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Mário de Andrade, um intelectual de primeira grandeza

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No mês do centenário da Semana de Arte Moderna, alguns fatos menos conhecidos sobre Mário de Andrade um dos principais nomes do Movimento Modernista

Por Rosa Maria Lorenzin | Culturadora

Mário Raul de Morais Andrade, um dos fundadores do Modernismo no país, era um intelectual de primeira grandeza. Nascido em São Paulo no ano de 1893, foi considerado um pianista prodígio ainda criança. Se formou em piano em 1917 pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Era autodidata em história, arte e, principalmente, poesia. Dominava a língua francesa, tendo lido Rimbaud e os principais poetas franceses ainda na infância.

Foi um dos primeiros a lançar a poesia brasileira moderna com a publicação de Pauliceia Desvairada em 1922. Além disso, foi um dos principais articuladores da Semana de Arte Moderna.

Intelectualidade

Como intelectual que era, Mário percorreu as mais diversas áreas do campo das artes. Foi professor de piano e escreveu romances, poemas, contos, crônicas e ensaios. Além da literatura, explorou os caminhos da música, folclore, arquitetura, etnografia, artes plásticas, fotografia, crítica literária e política cultural. Também foi pioneiro no campo da etnomusicologia (ciência que estuda as manifestações musicais de um povo, como as canções folclóricas). 

Apaixonado pelo Brasil, Mário de Andrade não gostava de viajar. Ainda assim, fez várias incursões pelo interior do país com o objetivo de estudar a cultura de cada uma das regiões brasileiras. Em 1924, visitou cidades históricas de Minas. Em 1927, viajou pelo Amazonas. Entre 1928 e 1929, passou pelo Nordeste, recolhendo informações sobre as festas populares, as lendas, o folclore, a música, o povo e a cultura brasileira com toda sua riqueza e diversidade. Na obra mais famosa, Macunaíma, aparecem várias histórias do folclore brasileiro que Mário recolheu durante suas viagens pelo país. 

Escreveu também o livro O Turista Aprendiz. É uma obra em forma de diário na qual registrou essas andanças que fez pelo interior. Em todos os campos nos quais atuou, o escritor valorizou as manifestações artísticas e culturais do Brasil.

Mário de Andrade. Foto: Acervo Carta Capital
Mário de Andrade. Foto: Acervo Carta Capital

Homossexualidade e incursão pela política

Em abril de 1928 Mário de Andrade enviou uma carta ao seu grande amigo Manuel Bandeira. Ele cita a homossexualidade. Segundo dizem alguns biógrafos do escritor, a orientação sexual foi o motivo da briga entre Mário e seu outro grande amigo, o também escritor Oswald de Andrade. O autor do Manifesto Antropófago teria feito algum comentário que chateou o autor de Macunaíma. 

Em 1935, Mário tornou-se diretor-fundador do Departamento Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Sendo assim, no período, construiu várias bibliotecas públicas. Porém, com a ditadura de Getúlio Vargas, foi demitido e se exilou no Rio de Janeiro.

Um dos maiores nomes do Modernismo brasileiro, o escritor e intelectual Mário de Andrade faleceu em casa em São Paulo no dia 25 de fevereiro de 1945, vítima de um ataque cardíaco.

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