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Invadimos o camarim de Pabllo Vittar. Confira!

Aos 24 anos, Pabllo Vittar é a drag queen mais ouvida nas plataformas de streaming

Por Jaiane Souza *

21/02/2020 às 08:02 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Foto: EernnaCost / Divulgação

Quando era criança, Pabllo Vittar não tinha nenhum artista em quem se espelhar. Hoje, é referência para os novatos e já atuantes como também para o público. A produção musical dela é definida como pop, mas tem influências e características de funk, arrocha, eletrônico e eletromelody. Além de ser a drag queen mais ouvida do mundo nas plataformas digitais, Vittar também se tornou um ícone de representatividade, uma vez que procura ser um exemplo para a comunidade LGBTQIA+. Isso porque a artista sempre coloca em destaque discussões sobre visibilidade e direitos dessa comunidade. 

Foi por isso que decidimos invadir o camarim de Pabllo Vittar. Para fazer uma pergunta: será que ela tem noção de tudo o que representa? Ela esteve em Belo Horizonte para se apresentar no Bloco da Pabllo no Chá da Alice e no Festival Sensacional.

 

 

Primeiros passos

A artista nasceu em São Luís, capital do Maranhão, mas foi em cidades do interior e de outros estados que passou toda a sua infância. No começo da adolescência, de volta ao Maranhão, cantava em festas e no coral de uma igreja evangélica. A veia artística nasceu com Vittar, pois desde sempre interpretou músicas das suas artistas preferidas, como Beyoncé e Rihanna, e fez aulas de dança. Esse último fato rendeu diversas sessões de bullying durante os anos na escola. Além da dança, as ameaças se deram por causa da voz aguda e dos gestos “afeminados”. No entanto, em algumas entrevistas, Pabllo afirmou que sempre teve noção de que era diferente dos demais colegas e que “não ia seguir os caminhos que um homem que nasceu com genitália masculina tinha que seguir”, como casar e ter filhos. 

A homossexualidade foi assumida aos 16 anos, entretanto, não foi novidade para a mãe, que já dava apoio desde sempre, assim como o restante da família. Toda essa estrutura ajudou a fortalecer o ideal que a artista tem, que é de fazer a diferença por onde passa e ser uma referência. 

A história da cantora também passou por Minas Gerais. Em 2011, mudou-se com a família para Uberlândia e ingressou no curso de Design de Interiores. Foi lá que ela começou a trabalhar profissionalmente como drag queen se apresentando em casas de show.

 

Os hits

A história de sucesso na música começou com um canal no YouTube, no qual a artista publicava covers de suas músicas preferidas, como, por exemplo I have nothing, de Whitney Houston. O canal proporcionou visibilidade para a carreira e fez a agenda de shows ampliar e a carreira estourar quando lançou Open bar, uma versão do hit Lean On, de Major Lazer & DJ Snake. 

O sucesso foi tanto que Vittar passou a ser a vocalista da banda principal, durante dois anos, do programa Amor & Sexo da Rede Globo. Depois disso, em 2017, deslanchou e lançou um hit atrás do outro. O primeiro foi Todo dia (que foi música do carnaval em 2017), seguido por K.O e Sua cara. As três músicas ficaram no TOP 5 do Spotify em 2017, logo após uma apresentação ao lado de Fergie no Rock in Rio. 

O segundo disco, de 2018, emplacou a música Problema seu e contou com participação especial de Ludmilla e Dilsinho. Além disso, foi eleito um dos 50 melhores discos daquele ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte e o quinto melhor álbum nacional pela Rolling Stone Brasil. Ah, ela também foi destaque na edição americana da revista. Em 2019, também ganhou o APCA de melhor clipe para Amor de Quenga. Atualmente, a música que está bombando e já é considerada hit do carnaval 2020 é Amor de que. A canção faz parte do último trabalho da artista, 111 1, lançado no ano passado. O disco também carrega outras canções bastante executadas, como Parabéns e Flash pose.

Representatividade

É drag queen desde os 17 anos, quando descobriu as possibilidades de montagem no reality show RuPaul’s Drag Race. Hoje, aos 24 anos, é um exemplo e ícone de representatividade. Isso porque, como ela mesma faz questão de deixar claro, é nordestina, gay e afeminada. Isso é de uma potência muito forte se considerarmos o quão discriminadas essas pessoas são. 

Muita gente pode não ser fã ou simpatizar com com o estilo, com a voz ou com os figurinos coloridos da cantora, mas é inegável o que ela representa para o Brasil atualmente. Primeiro por causa da fluidez do gênero. A artista não se importa de ser referida no masculino ou no feminino, pois transita entre os gêneros quando está ou não montada. Outro aspecto interessante é a letra das músicas, que sempre falam de independência e autenticidade das pessoas. Em resumo, aos poucos o Brasil caminha para a aceitação da diversidade. Então, ter uma artista como Vittar sob os holofotes ajuda a acelerar esse processo. 

 

Foto: Divulgada por Doizum Comunicação

 

 

Para entender melhor o sucesso de Pabllo Vittar, confira este vídeo de Spartakus:

 

 

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