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Nove músicos que se aventuraram como diretores de cinema!

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Músicos interpretando personagens em filmes é algo comum, mas, e quando eles estão atrás das câmeras?

Por Caio Brandão | Repórter

A música e o cinema são, talvez, as duas invenções humanas que mais mexem com o imaginário das pessoas. Nesse sentido, essas formas de arte parecem transcender a realidade, gerando universos com os quais interagimos de uma forma intensa, mesmo que breve. O que acontece, porém, quando esses mundos se misturam e quem ocupa a cadeira do diretor de cinema é, na verdade, um músico? Separamos, então, nove vezes nas quais esse foi o caso.

Músicos interpretando personagens em filmes é algo comum, mas, e quando eles estão atrás das câmeras?
Madonna - Foto: ANGELA WEISS/AFP/GETTY IMAGES

Madonna

A rainha do pop mundial teve algumas aventuras no cinema. Dessa forma, a cantora dirigiu “Sujos e Sábios”, de 2008, e “W.E.: O Romance do Século”, de 2011. Os filmes, no entanto, foram massacrados pela crítica. Não que isso afete de qualquer forma o legado de Madonna, mas, infelizmente, ele diz respeito apenas à música.

Frank Sinatra

Todo mundo reconhece a lendária voz de Frank Sinatra, e todo mundo sabe que ele já atuou em alguns filmes. O icônico cantor, contudo, já sentou na cadeira de diretor também. Assim, Sinatra dirigiu “Os Bravos Morrem Cedo”, em 1965, um drama que se passa na Segunda Guerra Mundial. 

Bob Dylan

Bob Dylan é um compositor e músico icônico, recebendo, até, um Nobel de Literatura ao longo da carreira. No cinema, porém, as coisas foram mais turbulentas. O primeiro filme de Dylan foi  “Renaldo e Clara”, de 1978, uma mistura de ficção e documentário que foi mal avaliada pela crítica na época. Havia, ainda, o documentário “Eat The Document”, sobre uma turnê do próprio Dylan, em 1966, mas nunca foi lançado.

Nick Cave

Erguendo um sombrio, e excelente, catálogo de álbuns, o australiano Nick Cave se viu com a vontade de ser diretor de cinema. Mesmo que tenha dirigido o documentário “The Work of Director Jonathan Glazer”, Cave teve destaque como roteirista nos filmes “A Proposta”, de 2005, e “Os Infratores”, de 2012.

David Byrne

Uma das figuras mais carismáticas da música, David Byrne fascinou o mundo com os Talking Heads, bem como em carreira solo. Tudo isso pavimentou o caminho para que Byrne dirigisse os documentários “Between the Teeth”, em 1994, e “Ile Aiye – The House of Life”, em 1989. Ademais, dirigiu e estrelou o filme “Histórias Reais”, em 1986.

Rob Zombie

Talvez o nome dessa lista que seja mais longevo na indústria do cinema, Rob Zombie ganhou notoriedade, previamente, como vocalista da banda White Zombie. Posteriormente, dirigiu “A Casa dos 1000 Corpos”, que acabou virando um cult classic, recebendo, até, continuações. Assim, Rob se viu consolidado enquanto diretor, dirigindo vários outros filmes ao longo dos anos, como “El Haunted World of Superbeasto”, “Halloween”, “The Lords of Salem”, e mais.

Fred Durst

Durst ficou conhecido por ser o vocalista da banda de nu-metal, Limp Bizkit. Porém, quem via aquela figura excêntrica em meio a guitarras distorcidas, não imaginaria que ela fosse dirigir um filme surpreendente. A estreia do cantor foi com o filme “A Educação de Charlie Banks”, que contou com Jesse Eisenberg no elenco. A obra rendeu, ainda, um prêmio pela direção do longa no Festival de Tribeca. No entanto, a carreira de Durst como diretor acabou não indo para frente.

Tim Armstrong

Líder da icônica banda de punk Rancid, Tim Armstrong se aventurou em várias facetas do audiovisual. Assim, Armstrong dirigiu o curta-metragem “Larry is Dead”, o documentário “Give’em the Boot” e também produziu a animação “Live Freaky! Die Freaky!”, no qual também foi narrador. Além disso, roteirizou a websérie “Rock n’ Roll Theatre” e dirigiu o clipe da música “Bang Bang”, do Green Day.

Omar Rodriguez-Lopez 

Um dos guitarristas mais subestimados da história do rock, Omar Rodriguez-Lopez construiu reputação nas excelentes bandas At The Drive-In e Mars Volta. Contudo, o músico também dirigiu filmes no tempo livre, estreando com o longa “O Assassino Sentimental de Máquinas”. Posteriormente, Omar dirigiu o segundo filme da carreira, “Los Chidos”, indicado ao prêmio SXSW Film Festival, em 2012. Conta, ainda, com uma terceira obra que ainda está em produção.

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