Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Redes sociais: talvez a maior estratégia seja ser autêntico

Redes sociais são, antes de mais nada, espaços de relacionamento e o que mais conecta é a vulnerabilidade e a disponibilidade para conversa.
Redes sociais: talvez a maior estratégia seja ser autêntico

Independente do que qualquer perfil de marketing te diga, não existe fórmula de bolo para crescer nas redes sociais. Você pode sim entender o jogo, as ferramentas e as regras. Mas sem autenticidade, seu perfil vai ser só mais um. Polêmico? Talvez, mas não existe hack de Instagram que supere a conexão entre pessoas.

Os primórdios

As redes sociais foram criadas para trocas entre usuários. São espaços de relacionamento. A ideia inicial era de que você pudesse acompanhar seus amigos e se conectar com alguém lá do outro lado do mundo. Isso tudo com ferramentas de engajamento: curtidas, comentários e por aí vai.

Para além dos usuários de pessoa física, no início, as marcas aproveitaram as plataformas para criarem vitrines virtuais dos produtos e serviços e isso funcionou muito bem. Mas não por muito tempo, como já sabemos. Houve um movimento para que as empresas ocupassem o lugar dos usuários, ou seja, atendessem a expectativa de comportamento das redes que nada mais é do que conversar com pessoas, interagir com outras contas e postar frequentemente.

Marketing de conteúdo

Logo depois o marketing de conteúdo tomou espaço exigindo que marcas e figuras públicas passassem a criar conteúdos úteis para a audiência. Saiu na frente quem soube entender as dores da audiência. Assim surgiram os gurus de marketing e os milhares de perfis que te ensinam sobre persona, funil de conteúdo e outras estratégias para você conseguir conversar de fato com a sua audiência. 

Informação demais, conexão de menos

Mas o fato é: o conteúdo virou commodity. Todo mundo produz, todo mundo ensina. A pandemia mudou completamente a forma que consumimos conteúdo nas redes sociais. Gente demais, informação demais e em casa demais! Houve um processo de desaceleração e, por isso, uma busca por autenticidade e humanização.

Adoro observar e durante 2020, vi contas de diferentes áreas crescerem e muito. Em comum, além de entregarem conteúdo (algo que é básico em qualquer perfil), todos os usuários (de marcas a influenciadores) tinham uma comunicação cheia de posicionamento. Nada gera mais conexão do que empatia, do que se identificar com as crenças de outras pessoas e de discutir sobre um assunto em comum, mesmo com opiniões divergentes. 

Então, o recado que fica é: estude marketing, mas, mais que tudo, invista em entender quem você é ou quem é a sua empresa.

 

 

[ COMENTÁRIOS ]

[ NEWSLETTER ]

Fique por dentro de tudo que acontece no cinema, teatro, tv, música e streaming!