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O Jardim Restô Bar reúne em BH clássicos brasileiros pelas mãos do chef Caio Soter

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Restaurante Jardim Restô Bar homenageia pratos típicos do país e da capital mineira, como galinhada e broa de milho

Aline Gonçalves | Colunista Gastronomia

Inaugurado durante a pandemia, em 2020, O Jardim Restô Bar é um restaurante peculiar em Belo Horizonte. Parece ser um lugar de receitas clássicas brasileiras, para quem lê o menu rapidamente. Estão lá moqueca, feijoada e galinhada. Mas, ao se ver mais de perto, nota-se que esses pratos estão ora mais fiéis à origem, ora completamente diferentes.

A feijoada é um exemplo na segunda categoria. Ou seja, chega como uma versão vegana, com purê de feijão preto, moranga, cenoura e berinjela tostadas, vinagrete de jiló e farofinha de alho (R$ 69). A moqueca também possui opção sem produtos de origem animal, preparada com pupunha e banana-da-terra (R$130, para dois)

Preferido do chef

Entre as receitas mais próximas da tradição, por outro lado, está a galinhada. Definida como “prato predileto do chef”, ela é servida com frango assado, ora-pro-nóbis, quiabo tostado e ovo mollet (R$ 89). O chef em questão, aliás, é ninguém menos que Caio Soter, um dos nomes mais requisitados da capital mineira atualmente, dono do contemporâneo Pacato – onde pratica uma cozinha vanguardista e de assinatura. Caio também esteve no Mestre do Sabor, reality gastronômico da TV Globo, em 2020.

“O Jardim sempre foi um restaurante de comida brasileira, mas, nesse segundo cardápio, aprofundamos o conceito e resolvemos homenagear os grandes pratos do Brasil”, reflete o chef.

Não é surpresa que a galinhada esteja entre os favoritos de Caio, já que ele despontou na culinária, principalmente, cozinhando pratos com arroz. Há outras três receitas com essa base no Jardim que não podem ser desconsideradas: costelão gaúcho com arroz carreteiro (R$ 117), baião de dois com arroz vermelho e coalho crocante (R$ 89) e arroz lambe-lambe, com camarão, mexilhão e vôngole (R$ 114).

Retorno celebrado

Outro preparo que também fez a fama inicial do chef, em sua passagem pelo extinto Alma Chef, voltou ao cardápio do Jardim nas últimas semanas: é o steak com aligot de mandioca (R$ 109), cuja finalização à mesa é sucesso instagramável. “Apesar de tentarmos tirá-lo do menu, os clientes pediam muito a volta. Retornamos como uma homenagem ao filé acebolado, um clássico do Brasil”, explica Caio.

Do cardápio, vale destacar, ainda, a versão criativa para dois legados belo-horizontinos: o filé surprise, emblemático no restaurante Casa dos Contos, aparece como um tornedor em crosta de parmesão e presunto, arroz à piamontese, batata e banana maçaricada, e a broa, tradição do Comercial Sabiá, no Mercado Central, que virou a sobremesa de maior sucesso da casa, servida com gelato de coco e calda de pé-de-moleque (R$ 36). “Esses aí foram por paixão pessoal mesmo! Sou alucinado pela Casa dos Contos e pelo Sabiá, então, sempre os carrego para onde posso”, diz o chef.

O menu fixo ainda traz entradas como o queijinho pachá com barbecue de jabuticaba (R$ 46), crostini de pão de queijo com linguiça caseira (R$ 54) e torresmo de barriga com chutney de frutas (R$ 54). A ideia é que esse cardápio seja atualizado anualmente. A casa ainda conta com menu executivo, alterado quinzenalmente, e degustação, trocado mensalmente.

O Jardim. Fotos: Victor Shawner
O Jardim. Fotos: Victor Shawner

O Jardim Restô Bar. Av. Cônsul Antônio Cadar, 117, Santa Lúcia

@ojardimrestobar

Preços consultados em maio de 2022 e sujeitos a alteração. A colunista esteve no local à convite.

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