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Peça ‘Banho de Sol’ faz convite à empatia após experiência em presídio

Em cartaz no CCBB, de 29 de março a 22 de abril, 'Banho de Sol' é um espetáculo da Zula Cia. de Teatro e tem tudo para impactar você

Por Marjorie Riff *

26/03/2019 às 08:35 | * Escreveu com a supervisão de Carolina Braga

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Foto: Andre Veloso / Divulgação.

A arte pode ajudar a recuperar o que se perde nos piores momentos da vida. É esse recado que a peça ‘Banho de Sol’, da Zula Cia. de Teatro, pretende dar a cada um que for conferir o espetáculo em cartaz no CCBB até o dia 22 de abril. ‘Banho de Sol’ é um projeto que nasceu da mente de mulheres artistas que também são professoras. São elas: Talita Braga, Gláucia Vandeveld, Kelly Crifer e Mariana Maioline.

Entre 2016 e 2017, as artistas ofereceram aulas de teatro para mulheres privadas de liberdade em Belo Horizonte. A montagem é resultado desta forte experiência. “Ela foi tão transformadora que decidimos fazer esse Banho de Sol aqui fora”, conta Talita.  Para a atriz, será a oportunidade para compartilhar com o público um pouco do que viveram com as presas. “A gente vai trazer para cá, tentar corporificar as memórias e escrita dessas mulheres. O público precisa topar ter uma experiência de empatia”, diz. Dessa maneira, Gláucia completa que será também “uma troca sensível, de experiências de vida, de histórias”.

Desde que foi criada a Zula Cia de Teatro se interessa em levar para o palco temas que se relacionam com a vivência das mulheres em uma abordagem documental. As rosas no jardim de Zula, montagem de 2012 com direção de Cida Falabella também partiu de experiências das atrizes assim como MAMÁ!, dirigido por Grace Passô em 2015.

O nome e uma alegria cheia de grades

“Começamos a exercitar a liberdade e fazer com que elas retomassem quem elas eram”, relata Kelly Crifer. “O nome é também é uma ironia, um jogo mesmo com essa palavra”, pontua. De acordo com a atriz, entre grades tudo é muito psicológico e restrito. “Quando a gente estava elaborando essa peça aqui fora, com histórias muito trágicas, violentas e tal, em alguns momentos a gente sentia que era tudo muito pesado”, lembra Mariana Maioline. “Qualquer aula de um público que nunca teve contato com teatro é motivo de riso, mas lá é uma alegria diferente, cheia de grades”, enfatiza Talita.

Embora toda forma de arte seja benéfica, é importante lembrar como o teatro é tátil. “O teatro é uma arte corporal, de descoberta”, fala Talita, que divide a direção da montagem com Mariana Maioline. Como ela conta, “abraçar já é uma coisa enorme ali naquela situação”.

 

Foto: Andre Veloso / Divulgação.

 

[O QUE] Espetáculo ‘Banho de Sol’ da Cia. Zula de Teatro [QUANDO] De 29 de março a 22 de abril, de sexta à segunda-feira, às 19h [ONDE] CCBB – Praça da Liberdade, 450, Funcionários – BH [QUANTO] R$ 30

 

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