Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

“Leopoldina, Independência e Morte” volta à cena com releitura online

A peça foi gravada pensando no ambiente online e conta a história da primeira mulher a se tornar chefe de Estado do Brasil
Leopoldina Independencia e morte
Foto: Alexandre Leal / Divulgação

Mais de 10 mil pessoas já assistiram ao espetáculo Leopoldina, Independência e Morte durante cinco temporadas em cartaz. Mas, no ano passado, com a chegada da pandemia, a temporada precisou ser interrompida. No entanto, o autor e diretor Marcos Damigo desenvolveu uma releitura para o meio digital com uma nova versão gravada fora do teatro. 

A estreia é em 8 de março, às 20h30, e as outras exibições de 9 a 14 de março, três vezes ao dia, 10h30, 15h30 e 20h30. As sessões ocorrem em três horários pensando em facilitar as escolas de incluírem a atividade nos estudos de História do Brasil, feminismo e audiovisual, por exemplo. Além disso, fica disponível uma revista digital com material de apoio, informações extras e um glossário. 

O espetáculo

A peça recria três momentos da vida de Leopoldina, uma arquiduquesa austríaca que viveu no Brasil entre 1817 e 1826. Recém-chegada no país, ela relata a uma pessoa estrangeira as primeiras impressões do Brasil. No segundo, Leopoldina, já imperatriz, e José Bonifácio analisam o processo de independência após um acerto de contas. Por último, já nos últimos dias, em um delírio, relaciona tudo que viveu com os dias atuais. Em resumo, o espetáculo baseia-se em uma mulher além do seu tempo, a primeira a se tornar chefe de Estado do Brasil. Além disso, teve papel importante na articulação da independência. 

Leopoldina, Independência e Morte surgiu a partir de um ensaio de Maria Rita Kehl publicado no livro Cartas de uma Imperatriz. Segundo o autor e diretor Marcos Damigo, a ideia é mostrar para o público o projeto de um país que fracassou após a morte de Leopoldina e o exílio de Bonifácio.

A nova versão

Dessa forma, a reestreia online, faz um releitura do espetáculo e traz no elenco Sara Antunes como Leopoldina e Plínio Soares como Bonifácio. Ana Eliza Colomar executa a trilha sonora por meio de flauta transversal e violoncelo. Com o formato gravado, a peça transita em um espaço indefinido entre o teatro e o cinema. Não há presença do público, mas outros recursos tecnológicos, físicos e abstratos para a composição do espetáculo. 

 

[O QUE] Espetáculo Leopoldina, Independência e Morte [QUANDO] Estreia 8 de março, 20h30; 9 a 13 de março, 10h30, 15h30 e 20h30; 13 e 14 de março, 15h30 e 20h30 [ONDE] YouTube da peça (com opção de legenda) e Facebook (com interpretação em Libras) [QUANTO] Gratuito com contribuição voluntária pelo Pix leopoldinaproducao@gmail.com. 

Leopoldina Independencia e morte
Foto: Otavio Maciel Gonçalves / Divulgação

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