14 abr 2017

Liniker e os Caramelows rompem limites de palco e plateia em passagem por BH

Apresentação de Liniker e os Caramelows no Sesc Palladium em BH. Crédito: Thiago Santos

Tainá Silveira sob a supervisão de Carolina Braga

No saguão principal, poucas horas antes do início do show, personalidades rompiam as barreiras de gênero e do que a moda diz ser bonito de vestir. Galocha com bermuda jeans, cabelos raspados e coloridos, vestidos longos com tênis e transparências. Ali estava o público de Liniker e os Caramelows que, desde sua formação, trazem libertação e empoderamento ao cenário da MPB.

Depois de uma abertura “baphônica” com a música Remonta, os 1321 acentos Grande Teatro do Sesc Palladium foram pouco para as personalidades performáticas da banda. Uma quinta-feira (13/04) que não foi nada santa! 😉

A paulista Liniker fez questão de convidar o público a ignorar a tradicional relação entre os artistas e a plateia. Os fãs enlouquecidos, que não paravam de gritar desde que a cantora apareceu, abandonaram seus acentos, atendendo sem recusa. Com muitas brincadeiras e bom humor, a banda marcou presença em BH.

“Eu fiquei sabendo que tem dois corredores aqui!”, brincou Liniker com o apoio de Renata Éssis (backing vocal). O pedido deles era incomum: que os corredores fossem liberados para se transformar em passarela. Durante a apresentação de Pregador de Varal, as duas cantoras correram por ele, indo e voltando, seguidos por fãs contaminados pelo ritmo da dança.

Os corredores do Sesc Palladium em BH foram ocupados por Liniker e cia. Crédito: Rafael Meijón

Animação

Em conversa com o público, a backing vocal Renata Essis, perguntou se os casais estavam curtindo, e com a absoluta afirmativa do público, ela anunciou que agora o momento era outro. Por que segundo ela, nem só de pão e amor vive o homem, “sarrar” também é essencial. Depois disso, as músicas mais animadas do grupo tomaram conta e a banda rebolou até o chão.

Em 90 minutos de show, Liniker e os Caramelows tocaram as músicas do primeiro CD. O álbum Remonta, que conta com forte influencia de blues e soul music, tem 13 faixas todas executadas com maestria. Além delas o grupo tocou quatro inéditas. Uma delas foi Pra ela, que Liniker compôs para a mãe e dedicou, no show, à todas as manas que resistem, “apenas” por serem mulheres.

Liniker e a banda formada por Rafael Barone (baixo), William Zaharanszki (guitarra), Pericles Zuanon (bateria), Márcio Bortoloti (trompete) e Renata Éssis (backing vocal), e os convidados Fernando TRZ (teclados), Marja Nehme (percussão) e Eder Araújo (saxofone), encerraram o show com um bis de Louise du Brésil, com direito a duas pessoas da plateia, convidadas por eles, dançando no palco.

 

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