Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

“Ler na Cidade”: exposição reúne 14 ilustradores de BH e região metropolitana

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Mostra “Ler na Cidade: Leituras e Leitores Ilustrados” é uma iniciativa itinerante que, ao fim, vai percorrer três espaços

Patrícia Cassese | Editora Assistente

O tema escolhido já é, por si só, digno de aplausos: o direito à leitura nos espaços urbanos. Mas, tal qual o norte, a exposição “Ler na Cidade: leituras e leitores ilustrados”, inaugurada do último dia 2, disponibiliza, ao olhar do público, trabalhos desenvolvidos a partir dessa inspiração que são o mais puro deleite. Ao todo, a iniciativa contou, assim, com a participação de 14 ilustradores convidados, tanto de Belo Horizonte bem como de outras partes da região metropolitana.

Trabalho de Estevam Gomes que integra a mostra "Ler na Cidade" (Parole Comunicação Integrada/Divulgação)
Trabalho de Estevam Gomes que integra a mostra "Ler na Cidade" (Parole Comunicação Integrada/Divulgação)
Ilustração de Santiago Régis, que compõe a mostra "Ler na Cidade" (Parole/Divulgação)
Ilustração de Santiago Régis, que compõe a mostra “Ler na Cidade” (Parole/Divulgação)

São eles: Amma, Angelo Abu, Anna Cunha, Anna Göbel, Bruna Lubambo, Carol Fernandes, Carol Rossetti, Estevam Gomes, Mariângela Haddad, Marilda Castanha, Nelson Cruz, Rebeca Prado, Rubem Filho e Santiago Régis. Os trabalhos, por sua vez, vão passar por três espaços da cidade. Primeiramente, a exposição “Ler na Cidade” ocupa o Centro Cultural São Geraldo, até o dia 1º de junho. Na sequência, chega à Biblioteca Pública Infantil e Juvenil, onde poderá ser visitada até o dia 6 de julho.

Por último, mas não menos importante, no Centro Cultural Usina de Cultura. Todavia, neste caso, o período expositivo de “Ler na Cidade” vai de 18 de junho a 18 de julho de 2024.

Valorizar e dessacralizar

Coordenadora do projeto “Ler na Cidade”, Fabíola Farias conta que o objetivo do projeto é primeiramente valorizar a leitura. “Ou seja, o livro, a literatura, como um bem cultural, como um bem simbólico que faz da cidade o seu lugar, os seus lugares de realização. Muitas vezes, especialmente as pessoas que têm pouca proximidade com este objeto, com o livro, elas tomam a leitura como algo muito elitizado, como algo muito distante. E as imagens do projeto, das ilustrações que foram criadas a partir de um convite específico, mostram que a leitura e o livro podem ocupar distintos cenários na cidade”.

O traço da artista Anna Göbel mostra crianças do Morro do Papagaio fruindo a leitura (Parole Comunicação/Divulgação)
O traço da artista Anna Göbel mostra crianças do Morro do Papagaio fruindo a leitura (Parole Comunicação/Divulgação)

Assim, da sala de aula, da biblioteca, do centro cultural, até mesmo no Estádio do Mineirão. “Enfim, este é o objetivo (do “Ler na Cidade”). Valorizar e dessacralizar a leitura através de um elemento narrativo, a ilustração, que é central na produção editorial para crianças e adolescentes”.

Convidados

Fabíola acrescenta que, ao fazer o convite aos ilustradores que desenvolveram obras para o “Ler na Cidade”, foi pedido que considerassem o direito à leitura nos centros urbanos pensando nas possibilidades e, também, nas interdições. “Afirmamos ali, insistimos, numa diversidade de gênero, de pertencimento étnico-racial, na representação das pessoas com deficiência… Mas o convite central era pensar o direito à leitura na cidade e também como a cidade acolhe os leitores. Ou seja, em que medida a cidade garante a toda à população o direito à leitura”.

