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Música brasileira: quem vai permanecer de acordo com Chico César?

Seu Pereira e Coletivo 401, Dani Bkack e Luiz Gabriel Lopes. Confira as apostas do cantor e compositor paraibano

Por Jaiane Souza *

02/12/2019 às 10:33 | * Escreveu com a supervisão de Carolina Braga

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Foto: Rafael Passos / Divulgação

Quem na música brasileira vai continuar fazendo sucesso? Quem de novo vem por aí? E quem vai permanecer? Não é possível saber ao certo, mas dá para fazer apostas. Chico César, por exemplo, já tem as próprias apostas. Ele esteve em BH para arrasar no show de lançamento do novo disco durante o Festival de Arte Negra. 

Conversa vai, conversa vem, o paraibano sugeriu alguns nomes que, na opinião dele, tem chance de ter longa carreira. De acordo com César, essa “perpetuação” dos artistas na música brasileira se dá por diferentes motivos. Eles podem ser musicais, pessoais e também de estilo. “Eu permaneci porque na minha época eu bebi em diferentes fontes da música como, por exemplo Luiz Melodia, Gilberto Gil, Caetano Veloso e, mais anteriormente, Luiz Gonzaga e  Jackson do Pandeiro”, explica Chico César. 

Por outro lado, também é importante que cada artista se torne uma fonte para os que estão vindo e, entrando no cenário e mercado agora, tenhas suas bases e referências. 

A seguir, confira alguns nomes que Chico César tem no radar.  

Luiz Gabriel Lopes

Cantor e compositor, nascido no Rio de Janeiro, mas que foi criado em Minas Gerais. Por que Luiz Gabriel Lopes é um dos nomes que chama atenção de Chico César? Provavelmente, e de acordo com o próprio paraibano, é devido às composições e à forma de fazer música. LG  fez parte do grupo Graveola, que já soma 14 anos de existência. 

Entretanto, o artista traça carreira solo nos últimos tempos. Nesse caminho lançou, em 2010, o disco Passando portas e O fazedor de rios em 2015. Seguindo a linha, surgiu MANA, em 2017, disco que conta com a participação de Ceumar e Maurício Pereira. Se quer tirar a prova do que Chico César comentou, a produção de Luiz Gabriel Lopes está disponível em diferentes plataformas de streaming. 

Dani Black

O segundo nome da nova geração da música brasileira que Chico César acredita que vai permanecer é Dani Black. O cantor, compositor e guitarrista nasceu no mundo da música e continua. Isso porque ele é filho de Tetê Espíndola e Arnaldo Black. 

A mãe, que também é cantora, compositora e multi-instrumentista é sempre lembrada pela peculiaridade do timbre de voz, diferente, digamos, de tudo que já surgiu no cenário da música brasileira. O pai também é músico e fez sucesso com autoria da música Escrito nas estrelas, em parceria com Carlos Rennó. Tetê Espíndola interpretou a música no Festival dos Festivais da Globo em 1985 e se consagrou vencedora.

Seu Pereira

Quando aprendeu três acordes, Jonathas Pereira Falcão começou a produzir as próprias composições. Isso foi quando ele tinha entre 14 e 15 anos nas aulas de tocar violão influenciado pelo rock e MPB dos anos 1980 e 1990. A música está presente na vida do artista desde sempre. Isso porque a avó cantava Luiz Gonzaga, João do Vale e recitava versos de literatura de cordel. 

A inserção, de fato, na música ocorreu quando Jonathas conheceu Pedro Osmar, músico e compositor que apresentou a música paraibana para ele: Lenine, Chico César e Totonho.

E foram essas as influências que o levaram a formar Seu Pereira e Coletivo 401, banda que pauta a produção artística na originalidade, no ritmo paraibano e na poética da música. O grupo tem ritmo híbrido, passando pelo rock, pelo sambafunk e pela MPB. 

Chico César parece ter razão quando aposta no artista e na sua banda como um dos nomes que vão permanecer no cenário da música. Quando tinha apenas cinco anos de formação, o grupo já havia circulado por diversas cidades do país e no exterior, como Senegal e Europa. Além disso se apresentou nos principais festivais de música da Paraíba.

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Foto: Chico do Céu / Divulgação
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