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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Júlia Dias anuncia novo clipe e participação em musical sobre Elza Soares

Por Thiago Fonseca *

23/05/2018 às 20:17 | * Escreveu com a supervisão de Carolina Braga

Publicidade - Portal UAI
Foto: Luiza Villarroel / Divulgação

Foi dentro de casa que Júlia Dias teve o contato com a arte. Ela é filha de Maurício Tizumba, um dos mais populares artistas de Minas Gerais. Aos cinco anos já dividia os palcos com o pai. Na adolescência teve contato com o teatro. Formou-se em jornalismo, mas foi na arte que se encontrou. Hoje, aos 28 anos, se prepara para lançar videoclipe e entrar em cartaz com musical que homenageia Elza Soares.

Nascida em 1990, Júlia foi criada no meio da música e sempre viu o pai tocar e atuar. Ainda tem ele como referência militante. Essa junção fez Júlia tornar a artista que é. Após aprender a percussão e dar algumas palas no show de Tizumba, ainda criança, por fim decidiu seguir carreira de atriz. Isso foi no início da adolescência quando matriculou nas aulas de teatro do Galpão Cine Horto. E assim foi construindo sua carreira.

“A arte está presente nas minhas gerações e chegou de uma maneira natural. Aos 10 anos fiz aula de percussão com meu pai no Tambor Mineiro. Aprendi as músicas que vieram do congado. Depois ingressei no teatro. No entanto, na época do vestibular decidi fazer jornalismo na PUC Minas. Mas não larguei a arte. Dividia os estudos da comunicação com as aulas de artes cênicas no Teatro Universitário da UFMG”, relembra.

Júlia Dias ao lado do pai, Maurício Tizumba, em uma das apresentação do Grupo Tambor Mineiro – Foto: Thamires Heloá

Carreira

Júlia terminou o curso de teatro em 2011. Em seguida, fez um intercâmbio na Argentina para se aprimorar como jornalista. Mas lá, não deixou a arte de lado. Participou de espetáculos do grupo de pesquisa de arte latino-americano ‘Lá Clave’. Foi em 2014 que se tornou jornalista. Em princípio, na profissão pouco atuou. Decidiu mesmo seguir a arte como ofício. Mas afirma que utiliza dos ensinos da comunicação na sua carreira de artista.

 

 

No teatro, sua primeira peça foi em 2008, com o espetáculo “O Negro, a Flor e o Rosário”. Em 2013 atuou em “Clara Negra”, da Companhia Burlantins. Pelo mesmo grupo, que integra até hoje, ainda participou de “Oratório” e da “Saga de Dom Quixote”. Também fez parte do elenco de “Eras” e “Negr.a”, do Coletivo Negras Autoras. Júlia ainda soma no currículo participação em “Madame Satã”, do Grupo dos Dez e “Zumbi”, com direção de João das Neves e participações no cinema.

Atualmente, integra a Companhia Burlantins e é uma das idealizadoras da Mostra Benjamin de Oliveira, em cartaz no mês de junho. A iniciativa privilegia espetáculos de dança e performance de artistas, bem como grupos e coletivos formados predominantemente por negras e negros. Júlia ainda faz parte do Coletivo Negras Autoras e ministra aulas de percussão na Associação Cultural Tambor Mineiro.

“Minha atuação em tantos movimentos ativistas se dá pelo fato do mundo ainda ser tão desigual. Dessa forma, ainda sofremos com os reflexos da nossa sociedade foi construída. Luto por meio da arte para transformar a realidade que é tão desigual”, conta Júlia.

 

Júlia ao lado de Elza Soares, em julho ela entrará em cartaz em musical que homenageia a cantora – Foto: Pedro Luis

 

Novos projetos

Não bastasse isso tudo, Júlia lançará seu videoclipe “Mãe África” no próximo sábado, dia 26, em BH, e ensaia para “Elza: O Musical”, com estreia marcada para o dia 19 de julho no Rio. O projeto audiovisual trará ao Teatro de Bolso SESIMINAS, na capital mineira, uma releitura da música de Paulo César Pinheiro e Sivuca, eternizada na voz de Clara Nunes. Dessa maneira, no clipe estarão presentes gerações da família da artista. O show ainda contará com canções autorais e releituras do MPB.

Em “Elza: O Musical”, Júlia terá a oportunidade de homenagear a cantora, que lançou o disco “Deus é Mulher” na semana passada. A artista mineira foi uma das 7 selecionadas, entre mais de 200 atrizes, para compor o elenco. “O musical faz uma homenagem a Elza e não uma biografia. A ideia não é copiar a cantora, e sim, representa-la conectando a história dela com as histórias das atrizes. Um texto que também é criado em cima de nossas vivências”, explica.

O Musical tem direção de Duda Maia, direção musical de Pedro Luís e dramaturgia de Vinícius Calderoni. Junto com Júlia, as atrizes mineiras Laís Lacôrte e Janamô, também vão encarar o desafio de emprestar a própria pele para reavivar a Elza. Após estreia no Rio o espetáculo desembarcará em São Paulo, e, pode chegar à Belo Horizonte ainda este ano.

“É uma alegria enorme e um reconhecimento do meu trabalho estar no elenco do musical. Uma sensação de estar no caminho certo”, relata. Júlia já se encontrou com Elza três vezes. Até cantou com ela em 2016, em um show em BH. Em meio a tanta coisa Júlia vive entre Rio e Belo Horizonte, para poder trabalhar, ensaiar e rever a filha de dois anos e a família. Sem dúvida garante que todo esforço vale a pena.

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