Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Como viajar para a Itália em cinco produções audiovisuais

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Em casa, diante da tela, é possível passear por diversas regiões da Itália por meio de longas-metragens e séries

Patrícia Cassese | Editora Assistente

Um dos destinos mais visados pelos turistas brasileiros que embarcam para a Europa, a Itália é, de fato, um país único, que reúne belezas naturais a marcos arquitetônicos de tirar o fôlego, bem como a um acervo artístico inestimável espraiado em museus e mesmo ao ar livre. Não bastasse, entram, neste rol de chamarizes, a gastronomia, o vinho, a moda, a indústria automobilística… E muito mais. Não por outro motivo, não são poucas as produções audiovisuais de viés ficcional que se debruçam sobre as diversas – e peculiares – regiões que compõem o país. Listamos, aqui, algumas. Afivele o cinto e boa viagem!

"Toscana" é primeira produção dinamarquesa da Netflix (Frame)
"Toscana" é primeira produção dinamarquesa da Netflix (Frame)

“Ripley” (2024), direção de Steven Zaillian

Baseada no romance policial lançado por Patricia Highsmith em 1955, a produção traz belas paisagens da Campania, região localizada no Sul da Itália. Em particular, das cidades de Nápoles e Atrani. Artisticamente, o diretor Steven Zaillian fez a opção por mostrar o país em imagens em P&B. De cara, tal escolha pode não agradar ao espectador. No entanto, na medida em que a narrativa avança, é impossível não se deslumbrar pela fotografia. Cada frame daria um quadro.

Na trama, Tom Ripley (Andrew Scott) é um cara em sérios apuros financeiros que, num golpe de sorte, acaba sendo contratado por um casal para ir para o Sul da Itália. Primeiramente, a missão é convencer o bon vivant Richard Greenleaf a voltar para os Estados Unidos. Logo ao chegar lá, ele já se vale de mentiras para se aproximar de Dickie – como Richard é conhecido. A série também traz cenas em Roma, bem como Palermo e Veneza. No elenco está uma conhecida atriz italiana, Margherita Buy. Na Netflix.

“Toscana” (2022), direção de Mehdi Avaz

Theo é um chef de cozinha dinamarquês (Anders Matthesen) nem um pouco simpático. Na trama, ele viaja para a Toscana determinado a vender o terreno que herdou do pai, por quem não conseguiu estabelecer uma relação de afeto. Ao chegar lá, porém, ele conhece Sophie (Christina Dell’Anna), que toma conta da propriedade. Mas engana-se quem pensa que uma atração imediata se estabelece entre os dois. Na verdade, Theo continua a agir com a arrogância habitual, inclusive desdenhando dos métodos e ingredientes de preparo dos pratos culinários pelos locais. No entanto – sim, isso é previsível -, a temporada na Itália vai aos pouco – e a contragosto – mudando a percepção dele quanto ao pai. Direção de Mehdi Avaz.

“Sob o Sol da Toscana” (2004), de Audrey Wells

Mais uma vez, a Toscana. Agora sob a perspectiva de uma norte-americana que se muda para lá após o casamento desfeito – o marido a trocou por uma moça mais nova. Fato, de início, a ideia da crítica literária e escritora Frances Mayes (Diane Lane) é apenas passar alguns dias, no bojo de uma excursão LGBTQ+, presente de uma amiga, Patti (Sandra Oh). No entanto, em um gesto inesperado, após achar que recebeu um sinal do universo, ela acaba adquirindo uma propriedade em Cortona, que, na verdade, está caindo aos pedaços. Já estabelecida no palazzo, ela lida com os operários contratados para a necessária reforma e, tal qual, com os vizinhos, ao mesmo tempo em que capitula ao charme dos italianos. O filme, disponível na Netflix, traz várias referências a Federico Fellini e tem a presença cativante de Mario Monicelli. Além das belas cenas na Toscana, também flagra Positano (como na foto abaixo)

“Todos os Caminhos Levam a Roma” (2015), direção de Ella Lemhagen

A jornalista Maggie (Sarah Jessica Parker) não está exatamente em um bom momento no que tange à relação com a filha, a rebelde Summer (Rosie Day). Assim, numa tentativa de melhorar o convívio, parte com ela para a Toscana, mesmo com a cara amarrada da garota. Summer, na verdade, está concentrada em elaborar planos para voltar o mais rápido possível para os braços do namorado – um jovem rebelde e não muito confiável. Ao mesmo tempo, Maggie se encontra com um antigo amor, Luca (Raoul Bova), que hoje mora com a mãe, Carmen (ninguém menos que a lenda Claudia Cardinale, atualmente com 86 anos). Além das paisagens da Toscana, o filme, como já assinala o título, também traz Roma como cenário na incursão pela Itália. Disponível na Amazon Prime.

“O Sol de Amalfi” (2022), direção de Martina Pastori

O filme, disponível na Netflix, é uma sequência de “O Sol de Riccione” (2020). Agora, como o nome indica, se passa em Amalfi, paraíso localizado no Sul da Itália. O personagem central é, tal qual no filme anterior, Vincenzo (Lorenzo Zurzolo), um garoto cego, que reencontra Camila (Martina Pastori), sua paixão. Esta, por sua vez, está voltando de uma temporada de intercâmbio no Canadá. Na verdade, trata-se de um filme sobre jovens – portanto, aos mais velhos, resta apreciar as belas paisagens da cidade. O principal ponto positivo reside no fato de o personagem Vincenzo querer provar que, mesmo não tendo o dom da visão, dispensa, enfaticamente, o sentimento de piedade dos outros, inclusive os membros de sua família.

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