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Conheça perfis politizados para ter uma postura ativa para além da eleição

As eleições passaram, mas a política fica. Conheça alguns perfis para ajudar a manter a reflexão sobre assuntos políticos, sociais, raciais e de gênero

Por Jaiane Souza *

17/11/2020 às 10:09 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Trecho do quadrinho "Confinada", de Triscila Oliveira e Leandro Assis

Não é porque o primeiro turno das eleições já foi e poucas cidades terão o segundo que o diálogo e reflexão sobre política deve acabar ou diminuir. Muito pelo contrário. Agora que novos nomes chegam às câmaras e prefeituras é importante manter o diálogo e expandir os pontos de vistas. Tudo isso em busca de cidades mais engajadas, ativas em relação a lutas fundamentais e ao desenvolvimento de políticas que beneficiem a população.  

Em Belo Horizonte, por exemplo, a professora Duda Salabert (PDT) é a primeira vereadora trans e foi a candidata mais votada da história da capital mineira. Ela está comprometida com o social, com a educação e o meio ambiente. Além dela, outras 24 pessoas transsexuais vão ocupar as câmaras pelo Brasil. A representatividade, mesmo que pouca, também aumentou nos quesitos vereadores e vereadoras negras e mulheres. Em resumo, isso mostra a importância de pensar a diversidade antes, durante e depois do pleito.

Sendo assim, a política está em tudo a nossa volta. Por isso, oferecemos aqui dicas  de alguns perfis para você acompanhar e entender, por diferentes perspectivas, as nuances da política e suas questões. Confira!

Triscila Oliveira

No perfil @afemme1, Triscila Oliveira fala sobre política, feminismo negro, direitos humanos e saúde emocional. As reflexões sempre passam por esses assuntos e levam em conta raça, classe e gênero. Para isso, dialoga o Instagram com posts do Twitter, integrando o público das duas plataformas.

Outro trabalho de bastante destaque são os quadrinhos escritos junto ao ilustrador Leandro Assis. Eles desenvolvem tiras com críticas à sociedade. São baseados nos mesmos temas já citados: racismo, classe social, política etc. A série Confinada, por exemplo, critica os privilégios da parcela rica da população em relação à pandemia. Veja aqui algumas tiras

Sabrina Fernandes

Bacharel em economia, mestre em economia política e doutora em sociologia, Sabrina é criadora do Tese Onze. Trata-se de um projeto de educação política nascido em 2017. A partir de uma perspectiva ecossocialista, a iniciativa reúne conteúdos no Instagram e YouTube de forma simplifica e didática. Então, sabe aquele assunto que parece super complexo de entender? Ela explica. Por exemplo, tem um vídeo dedicado a falar sobre chuvas, enchentes e desigualdade. Tem, ainda, outro sobre a eleição de mulheres, e até um sobre a importância de furar e sair da nossa bolha. Esse tem participação especial de Rita von Hunty. 

 

perfis politizados

Foto: Léo Fagherazzi / Divulgação

Rita Von Hunty

O que começou com vídeos na cozinha, em 2015, aos poucos se transformou em um canal com verdadeiras aulas. Com muito bom humor, aliado à seriedade e complexidade dos assuntos, Von Hunty consegue atingir diferentes espectadores com o didatismo. Além disso, referencia diversos teóricos de forma acessível e simples. Alguns dos vídeos mais vistos falam sobre consciência de classe, racismo, o uso do pronome neutro em questões de gênero e até sobre a Bíblia. Acesse aqui o canal.

É interessante destacar que Rita é uma personagem drag queen criada pelo professor e ator Guilherme Terreri Lima Pereira. Conheça mais sobre ele e sobre Rita aqui.  

Leví Kaique Ferreira

Racismo é tema político! O movimento negro também está na internet e um dos ativistas de grande expressão é Leví Kaique Ferreira. Ele é engenheiro civil, palestrante, diretor do portal O Retalho, sobre cultura pop. Além disso, é colunista no Site Mundo Negro. Daí já dá para medir a importância da voz de Leví.

Nos perfis pessoais ele discute racismo, protagonismo negro e diversos temas sobre a negritude em geral de forma politizada, ativa e reflexiva. E ainda instrui. Em um dos posts mais recentes, por exemplo, ao lado do advogado Naê Bernardo, dá dicas sobre como agir ao presenciar um ato de racismo. Fã de quadrinhos, também já indicou heróis negros para conhecer e apresentar à juventude.

Vale destacar ainda que ministra cursos com ótimos preços. Por exemplo, a última edição do Pensando a branquitude está com vagas disponíveis por apenas R$ 55. São cinco professores pretos que discutem branquitude. Sendo assim, eles analisam a perspectiva histórica e social para compreender as tensões raciais que existem no Brasil. Acesse aqui o curso e aqui o perfil de Leví no Instagram.

Professor Rodrigo Badaró

Doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais, Rodrigo Badaró explica, de forma humanizada, assuntos e fatos que marcaram a história em vídeos semanais pelo YouTube e em posts pelo Instagram. Geografia, filosofia e sociologia também aparecem.  Trata, por exemplo, de assuntos como o que é a direita e esquerda. Fala também sobre a diferença entre monarquia, reino e império, fascismo, revoltas indígenas no Brasil e diversos outros temas. 

Em resumo, fica a reflexão de Triscila Oliveira sobre política para encerrar.

 

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