Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Exposição de José Bento lida com a iminência da explosão

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A mostra de José Bento pode ser vista até janeiro, na Galeria de Arte do Centro Cultural Unimed-BH Minas

Patrícia Cassese | Editora Assistente

Em cartaz na Galeria de Arte do Centro Cultural Unimed-BH Minas, a exposição “A Qualquer Fagulha” reúne instalações de José Bento que, como o próprio material de apresentação sinaliza, dialogam com a ideia iminente da combustão, da transformação em cinza, da efemeridade”. Em entrevista ao Culturadoria, o curador da iniciativa, Rafael Perpétuo, comenta que o ponto de partida se deu exatamente com a ideia de selecionar obras que lidassem com o sentido de iminência da explosão. “Desse modo, também da iminência do fazer artístico”, pontua ele.

Instalação “Do Pó ao Pó”, que contém fósforos que não devem, mas podem pegar fogo (Foto: Patrícia Cassese)
Instalação “Do Pó ao Pó”, que contém fósforos que não devem, mas podem pegar fogo (Foto: Patrícia Cassese)

Este aspecto, prossegue Perpétuo, está intrinsecamente conectado à obra de José Bento. “Desse modo, uma obra que lida com o fazer, com o talhar da escultura em madeira”. Entre as obras colocadas para fruição do público visitante, ele aponta, por exemplo, a instalação “Ar” (foto acima), que reúne 36 cilindros de oxigênio (combustível). “São feitos de diferentes tipos de madeira da nossa fauna brasileira. Assim, a obra lida com várias questões ambientais, o desmatamento das florestas, o nosso ar, diminuindo cada vez em função das mudanças climáticas. Então, é uma obra bastante importante neste sentido. E ela inclusive esteve na Bienal do Mercosul”.

“Mona”

Outra obra presente na exposição de José Bento é “Do Pó ao pó”, que contém fósforos que não devem, mas podem pegar fogo. Além dessas, Rafael Perpétuo cita o vídeo “Mona” (abaixo), em que um cachorro vigia todas as obras. “Assim, ele está quase como uma guardião, olhando placidamente para o espectador e para as obras. Desse modo, assume um posto de guardião das matas”, elucida.

Sobre a alusão ao fogo, presente na mostra, o curador explica que de modo algum se trata de uma exaltação ao elemento, mas, sim, menção ao que a simbologia dele revela. Desse modo, o fogo como elemento que move as coisas de seus lugares. “Estar com o fogo na mão é estar atento”, afirma.

Serviço

Exposição “A Qualquer Fagulha”, de José Bento

Galeria de Arte do Centro Cultural Unimed-BH Minas (Rua da Bahia, 2.244, Lourdes)

Até o dia 14/1/2024. A Galeria de Arte é aberta ao público de terça a sábado, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 11h às 19h. A classificação é livre.

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