Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Live Gal Costa: quando o “menos é mais” faz todo sentido

Na segunda live realizada durante a pandemia, Gal Costa apostou no seguro e entregou um lindo espetáculo
Live Gal Costa. Foto: Reprodução YouTube
Live Gal Costa. Foto: Reprodução YouTube

Nunca podemos nos esquecer de certos lugares comuns. Por exemplo, sim, menos vai ser sempre mais. Foi isso que pensei durante os 80 minutos do show que Gal Costa fez para a transmissão ao vivo do Teatro Bradesco. Muito diferente da live de estreia dela nessa temporada pandêmica, o novo espetáculo entregou o que esperávamos há tempos. Ou seja, a Gal sendo a intérprete potente que ela é e sempre foi. 

Com direção artística de Marcus Preto, o show teve repertório acertadíssimo. Foram poucas interrupções para a conversa com a plateia virtual. Na primeira, Gal dedicou a apresentação às mulheres. Antes do set final, a cantora lembrou a capacidade que certas “canções de tem de cantar nossa história muitas e muitas vezes”. 

Assim, abriu alas para uma sequência de composições que gravou no final dos anos 1960 e 1970. Como disse, eram músicas que davam força para seguir adiante. “É inadmissível que hoje, 50 anos depois, a gente volte a precisar dessa mesma força. Mas força a gente tem, a gente arranja e não há de haver quem nos derrube”, concluiu antes de cantar Como dois e dois, composição de Roberto Carlos. 

Repertório de Gal Costa

Todas as músicas – e as ordens escolhidas para elas – tinham a cara da Gal. Por exemplo, logo após dedicar o show às mulheres, Gal tocou Rita Lee, emendando com um set dedicado às composições de Chico Buarque. O repertório do disco mais recente “Nenhuma dor” também marcou presença. Dentre as canções escolhidas, Só louco, gravada na companhia de Silva e Negro amor, que no álbum tem participação do cantautor uruguaio, Jorge Drexler. 

Gal Costa contou estar com saudade do palco. Para o artista, estar no palco é um ritual e que, no meu caso, complementou a experiência do que eu estava vendo. Já vivenciamos tantas lives nesta pandemia que, sinceramente, para mim não faz mais diferença se é ao vivo ou gravado. O que eu quero é ver o artista na plenitude do que ele é e pode entregar. Nesse sentido, Gal, só tenho a agradecer!

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