Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Doc sobre Lenita Perroy tem lançamento no Humberto Mauro

Gostou? Compartilhe!

Lenita Perroy, pioneira na fotografia de moda na década de 1960 e uma das poucas diretoras do cinema dos anos 1970, é tema de documentário

O Cine Humberto Mauro irá promover uma noite de celebração e reflexão sobre a vida e legado de Lenita Perroy, pioneira na fotografia de moda na década de 1960 e uma das poucas diretoras do cinema brasileiro dos anos 1970. Desse modo, nesta terça, 9 de abril, às 19h30, haverá o lançamento do documentário “Lenita” em Belo Horizonte. O evento possui entrada gratuita, com retirada de ingressos a partir de 1 hora antes da sessão, na bilheteria do cinema. Na ocasião, também será exibido o curta “Olho de Vidro”, de 1970, dirigido pela própria fotógrafa, em uma rara cópia em 35mm.

Em seguida, haverá um debate com o diretor do filme, Dácio Pinheiro, mediado pela pesquisadora e cineasta Mariana Mól, no qual serão discutidos os temas abordados no documentário. Do mesmo modo, a importância do legado de Lenita Perroy para o cenário cultural brasileiro.

Na foto, Lenita Perroy, que acabou trocando a arte pela criação de cavalos (Dácio Pinheiro/Divulgação)
Na foto, Lenita Perroy, que acabou trocando a arte pela criação de cavalos (Dácio Pinheiro/Divulgação)

Marca no mundo da arte

O documentário, que estreou na 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, é uma coprodução de Brasil e Alemanha. O objetivo é revelar os mistérios e encantos por trás da vida de Lenita Perroy. Considerada como uma mulher à frente de seu tempo, Lenita deixou uma marca no mundo da arte, da moda e do cinema. Primeiramente, com a coleção de fotografias de moda e filmes icônicos, incluindo o raro “Mestiça, a Escrava Indomável”, estrelado por Sônia Braga. Tal qual, “Noiva da Noite”, com Rossana Ghessa. A artista também fez a direção de arte de clássicos nacionais como “A Super Fêmea”, estrelado por Vera Fischer, e a versão para o cinema de “Beto Rockfeller”, com o ator Luis Gustavo. (Abaixo, frame do documentário)

Pioneirismo

Lenita aprendeu técnicas de fotojornalismo com o fotógrafo japonês Jun Miki. Daí, se tornou a primeira fotógrafa brasileira a expor no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Junto ao marido, Olivier Perroy, passou dois anos no Japão. Na época, os dois eram correspondentes de revistas como “Manchete” e “Realidade”. De volta a São Paulo, o casal dedicou-se à produção de ensaios de moda, propagandas e capas de discos icônicos, como o álbum “Tropicália”.

Aliás, no caso deste disco, as imagens foram capturadas na residência do casal, e fotografadas por Olivier. Lenita também clicou a capa do famoso disco psicodélico do cantor Ronnie Von (1968), assim como álbuns de Zimbo Trio, Célia e Eduardo Araújo.

E mais

No entanto, após se separar de Olivier, Lenita seguiu um novo rumo, abandonando a carreira artística para se dedicar integralmente a uma paixão da infância: a criação de cavalos árabes. O documentário “Lenita” traz depoimentos de personalidades como Ronnie Von, Vera Fischer, Antonio Pitanga e muitos outros.

Serviço

Lançamento do documentário “Lenita”

Data: 9 de abril (terça-feira), às 19h30

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537, Centro)

Classificação Indicativa: 12 anos

Entrada gratuita, com retirada de ingressos a partir de 1 hora antes de cada sessão, na bilheteria do cinema

Informações para o público: (31) 3236-7400

Gostou? Compartilhe!

[ COMENTÁRIOS ]

[ NEWSLETTER ]

Fique por dentro de tudo que acontece no cinema, teatro, tv, música e streaming!

[ RECOMENDADOS ]