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Protagonismo da mulher no cinema é tema de mostra feminista em BH

Por Thiago Fonseca *

12/03/2018 às 18:16 | *Colaborador

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Coletiva Malva - Foto: Cardes Amâncio / Divulgação

Até o dia 16 de março o cinema do Sesc Palladium recebe a 4ª Mostra de Cinema Feminista. Serão exibidos gratuitamente 69 filmes de todo o Brasil e de outros 11 países. O festival ainda conta com roda de conversa com diretoras convidadas.

O objetivo é dar visibilidade às produções cinematográficas realizadas por mulheres e promover debates sobre as lutas dos movimentos feministas. Pela primeira vez, a mostra contará com a exibição de produções assinadas por um diretor trans, Calí dos Anjos.

“Queremos difundir e debater sobre o papel da mulher na produção de filmes e também o feminismo. Ainda mostrar que o cinema alcança os olhares das mulheres nas suas mais diversas concepções. A ideia é que a programação funcione como uma ferramenta para criação de pontes de diálogos entre os diversos lugares de fala e bandeiras de lutas das mulheres”, explica Letícia Souza, produtora e curadora da amostra.

A mostra é fruto de um evento de luta de mulheres do coletivo Diversas: Feminismo, Arte e Resistência. O festival traz filmes que discutem o universo do feminismo, saúde, direitos reprodutivos, abuso, violência, emancipação, empoderamento e as questões LGBT. Os 70 filmes foram escolhidos entre 379 inscritos. Na seleção, a produção levou em conta a diversidade, a interseccionalidade e os olhares.

A busca por maior representatividade feminina no cinema surgiu após a constatação da minoria. Das produções lançadas em 2016, 75,4% foram feitas por homens brancos. Mulheres brancas assinam 19,7% e homens negros, 2,1%. Não houve nenhum longa dirigido por mulheres negras, segundo a pesquisa da Ancine. “Queremos questionar nosso espaço, cobrar políticas e editais que incentivam produções femininas no cinema. Aos poucos as mulheres vão ocupando o espaço na sociedade e também na cultura”, pontua Letícia.

A PROGRAMAÇAO

As exibições são distribuídas em sessões que trazem em seus nomes os gritos que têm ecoado pela luta feminista ao longo dos anos. As sessões têm início a partir de 18h nos dias 13 e 14 de março. Já nos dias 15 e 16 de março, começam a partir de 16h30.

A abertura da mostra foi no último dia 08 com o tema o Dia Internacional da Mulher. Além da exibição de dois curtas, houve um debate sobre a representação da mulher negra no cinema. Beatriz Vieirah, diretora de “Em busca de Lélia”, Mariana Luiza, diretora de “Casca de Baobá”,  Débora Rodrigues,  do Quilombo dos Pinhões e Julia Santos, atriz e jornalista, foram as debatedoras da noite.

No terceiro dia de mostra, 10 de março, a sala foi ocupada pelas sessões “O Que Você Sente Não É Drama”, “Mexeu com uma Mexeu com Todas” e “Essa Terra É Minha”. Ainda teve debate sobre as mulheres indígenas e o direito à terra, com participação de AvelinBuniacá e ValdeliceVeron, diretora de Tekoha – O som da Terra.

No dia 11 de março, as sessões foram voltadas para o público infanto-juvenil com apresentação dos filmes “Sou Livre, Sou Luta, Sou Minha” e a “Sessão Torna-se mulher”.

Foto: Mirela Persechini / Divulgação

DEBATES

No dia 13, será a vez das as sessões “Uma Mulher Que Levante Outras Mulheres” e “Vamos Juntas, Estamos na Luta”. Já no dia 14, o Sesc receberá a sessão “Meu Corpo Minha Revolução”. A noite será encerrada com “Lírios não nascem da Lei”, com debate sobre representação da mulher encarcerada com a diretora “Fabiana Leite” e as integrantes da Coletiva Malva.

As sessões “Liberdade É Não Temer” e “Nós Sempre Podemos Mais” ocupam as salas do cinema no dia 15. Dia 16 é o encerramento da mostra com as sessões “Pilote Sua Própria Cabeça” e “Nenhuma a Menos”. Ainda será exibido o longa “Dancing with Monica” da diretora Anja Dalhoff, com o tema voltado para a prostituição. Pra fechar a mostra ainda debate com SarugDagir e Cida Vieira, da Associação de Prostitutas de Minas Gerais.

Vale lembrar que os ingressos são gratuitos e estarão disponíveis meia hora antes das sessões. A programação completa da mostra você confere aqui.

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