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Quatro ensinamentos de Monja Coen no Fliaraxá 2018

Por Thiago Fonseca *

28/06/2018 às 01:09 | *Colaborador

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Foto: Daniel Bianchini / Divulgação

“Antes de enfrentar situações difíceis devemos respirar devagar pelo nariz e soltar pela boca. Assim tudo se acalma e temos discernimento correto”. Foi com um exercício de meditação que  Monja Coen abriu sua participação no Fliaraxá 2018. Com fala serena, Coen esteve no primeiro dia do evento para falar sobre o livro “O Inferno Somos Nós”. Ela era uma das atrações mais esperadas do Festival e fez bonito.

Monja Coen não tem medo de se posicionar. Defende a liberdade do ex-presidente Lula, aponta a força de Manuela d’Ávila e critica a forma como a pré-candidata a presidência do Brasil  foi pressionada no programa Roda Viva, da TV Cultura. Fala de maneira mansa sobre o que acredita e dá conselhos de maneira firme. Sua capacidade de chamar atenção do público impressiona. Os quarenta minutos de palestra se passam sem se perceber.

Muita gente não conseguiu entrar na palestra, que começou com quase uma hora de atraso. Foi tenso para quem ficou mais de uma hora na fila e mesmo assim não conseguiu entrar. Embora Monja Coen tenha vindo ao Festival para falar sobre o livro, conseguiu debater sobre assuntos distintos que acabam sendo costurados com ensinamentos. Listamos quatro mais importantes.

 

 

A vida tem sentido

Muita gente anda perdidão e não sabe para que veio ao mundo. Coen afirma que há propósito e sentido na vida. Entretanto, é preciso pensar, refletir e dialogar sobre isso. “Estamos vivendo uma época de medo. Mas, quem conhece a si mesmo não ofende e nem é ofendido. Minha proposta é que todos se conheçam com profundidade e pensem na vida”, explica.

É preciso dialogar

Coen defende que o diálogo é melhor forma de se resolver as coisas. Ela conta que não é vegetariana e recebe uma enxurrada de críticas. Um dia recebeu um e-mail de um fã com inúmeros motivos para pudesse se tornar adepta ao estilo de vida. Refletiu sobre aquilo e achou interessante a forma de diálogo utilizado. Desde então, entende que o diálogo é importante. “Podemos pensar de forma diferente. É preciso dialogar sem insultar. É preciso ouvir o outro para entender seu ponto de vista. dialogar é isso e nos faz bem”.

É necessário ter percepção e sensibilidade do outro

Se colocar no lugar do outro é algo difícil. Coen é contra qualquer atitude egoísta. “Precisamos ter percepção e sensibilidade do outro. Temos que dar oportunidade ao outro de mudança e transformação. Dessa forma, apreciemos a vida com movimento de transformação”, afirma. Ela reafirma o que Vinícius de Moraes fez o Brasil cantar de que é impossível ser feliz sozinho. “Para ter felicidade, temos que estar bem com nosso redor e ainda ter compaixão com o próximo”. 

O Inferno Somos Nós

Justamente sobre esse assunto que Monja Coen veio ao evento. Esse é o título do livro que surgiu de uma conversa com Leandro Karnal. Contou que ouviu em uma peça de teatro de Sarte alguém dizer que o inferno são os outros. Entretanto, a Monja e o escritor chegaram à conclusão que o inferno somo nós, pois somos os responsáveis por sua criação.  “O inferno é a raiva, o ódio, o rancor e o desafeto. O céu é quando somos capazes de nos relacionar com harmonia e respeito com tudo que existe”. Cabe a você decidir se quer viver no céu ou no inferno.

 

Confira a transmissão completa da palestra de Monja Coen!

 

Leonardo Boff, Leonardo da Rocha e Silva e Leila Ferreira. – Foto: Daniel Bianchini / Divulgação

Fliaraxá 2018

A sétima edição do Festival começou nesta quarta-feira, dia 27. A abertura do Fliaraxá foi marcada por homenagens e discursos sobre a importância do fomento à literatura. Estiveram presentes na cerimônia autoridades, escritores, convidados e visitantes. Coube ao teólogo Leonardo Boff o discurso de abertura.

A cerimônia contou ainda com homenagens a Leila Ferreira e ao poeta João Rios Montandon. Na mesa dos patronos Heloisa Starling, Wander Melo Miranda e Ricardo Ramos Filho apresentarem suas reflexões acerca das obras de Graciliano Ramos e Guimarães Rosa. Ainda teve leitura dramatizada de Cacá Carvalho sobre Guimarães, um dos pontos altos da noite.

 

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