e Coquetelaria

Avenida Prudente de Morais, 15 – Santo Antônio

Horários: 3ª – 18h30 às 23h30; 4ª – 18h30 às 23h30; 5ª – 18h30 à 0h; 6ª – 18h30 à 1h; Sábado – 12:00 às 16h e 18h30 à 1h; Domingo – 12h às 16h. Contudo, o horário de encerramento durante a pandemia é às 22h (3ª a sábado). https://www.instagram.com/quinabh

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