Crédito: Carolina Braga
08 jan 2018

Orquesta Atípica de Lhamas abre VAC em grande estilo ao lado de Maria Alcina

 

A cantora Maria Alcina é mesmo um poder. Mas isso a gente já sabia há tempos. Por isso, a pergunta que fica depois da abertura do Verão Arte Contemporânea é: que potência é essa da Orquesta Atípica de Lhamas, minha gente?!?

A “cerimônia” de abertura do Verão Arte Contemporânea foi em grande estilo. Depois do atraso regulamentar, Paola Bracho apareceu no palco do Sesc Palladium para agradecer os patrocinadores, dar espaço para os gritos de #ForaTemer e depois chamar o que, para mim, foi a grande revelação da noite.

A Orquesta Atípica de Lhamas levou 14 artistas para o palco. Eles são integrantes de diversas bandas, grupos de teatro e blocos de carnaval da cidade. Da mistura de ICONILI, Pequena Morte, A Fase Rosa, Djalma Não Entende de Política, Frito na Hora, Chama o Síndico, Roda de Timbau, Juventude Bronzeada, Alcova Libertina, Couro Encantado e Trampulim sai um som de genuína latinidade, um astral impressionante.

Liderada pela cativante Claudia Manzo logo na segunda música a Orquestra tinha o público que lotou o Sesc Palladium nas mãos. E olha que boa parte do repertório não é assim tãaaao popular para nosostros. Foi uma hora de show, com participação dos bailarinos da Cia Café com dança, até que Maria Alcina apareceu.

O repertório da primeira parte passou por clássicos da música latino-americana. Foi uma salada mista de ritmos liderados pela cumbia. Deve ter tido algo de bachata, samba, mambo, chá chá chá, rumba, conga, merengue misturado com carimbó de Dona Onete e a aparelhagem de Gaby Amarantos.

 

 

E que aparição!

A cantora nascida em Cataguases (MG) surgiu do elevador do fosso da Orquestra. A plateia foi à loucura. Juntos, tocaram três canções de Caetano Veloso, compositor que norteia o último trabalho de Alcina.

Com o figurino nas cores do Então, brilha, o tradicional bloco belo-horizontino, Maria Alcina olhava para a plateia e não parava de agradecer. Levantou a saia, brincou, pulou e, principalmente, cantou muito. Que vozeirão!

Marcelo Veronez se juntou à galera. Como não poderia ser diferente, Fio Maravilha, canção que Maria Alcina defendeu no Festival Internacional da Canção de 1972, encerrou a noite.

Depois de tudo o que vimos no Sesc Palladium, nos resta desejar vida longa à Orquesta Atípica de Lhamas. Queremos saber mais sobre vocês e ter outros encontros como o da abertura do VAC!

 

 

Continua após a publicidade

 

Gostou? Compartilhe!

Artigos Relacionados

BH terá três festivais de jazz no fim de semana

O mês de agosto começa agitado. Só neste fim de semana três festivais dedicados ao jazz entram em cena. Todos com programação diversificada e ampla. Confira o que há de melhor neles. Savassi Festival Desde sua primeira edição, há 16 anos, o Savassi Festival tem se consolidado como uma das principais plataformas dedicadas ao gênero […]

Leia Mais

Sarau Minas Tênis Clube selecionará músicos intérpretes

Artistas mineiros interessados em mostrar seu talento musical interpretando cantores ou compositores da música brasileira podem se preparar para uma chance especial. Estão abertas até o dia 17 de agosto as inscrições para a segunda edição do Sarau Minas Tênis Clube. Dessa forma, serão selecionados quatro artistas. Cada um apresentará show no Teatro do Minas com […]

Leia Mais

Marcelo Veronez lança novo clipe com participação de 30 artistas

O cantor Marcelo Veronez escolheu a data de aniversário (30/07) para o lançamento do segundo clipe da carreira. Dessa forma, aproveita as boas vibrações para divulgar algo muito importante para a carreira. Afinal, hoje em dia, além dos singles, são os clipes que bombam! Nunca vi, a canção escolhida, é cheia de histórias. Apesar da […]

Leia Mais

Comentários