fbpx
Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Aumento de peças inéditas faz edição 2017 da Campanha de Popularização uma das mais ousadas

Por Carol Braga

05/01/2017 às 10:53

Publicidade - Portal UAI
Lançamento da Campanha de Popularização no Teatro Sesiminas. Foto: Carolina Braga
Lançamento da Campanha de Popularização no Teatro Sesiminas. Foto: Carolina Braga

Lançamento da Campanha de Popularização no Teatro Sesiminas. Foto: Carolina Braga

Minas Gerais voltará a ter um prêmio dedicado às artes cênicas. O anúncio foi feito pelo presidente do Sindicato dos Produtores em Artes Cênicas, Rômulo Duque durante o lançamento da Campanha de Popularização do Teatro 2017. Os troféus para os melhores do ano foram suspensos em 2015 por falta de patrocínio.

 

Segundo Rômulo Duque, a Copasa retomará o apoio e a previsão é de que a cerimônia seja realizada até março. Ou seja, a toque de caixa. É muito bom esse retorno. Não deixa de ser um estímulo, principalmente para atrizes e atores. Quem não quer ver seu trabalho valorizado?

E falando nisso, é preciso valorizar todos os esforços que o Sinparc tem feito para transformar a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. A edição 2017 sinaliza uma mudança real no evento, já em sua 43ª edição.

Campanha de Popularização 2017 está diferente. Que bom!

Os números cresceram de maneira geral. Se no ano passado foram 159 espetáculos em cartaz, agora serão 192. Mas o que chama mais atenção – e é um dado que eu particularmente celebro – é o aumento no número de montagens estreantes na Campanha. Em 2017 são 95 peças inéditas, ou seja, 49,5%, do total. Em 2016, as estreias representavam 39%.

compara-campanha
Assim a Campanha de Popularização se aproxima da ideia de ser uma vitrine do que foi a produção do ano. Pode mais, bem mais.

Como destacou Jefferson da Fonseca, representante da Fundação Municipal de Cultura durante o lançamento da programação no Teatro Sesiminas, é preciso que a classe teatral, como um todo, também entenda melhor a “nova” Campanha e a abrace.

Há mais dados positivos a se destacar sobre 2017: a consolidação da Campanha Mostra. Este segmento da programação é composto por espetáculos especialmente con

vidados –  ou seja onde há uma curadoria – começou em 2014. Em 2016 foram 14 participantes. Sabe para quanto subiu? 24.

Dez montagens convidadas a mais. Pensa o que significa esse número na produção de uma cidade como Belo Horizonte? É muito, gente!

São espetáculos produzidos nos últimos dois anos, que foram vistos principalmente pela classe. A medida em que entram na programação de um evento tão popular é uma grande chance de ampliação de plateia. Aí está a Campanha desempenhando uma de suas vocações. Avante!

A programação completa está disponível no www.vaaoteatromg.com.br

MATÉRIAS RELACIONADAS

Cinco peças da Campanha que eu já vi e recomendo

Cinco comédias que renovam o gênero na Campanha 2017

Cinco peças da Campanha que merecem uma aposta

 

 

photo

Festival de Curitiba: ‘Domínio Público’ e o discurso sobre o vazio

  Domínio Público era uma das peças mais esperadas da edição 2018 do Festival de Curitiba. A “peça” nasceu de uma provocação que o próprio evento fez a Elizabeth Finger, Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz.   Ano passado eles ficaram famosos no Brasil inteiro. Enfrentaram uma avalanche de críticas e se tornavam mais […]

LEIA MAIS
photo

Dicas de peças para conferir na reta final da Campanha de Popularização

A Campanha de Popularização do Teatro e da Dança chega à sua reta final ainda com a agenda bem cheia de opções. Para quem deixou para escolher na última hora, confira dicas de algumas peças que eu apostaria uma ida no último fim de semana do evento. Danação. De quinta a domingo, 20h. CCBB-BH. R$ […]

LEIA MAIS
photo

Cine Splendid: uma conversa crítica sobre a peça e seus significados

A sessão de estreia de Cine Splendid me despertou mais reflexões sobre o papel da crítica de teatro hoje do que propriamente pensamentos relacionados ao que a peça propõe. Isso porque saí com a certeza de não ter gostado do que vi. Esse “não gostar”, teve um peso. Pensei se deveria publicar algo ou apenas […]

LEIA MAIS