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Por que você deveria ver a série ‘Todas as Mulheres do Mundo’?

Produção da Globoplay, lançada em abril, é baseada na obra de Domingos Oliveira e mostra o amor e suas nuances

Por Thiago Fonseca *

09/10/2020 às 18:07 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Foto: Globoplay / Divulgação

Não é só sobre o amor e paixão que Todas as Mulheres do Mundo fala. A comédia romântica do Globoplay é sobre como amar, ser livre, ser intenso, sobre o feminismo e a vida como ela é. Conta a história do arquiteto e poeta Paulo (Emílio Dantas) que se apaixona em todos os episódios.

Ao todo são 12. Sendo assim, todos com nome de uma mulher. Eles têm, em média, 30 minutos. Ou seja, uma série curta, com ritmo, trilha sonora, fotografia e texto que prendem. Além de fazer com que o espectador queira conhecer todas as mulheres da trama.

A série

A produção é baseada na obra de Domingos Oliveira. Dirigida por Jorge Furtado e Janaina Fischer. A direção artística é de Patrícia Pedrosa. Em resumo, a história começa quando Paulo se apaixona por Maria Alice (Sophie Charlotte) em uma festa. O amor intenso dura um capítulo.

Depois desse encontro, várias mulheres aparecem na vida do arquiteto. Em cada episódio é uma diferente. Todas chamam a atenção do protagonista, representam o feminismo e suas nuances. Paulo sempre se apaixona por aquelas com personalidade forte, inteligentes e simpáticas. O que chama atenção na trama é o amarrado de histórias. Tudo acontece tão rápido que é até difícil assimilar os acontecimentos.

Além do amor sexual e romântico, a série mostra o amor maternal e de amizades. Laura (Martha Nowill) e Cabral (Matheus Nachtergaele) são os melhores amigos de Paulo. O protagonista é ciumento, mulherengo, possessivo e viajado. Características que fazem com que o espectador tire conclusões duplas sobre ele. A primeira é que Paulo é uma pessoa completamente dependente das emoções e precisa de alguém para ser feliz. Por fim, a segunda, é que ele vive a vida livre e cheia de amores sem clichê.

 

Trilha Sonora

Um fato: a trilha sonora de Todas as Mulheres do Mundo não sai da nossa mente. Logo na abertura da produção a canção de abertura impacta: Carinhoso (Pixinguinha, 1917, com letra posterior de Braguinha, 1937). Em cada capítulo, uma cantora diferente é a responsável por interpretar a canção de abertura e trilha sonora. Tem, por exemplo, Alcione, Marisa Monte, Elis Regina, Maria Bethania, Rita Lee, Céu e Agnes Nunes. A produção musical, é de Rafael Langoni Smith e Iuri Cunha.

Uma série visual

A fotografia é outra beleza à parte. Diferentes planos são utilizado. O primeiríssimo sempre mostra as feições de Paulo e das mulheres que ele se apaixona. Além disso, a paleta de cores, entre cinza e bege, reafirma as caraterísticas das personagens que dão nome ao capítulo. O dinamismo na edição e o uso das cenas diferentes dão um frescor à produção e ritmo que contagia. As cenas foram gravadas no Rio de Janeiro. Ou seja: muitos lugares lindos. Parte das cenas são gravadas na casa de Paulo, em bares e em pontos turísticos da cidade.

Roteiro interessante

Quando se fala em amores e em um personagem que fica com várias mulheres logo vem em mente clichês. Contudo, Todas as Mulheres do Mundo fogem deles. As vezes o roteiro até desliza em estereótipos, mas todas as personagens são fascinantes, diferentes, autênticas, feministas. Elas ensinam muito à Paulo. Sobre a vida, sobre como amar, viver etc. A poesia também dá um tom constante e leve na série. Em todos os episódios o poema e arte entram em cena.

Martha Nowill, Emílio Dantas, Sophie Charlotte e Matheus Nachtergaele são atores principais da série – Foto: Globoplay / Divulgação

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