Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Música: confira cinco novidades nas plataformas

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No cardápio de singles, tem música póstuma de Rita Lee, nova composição de Ritchie e a primeira música da carreira solo de Samuel Rosa

No próximo dia 27 de junho, o primeiro disco da carreira solo de Samuel Rosa chega às plataformas. de música. Ou seja, um acontecimento e tanto para os fãs do mineiro que, por três décadas, vendeu milhões de discos, bem como emplacou sucessos a mancheias com o Skank. Desse modo, como aperitivo, as plataformas musicais receberam, no último dia 6, o single “Segue o Jogo”, uma das que integram a lista de novidades que o Culturadoria traz, aqui. No entanto, tem muito mais. Caso de uma inédita – “Voando” – de Rita Lee – na verdade, uma versão da deliciosa música italiana “Volare (Nel Blu Dipinto di Blu)”, de Domenico Modugno.

Tem também música nova de Ritchie, parceria com Fausto Nilo. Já o single “Belo Blue” entra no streaming dando pistas do projeto que envolve poemas do jornalista, poeta e crítico musical (entre outras coisas) Kiko Ferreira. Neste caso, o poema foi musicado por Gilvan de Oliveira. Tal qual, e para fechar a lista, tem “Xangô”, da Autêntica Banda. Bora colocar o play?

Frame do clipe "Voando", lançado junto à versão de Rita Lee para a música "Volare" (frame)
Frame do clipe "Voando", lançado junto à versão de Rita Lee para a música "Volare" (reprodução de tela)

“Voando” – Rita Lee

“Volare (Nel Blu Dipinto di Blu)”, canção que fez sucesso na voz de Domenico Modugno, talvez seja uma das músicas italianas mais conhecidas no Brasil. A composição, parceria de Modugno e Franco Migliacci, veio a público em 1958, no Festival de San Remo. Pois bem, foi justamente esta música icônica, em uma versão em português, que traz a voz da saudosíssima Rita Lee de volta. E com direito a videoclipe, com cenas da cantora e compositora junto ao marido, Roberto de Carvalho, no sítio em que o casal vivia nos últimos anos, ao lado de vários animais, uma paixão de Rita. A versão em português é bem fiel ao espírito da original.

“Segue o Jogo” – Samuel Rosa

A nova música do ex-integrante do Skank, e que marca o início da carreira solo do mineiro, foi lançada nas plataformas digitais no dia 7 deste mês. Trata-se do primeiro single de “Rosa”, aguardado álbum solo do artista, que, por seu turno, será lançado no próximo dia 27. “Gravado no verão deste ano, (o disco) tem especial significado para mim. Estou ansioso por compartilhar cada faixa com vocês”, escreveu Samuel Rosa, em seu perfil no Instagram. (abaixo, Samuel Rosa em foto de Lorena Dini/Divulgação)

“Xangô” – Atlântica Banda

A Atlântica Banda lança nesta sexta-feira, 21 de junho, “Xangô”. Pedro Thiago e Jonatah Cardoso compuseram este que é o primeiro single do disco “Que sorte”. O material de divulgação diz que a música é “uma manifestação da espiritualidade e força deste Orixá”. A composição teve a inspiração no Alujá, toque específico do orixá Xangô. Nele, o ritmo produzido pelos atabaques acelera para acompanhar a dança. Assim, os gestos mostram a saga de guerreiros. Como o Alujá, a canção evolui traçando uma linha que passeia pelo rock e o heavy metal. “Esse traço da canção reflete o aspecto furioso de Xangô, divindade da justiça, dos raios e do trovão, que tem o fogo como elemento”, observa Pedro Thiago, o Petê, líder da banda.

A Atlântica lança o single intitulado “Xangô”  nas plataformas de streaming.(Carol Santos/Divulgação)
A Atlântica lança o single intitulado “Xangô” nas plataformas de streaming.(Carol Santos/Divulgação)

“Xangô” tem o som da guitarra, instrumento de Jonatah, muito presente e, assim, remete à crepitação do fogo e à fúria, característica do orixá. A musicalidade de Petê está presente na canção por meio da percussão potente e vibrante do timbau, tambor afro-brasileiro contemporâneo que sintetiza os atabaques e o caxambu (conhecido como tambor de colo). “Essa mistura do rock, do heavy metal e do Alujá, que é ‘Xangô’, mostra bem o que é o som da banda. Fazemos uma mescla de ritmos e trazemos a valorização de narrativas culturais das diversas paisagens sonoras dos países com populações pretas”, revela Petê.

“Belo Blue”, poema de Kiko Ferreira musicado por Gilvan de Oliveira

Em seu perfil no Instagram, o jornalista, poeta e crítico musical Kiko Ferreira conta que “Belo Blue”, que já está nas plataformas, é “uma homenagem às noites meio melancólicas e ao mesmo tempo eletrizantes de Beagá”. Assim, o lançamento abre os caminhos para o álbum “Som Vivo”, que reúne poemas de Kiko Ferreira musicados por nomes como Zeca Baleiro e Affonsinho, bem como Danny Calixto e outros mais. “Belo Blue”, que renasce agora como canção, nasceu originalmente em 1997, como um dos poemas que Kiko lançou pelo projeto “Poesia Orbital”. Ali, tratava-se de uma das ações da Prefeitura de Belo Horizonte com vista ao centenário da cidade, e que reuniu dezenas de poetas, então organizados pelo grande Marcelo Dolabela.

“Saudade Sem Paisagem (Ela Jamais Virá)” – Ritchie

Acaba de estrear no YouTube o videoclipe de Ritchie para a música “Saudade Sem Paisagem (Ela Jamais Virá)”. A parceria de Ritchie com o compositor Fausto Nilo, 80, chegou às plataformas de streaming como single em abril, via gravadora Biscoito Fino. Agora, a novidade é o clipe, que já pode ser acessado no YouTube. “Saudade Sem Paisagem (Ela Jamais Virá)” permanecia inédita, guardada no baú de Ritchie, esperando a hora certa para ser gravada. “A harmonia e a melodia principal surgiram pela primeira vez na minha cabeça em 2007. A letra foi logo encomendada ao querido parceiro e poeta Fausto Nilo, mas o arranjo não ficou pronto a tempo para entrar no DVD que gravei em 2009”, pontua Richie. O clipe tem direção, fotografia e edição de Isabela Espindola e direção de arte de Alexandre Arrabal.


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