À direita, trabalho de Angelo Abu, enquanto à esquerda, de Carol Fernandes (Parole Comunicação/Divulgação)
À direita, trabalho de Angelo Abu, enquanto à esquerda, de Carol Fernandes (Parole Comunicação/Divulgação)

A coordenadora do “Ler na Cidade” também ressalva que a proposta poderia valar para qualquer cidade. “Mas, nas imagens, como os visitantes poderão ver, Belo Horizonte aparece de maneira muito singular, com algumas de suas edificações, com alguns de seus cenários. Então, os ilustradores atenderam bem ao convite. Assim, criaram livremente e, ao fim, nós temos uma diversidade de ilustrações, de imagens que deixou a exposição bastante diversa. E, na minha opinião, lindona”. Vale dizer que concordamos 100% com Fabíola: os trabalhos são lindos, encantadores. Sem exceção (tanto que tivemos que “sortear” as que seriam publicadas nesta matéria)

Oficinas

O evento conta com monitoria para o atendimento a grupos escolares, mediante agendamento prévio por e-mail. Do mesmo modo, há audiodescrição das imagens, o que permite a visitação acessível para pessoas cegas. O projeto inclui ainda oficinas e apresentação de narração de histórias. Entre as oficinas, está, por exemplo, a “Ler, ver, ouvir e contar histórias da cidade”, ministrada por Fabíola Farias.

Dirigida a professoras, bibliotecárias e pessoas que trabalham com a formação de leitores, será realizada primeiramente no dia 27 de maio, às 19 horas, no Centro Cultural São Geraldo. Do mesmo modo, no dia 12 de junho, às 14 horas, na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil. Já no dia 20 do mesmo mês, também às 14 horas, a oficina “Ler, ver, ouvir e contar histórias da cidade” será dada no Centro Cultural Usina de Cultura.

Poesia em Quadrinhos

A programação do “Ler na Cidade” também inclui a oficina “Poesia em quadrinhos – Oficina de Zine Ilustrado”, com Karine Bassi. Ela será realizada no dia 19 de junho, uma quarta-feira, às 14h. Não menos importante, a oficina “Criando em três tempos: Ilustração em movimento”, com Cecília Cruz Castanha, 1º de junho, sábado, às 10h30. Ambas serão ministradas na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil.

Narração de histórias

Com o tema “Acordar histórias”, as apresentações de narração de histórias do “Ler na Cidade” têm a participação da escritora, educadora e mediadora de leitura, Beatriz Myrrha. Uma delas, a do Centro Cultural São Geraldo, aconteceu no dia 2 deste mês. Já a outra, será realizada no Centro Cultural Usina de Cultura. Já na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil, a narração “Histórias do Fundo do Baú” estará a cargo do escritor e mediador de leitura, Paulo Fernandes e do músico Gelson Luiz.

O Projeto “Ler na Cidade” foi viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e conta com o patrocínio da Diefra. Todas as atividades do projeto são gratuitas. A coordenação geral é de Fabíola Farias, com curadoria de Fabíola Farias e Santiago Régis, expografia de Yuri Simon, coordenação de produção de Sirlene Magalhães e coordenação de inclusão e acessibilidade de Cleide Fernandes.

Serviço

“Ler na Cidade: leituras e leitores ilustrados

Centro Cultural São Geraldo (R. Silva Alvarenga, 548 – bairro São Geraldo)

Exposição: Até 1º de junho. Visitação de terça a sexta-feira, de 9 às 19h; sábado, de 9 às 17h.

Oficina “Ler, ver, ouvir e contar histórias na cidade”, com Fabíola Farias – 27 de maio, às 19h.

Biblioteca Pública Infantil e Juvenil (Rua Guaicurus, 50 – Centro)

– Exposição – 1º de junho (abertura às 10 horas) a 6 de julho. Visitação: de terça a sexta-feira, de 10 às 18h; sábado, de 9 às 13h.

– Oficina “Criando em três tempos: Ilustração em movimento”, com Cecília Cruz Castanha, 1º de junho, às 10h30.

– Oficina “Ler, ver, ouvir e contar histórias na cidade”, com Fabíola Farias – 12 junho, às 14h.  

– Narração de histórias – “Histórias do Fundo do Baú” , com Paulo Fernandes e Gelson Luiz – 15 de junho, às 10h30.

– “Poesia em quadrinhos – Oficina de Zine Ilustrado”, com Karine Bassi – 19 de junho, às 14h.

Centro Cultural Usina de Cultura (R. Dom Cabral, 765 – bairro Ipiranga)

– Exposição – 18 de junho a 18 de julho. Visitação de terça a sexta-feira, de 10 às 18h; sábado, de 9 às 13h.

– Narração de histórias – “Acordar histórias”, com Beatriz Myrrha –  20 de junho, às 10h.

– Oficina “Ler, ver, ouvir e contar histórias na cidade”, com Fabíola Farias – 20 de junho, às 14h.

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