Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Procura por cursos musicais cresceu em 31% durante a pandemia

Aumento foi constatado por uma pesquisa do GetNinjas. Professores mineiros sentem o impacto positivo nas aulas

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Com tempo a mais na agenda, o professor e artista plástico Gedeon Messias decidiu aprender a tocar violão. Logo pesquisou um tutor do instrumento e começou as aulas por meio de videoconferência. Ele não foi o único que buscou por cursos musicais online durante a pandemia. Segundo um levantamento do GetNinjas, aplicativo de contratação de serviços da América Latina, a procura por esse tipo de serviço registrou um aumento de 31% de março em diante.

“Sempre quis aprender a tocar violão e nunca tinha oportunidade. Com a pandemia passei a ficar mais em casa e economizar horas com o deslocamento. Daí sobrou tempo. Logo em seguida, há dois meses, comecei as aulas. Estou gostando. Mesmo à distância dá para fazer muita coisa e aprender. Além disso, dá uma distraída”, conta Gedeon.

Agenda cheia

Lean Lee é professor de guitarra e viu o número de alunos quase duplicar durante a pandemia. Há 17 anos dando aulas, começou com o digital antes do isolamento, depois teve que migar 100%. “Alguns alunos seguiram por vídeo chamada. Mas houve uma procura de novas pessoas de 40 a 50 anos que queriam aprender trocar o instrumento. A maioria não tinha tempo livre”, conta.

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Foto: Canva / Divulgação

Pedro Gomes dá aulas de violão, baixo e viola e está com a agenda fechada para os próximos meses. Teve que aumentar em 20% a disponibilidade de horários. “Toco em bandas. A princípio, com os trabalhos parados, resolvi abrir mais horários e dois meses depois já estavam todos cheios. Bateu uma preocupação nas pessoas em fazer algo e elas entenderam o valor da arte”, revela.

 

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O Pedro Gomes teve crescimento de 20% no número de alunos nas aulas de violão, viola e baixo – Foto: Flávio Chachar / Divulgação

Ocupação de tempo e mente

A psicóloga Ana Paula Ribeiro explica que o aumento na busca por cursos musicais no período está atrelado à alguns fatores psicológicos. “A pandemia favoreceu o isolamento e as pessoas ganharam mais tempo. Dessa maneira, elas buscam ocupar a vida. A procura pela música vem de uma necessidade que temos, além disso, meche com o lado direito do cérebro que é voltado para a criatividade. Tem ainda a questão que o instrumento não precisa estar em grupo para aprender. Por fim, o aspecto de se sentir útil e recompensa do aprendizado também devem ser destacados”.

Segundo Lean, estudar música ajuda a pessoa a se concentrar em todas as áreas e isso desperta interesse em pessoas que estão em ócio. “Estudar música requer muita concentração. Além disso, o aluno vê os benefícios em tempo real. É uma forma de ocupar o tempo e a mente. Tem, ainda, a questão da satisfação pessoal em aprender algo novo”, ressalta.

Foi para aproveitar o momento e dar utilidade para quem gosta de música, que o produtor musical e trapper Gagui Tatto decidiu adiantar um sonho e lançar seu primeiro curso de produção musical, Como Fazer Música.

“Recebi um e-mail da KeBook para fazer o curso e aceitei. A demanda tem sido alta. As pessoas estão com tédio e procuram cursos diferentes. Todo mundo gosta de música e o mercado cresceu, dessa forma, o projeto cai bem no momento. Diversas pessoas que eu nem imaginava estão se inscrevendo. Elas querem aprender mais”, conta Gagui tatto.

Onde fazer cursos musicais online?

Music Dot Dez opções entre aulas de instrumentos, canto e produção musical.

Hotmart – Mais de 600 opções sobre tudo de música e arte, como por exemplo, canto, violão e mixagem.

Lean Lee – Aulas de guitarra por videoconferência ou vídeo gravado.

Pedro Gomes – Aulas de violão, baixo e viola por videoconferência.

Como Fazer Música – Quinze aulas em vídeos gravados sobre produção musical com Gagui Tatto.

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